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3/27/2015

Estação Cocal

Sarah Menezes perde mais uma luta e perde medalha no Grand Prix de Judô

Na disputa pela medalha de bronze do GP de Samsun, na Turquia, Sarah Menezes foi derrotada pela turca Dilara Lokmanhekim

Fonte: Folha Vitória Publicado por: Victor Costa27/03/2015 17h02 - Atualizado em 27/03/2015 17h04

Na disputa pela medalha de bronze, Sarah Menezes foi derrotada pela turca Dilara Lokmanhekim / Foto: IJF Media by Zahonyi
Brasil encerrou o primeiro dia de disputas do Grand Prix de Judô de Samsun, na Turquia, com uma medalha de prata. Entre as mulheres, na categoria até 48kg, Sarah Menezes era uma das favoritas, mas quem subiu ao pódio e terminou com a segunda colocação foi a jovem Nathalia Brigida, de somente 22 anos.
Nathalia venceu quatro de suas cinco lutas para faturar sua terceira medalha em etapas do Grand Prix. Na estreia, bateu a francesa Laetitia Payet pelo número de punições. Depois, vitórias sobre a espanhola Julia Figueroa e a polonesa Ewa Konieczny por ippon. Na semifinal, a vítima foi a turca Dilara Lokmanhekim, derrotada por um wazari e um yuko.
Mas na decisão, não deu para Nathalia. Ela caiu diante da argentina Paula Pareto, atual vice-campeã mundial, em um combate bastante equilibrado. A brasileira até fez frente à adversária, mas levou um wazari e teve que se contentar com a prata.
Dilara Lokmanhekim comemora vitória sobre Sarah Menezes e medalha de bronze / Foto: IJF Media by Zahonyi
Também na categoria até 48kg, Sarah Menezes perdeu a chance de subir ao pódio ao cair pelo número de punições na disputa do bronze justamente contra Dilara Lokmanhekim, derrotada na semifinal por Nathalia. Sarah já havia saído da disputa pelo ouro ao cair na segunda luta diante da romena Monica Ungureanu.
O Brasil ainda teve três judocas no tatame entre os homens, mas todos eles decepcionaram. O único que chegou a vencer uma luta foi Charles Chibana. Na categoria até 66kg, ele passou por Tarlan Karimov, do Azerbaijão, e Andraz Jereb, da Eslovênia, mas as derrotas seguidas para o português Sergiu Oleinic e o georgiano Tristan Peikrishvili o tiraram da disputa por medalha.
Também na categoria até 66kg, Gabriel Pinheiro caiu na estreia para o armênio Gor Harutyunyan. Mas a maior decepção ficou por conta de Felipe Kitadai. Cabeça de chave na categoria até 60kg, ele folgou na primeira rodada, mas acabou eliminado logo de cara pelo usbeque Diyorbek Urozboev com um ippon.
Neste sábado, o time brasileiro será representado por Veronice Chagas (-63kg), Maria Portela (-70kg), Igor Pereira (-73kg) e Victor Penalber (-81kg). A participação do País chega ao fim no domingo com Tiago Camilo (-90kg), Gustavo (-90kg), Gabriel Souza (-100kg), Rafael Silva (+100kg) e David Moura (+100kg) no tatame.

2/04/2015

Estação Cocal

Edição do dia 04/02/2015
04/02/2015 21h32 - Atualizado em 04/02/2015 21h32

Após exame antidoping, futuro de Anderson Silva ainda é incerto

Responsáveis pelo caso vão se reunir dia 17. Lutador brasileiro vai pedir 
contraprova e só deve se pronunciar depois que novo resultado for divulgado.

Pouco mais de 72 horas depois da vitória sobre o americano Nick Diaz, o futuro do lutador brasileiro Anderson Silva é incerto.
O mundo aguarda a decisão da Justiça Desportiva do estado americano de Nevada sobre a punição pelo resultado positivo no exame antidoping.
Um exame de urina, realizado 22 dias antes do combate, sem que Anderson Silva fosse avisado previamente, detectou duas substâncias proibidas: a drostanolona e a androsterona. Ambas são esteroides anabólicos que aumentam a massa muscular e melhoram o desempenho dos atletas.
Anderson fez mais dois exames: um no dia 19, que não teve o resultado divulgado. E um terceiro, dia 31 - data da luta - que deu negativo.
A Comissão Atlética de Nevada não soube explicar porque o resultado positivo demorou tanto para ser divulgado – e disse que se soubesse antes, teria cancelado a luta do último fim de semana.
Em comunicado oficial, o UFC enfatizou que Anderson tem sido um campeão e um embaixador do esporte e mostrou desapontamento com os resultados iniciais.
O médico da Comissão Atlética Brasileira defendeu Anderson: “O Anderson tem um histórico de nunca ter usado nada disso e me disse que não usou dessa vez também, então eu prefiro acreditar nele. O histórico dele diz isso, diz a favor dele. Mas ele vai tomar as medidas cabíveis e eu acho que também só quando terminar esse processo todo, que é um processo que está em andamento na verdade, quando a Comissão de Nevada se pronunciar primeiro é que pode ter uma conclusão do caso final”, explicou o médico da comissão médica brasileira Márcio Tannure.
O adversário do brasileiro, o americano Nick Dias, também foi flagrado no exame antidoping, mas por substâncias metabólicas de maconha.
A equipe que administra a carreira de Anderson Silva já está trabalhando com médicos e advogados na defesa dele. Segundo assessores, o brasileiro - que está em Las Vegas - vai pedir a contraprova e só deve se pronunciar depois que o resultado desse exame for divulgado.
No próximo dia 17, Anderson deve participar de uma audiência na Comissão Atlética de Nevada, responsável pelo julgamento do caso.
Se o resultado da contraprova também der positivo, a tendência é que a Comissão retire a licença de Anderson para lutar. Outra reunião, em março ou abril, vai decidir se o brasileiro será suspenso.
Na cidade que é a meca do jogo, a sorte de Anderson Silva está lançada de novo.
A notícia do doping teve repercussão imediata na imprensa internacional e entre os lutadores. A principal revista esportiva americana, Sports Illustrated, deu grande destaque ao caso, que classificou em um vídeo como "O legado corrompido de Anderson Silva."
O USA Today e o Washington Post também noticiaram o doping do brasileiro.
Por aqui, o resultado do exame teve impacto ainda maior. O ex-campeão dos pesos pesados do UFC, Júnior Cigano, treinou com Anderson Silva durante boa parte da carreira.  
"Sempre fomos extremamente contra isso. Até o Anderson em entrevistas e tudo mais sempre foi rígido quando falava desse tipo de coisa. Então, as coisas não tão batendo, não tão combinando. Daí que vem a surpresa”, contou Júnior Cigano.
Anderson luta no UFC desde 2006. Em outubro daquele ano, ele conquistou o título dos pesos médios, defendido 11 vezes, até 2013.
"É por isso que todo mundo tá em choque, né, porque realmente não sabe o que tá acontecendo. Um cara que defendeu tantas vezes o cinturão e nunca teve problema nenhum com doping, ser pego num doping agora, depois de ter perdido o cinturão”, comenta o treinador de MMA Dedé Pederneiras.
Em abril, Anderson Silva vai completar 40 anos. Por causa da idade, ele já tinha cogitado a possibilidade de se aposentar. Uma punição severa da Comissão Atlética de Nevada, nos Estados Unidos, poderia acelerar esse processo.
"Acho que a Comissão de Nevada é a mais rigorosa que existe no mundo, né, então eles estão sempre bem à frente e a punição é sempre mais forte do que nos outros estados”, diz Dedé Pederneiras.
Em 2012, Stephan Bonnar foi flagrado em um exame por uso de esteroides justamente após uma luta contra Anderson Silva. O americano foi suspenso por um ano.
"Antes de se defenderem, de acusarem, a gente tem que acho que ter calma, esperar a contraprova, para poder ter uma noção melhor do que aconteceu”, afirma Júnior Cigano.