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8/17/2018

Estação Cocal

Suspeitos por ameaças que causaram caos aéreo na América do Sul são presos no Chile

Dois homens sem aparente ligação foram presos. Nove voos mudaram rota após ameaças de bombas.



Por Reuters

 A polícia chilena prendeu dois homens suspeitos de fazerem ameaças de bombas que alteraram a rota de aviões comerciais no Chile, Peru e Argentina nesta quinta-feira.
No total, 9 voos foram forçados a fazer mudanças de emergência em suas rotas devido às ameaças que mencionavam aviões da Latam Airlines e da companhia chilena de baixo custo Sky. Centenas de passageiros e suas bagagens ficaram presos em aeroportos da região.
Uma unidade especializada em crime organizado prendeu um suspeito de 29 anos na cidade de Antofagasta, no norte do Chile, durante a noite.
"A polícia conseguiu rastrear as ligações que foram feitas advertindo sobre explosivos em diferentes aviões", disse a rádio local o porta-voz da polícia Diego Rojas nesta sexta-feira.
O homem, que não teve o nome divulgado, deve comparecer a um tribunal em Santiago na tarde desta sexta-feira, acusado de fazer ameaças de explosivos em violação da legislação nacional de segurança.
Um segundo homem, de 33 anos, também chileno e identificado como Boris Chacon Flores, foi detido no aeroporto de Santiago na tarde de quinta-feira depois de supostamente "brincar" sobre uma bomba em sua mochila enquanto passava pela segurança, disse uma porta-voz da polícia.
O homem compareceu a um tribunal sob acusação de fazer ameaça falsa de bomba.
Não havia ligação aparente entre os dois homens presos, disse a porta-voz, María Angelica Venegas. O chefe de polícia Rivera se recusou a dizer se as autoridades estavam procurando por mais suspeitos.

Estação Cocal

Pentágono diz que militares da China 'provavelmente treinam para atacar' 

alvos dos EUA

Áreas de operações do Exército chinês se expandiram nos últimos três anos, segundo relatório.




s militares da China ampliaram suas operações de bombardeiros nos últimos anos porque "provavelmente estão treinando para atacar" os Estados Unidos e seus aliados, disse um relatório do Pentágono divulgado nesta quinta-feira (16).
A avaliação, que coincide com um aumento nas tensões entre EUA e China na arena comercial, consta de um relatório anual que ressaltou os esforços chineses para aumentar sua influência global, entre eles gastos com defesa que o Pentágono estima terem superado US$ 190 bilhões em 2017.
"Ao longo dos últimos três anos o EPL expandiu rapidamente suas áreas de operações de bombardeiros sobre as águas, ganhando experiência em regiões marítimas críticas e provavelmente treinando para ataques contra alvos dos EUA e aliados", disse o documento, usando uma sigla para o Exército Popular de Libertação da China.
O documento surge no momento em que China e EUA planejam reuniões comerciais, criando a esperança de que consigam resolver um conflito de tarifas crescente que ameaça degenerar em uma guerra comercial propriamente dita.
Segundo o relatório, embora o EPL tenha continuado a expandir suas operações, não ficou claro que mensagem Pequim está tentando enviar realizando os voos "além de uma demonstração de habilidades aperfeiçoadas".
Não foi possível contactar a embaixada chinesa em Washington de imediato.

Relacionamento posto à prova

Neste ano a Força Aérea chinesa pousou bombardeiros em ilhas e recifes do Mar do Sul da China, parte de um exercício de treinamento na região disputada.
Em janeiro o Pentágono fez da contraposição a Pequim, além da Rússia, um dos pilares de sua estratégia de defesa.
Embora Washington e Pequim mantenham um relacionamento entre seus militares para conter as tensões, isso foi posto à prova nos últimos meses, especialmente em maio, quando o Pentágono cancelou um convite para a China participar de um exercício naval multinacional.
Em junho, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, se tornou o primeiro chefe do Pentágono a visitar a China desde 2014.
O relatório do Pentágono afirma que, apesar da projeção de retração no crescimento econômico, o orçamento de defesa oficial da China será de mais de US$ 240 bilhões em 2018.

4/19/2018

Estação Cocal



Miguel Díaz-Canel é confirmado como novo presidente de Cuba, sucedendo a Raúl Castro


Pela 1ª vez em quase 60 anos, Cuba será governada por uma pessoa de fora da família Castro. Novo presidente se comprometeu a 'dar continuidade à Revolução Cubana em um momento histórico e crucial'.



Por G1

Assembleia Nacional de Cuba anunciou nesta quinta-feira (19) a aprovação do nome de Miguel Díaz-Canel como novo presidente do país, em substituição a Raúl Castro, com 99,83% dos votos dos deputados.

O processo de escolha do presidente começou na sessão desta quarta, quando os parlamentares indicaram uma lista com 31 nomes para formar o Conselho de Estado, entre eles o do presidente. Essa lista então foi aprovada por quase unanimidade. O nome de Díaz-Canel já era apontado anteriormente como o favorito para assumir o cargo, o que aconteceu logo em seguida ao anúncio da aprovação.
O novo presidente disse na Assembleia que o mandato que recebeu do povo "é dar continuidade à Revolução Cubana em um momento histórico e crucial", marcado pelo "avanço na atualização" do modelo econômico e social do país.
"Para aqueles que por ignorância ou má-fé duvidam de nosso compromisso, devemos dizer-lhes que a revolução continua e continuará. O mundo recebeu a mensagem errada de que a revolução termina com seus guerrilheiros", afirmou ainda, segundo informações do jornal oficial "Granma".
O novo mandatário é o primeiro civil na presidência desde 1976, mas isso não significa necessariamente uma mudança política no regime. A trajetória de Díaz-Canel se deu dentro do Partido Comunista de Cuba (PCC), sob a tutela de Raúl Castro.
Presidente cubano, Raúl Castro, e seu futuro sucessor, Miguel Díaz-Canel, durante sessão na Assembleia Nacional nesta quarta-feira (18)  (Foto: AFP )Presidente cubano, Raúl Castro, e seu futuro sucessor, Miguel Díaz-Canel, durante sessão na Assembleia Nacional nesta quarta-feira (18) (Foto: AFP )

Raúl Castro afirmou que Díaz-Canel "foi o melhor" e acrescentou que ele foi "o único sobrevivente" de um grupo de jovens dirigentes que a cúpula cubana decidiu preparar para que viessem a ocupar cargos no alto escalão de governo.
Enfatizou que confia no "sucesso absoluto" do sucessor pelas suas "virtudes" e por sua "experiência e dedicação ao trabalho", demonstradas desde o início de sua trajetória política.

Fim da era Castro?

Com a passagem do comando a Díaz-Canel, o caçula dos irmãos Castro não renunciará a todas as suas funções. Ele continuará atuando como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba até 2021, além de seguir como deputado nacional e líder das Forças Armadas.
"Raúl manté

Perfil

Díaz-Canel nasceu em 1960, um ano depois da revolução, na província central de Villa Clara. Foi líder da união de Jovens Comunistas em sua província e chegou à liderança da juventude nacional do Partido Comunista de Cuba em 1993.
Depois, foi nomeado ministro do Ensino Superior por Raúl Castro em 2009 e ficou no cargo durante três anos. Em março de 2012, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Ministros para a Ciência, Educação, Esportes e Cultura, circulando nacional e internacionalmente, muitas vezes na companhia ou em nome de Raúl Castro.
Metódico, Díaz-Canel cresceu na carreira política como um "funcionário exemplar".
"Ele é um engenheiro que pensa em termos de eficiência, questionando-se qual é o sistema que lhe trará mais resultados", afirma o cientista político López Levy, contemporâneo de Díaz-Canel, à reportagem da BBC.
Daniel Aarão Reis, professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF) lembra que, embora Díaz-Canel seja um homem de confiança de Raúl Castro e tenha uma trajetória dentro do Partido Comunista de Cuba, ele não pertence à geração revolucionária.m por méritos na linha de frente da vanguarda política", disse Díaz-Canel, após assumir. "É o melhor discípulo de Fidel. Ele assumiu a liderança da Revolução em meio a uma situação econômica difícil e soube colocar o dever à frente da dor pessoal".
"É um homem do sistema, mas há exemplos históricos de 'homens do sistema' que se decidiram a mudar o 'sistema'. Basta citar dois exemplos: Mikhail Gorbatchev e Deng Xiao-Ping. Embora provenientes do 'sistema', souberam encarnar propostas reformistas", diz Aarão Reis.
Raúl Castro e seu provável sucessor Miguel Díaz-Canel em 18 de abril de 2018 (Foto: rene Perez/Courtesy of Cubadebate/Handout via Reuters)
Raúl Castro e seu provável sucessor Miguel Díaz-Canel em 18 de abril de 2018 (Foto: rene Perez/Courtesy of Cubadebate/Handout via Reuters)

Questões importantes com as quais o novo presidente terá de lidar:
  • Desestatização
Para a historiadora e pesquisadora-visitante da Universidade da Califórnia Joana Salém, os cubanos têm duas expectativas principais em relação ao novo governo: primeiro, a desestatização da economia; segundo, a descentralização da política.
“Quando digo 'desestatização' não me refiro ao neoliberalismo ou às privatizações, como acontece no resto da América Latina, mas sim a uma economia que deixará de ser 95% estatal para ser 70% estatal. O Estado cubano seguirá sendo protagonista", explica Salém.
"Acontece que a abertura de 30% de setor privado faz uma grande diferença na vida da sociedade cubana, que passa a criar pequenas e médias empresas", completa.

  • Descentralização
A descentralização da política é um ponto mais polêmico. A Assembleia Nacional do Poder Popular é formada por deputados com salários próximos da média salarial do povo, 40% são negros e 53% são mulheres, mas, em termos ideológicos, a coisa muda de figura.
“Há um predomínio absoluto de militantes do Partido Comunista (96%). Setores não partidários poderiam ter mais participação. Existem grupos apoiadores da Revolução, identificados com o socialismo, mas que defendem o fortalecimento dos organismos de base, como os Conselhos Populares, e a criação de mais canais de representatividade e de debate público”, explica Salém.
A visão de Díaz-Canel sobre essa importante encruzilhada do regime cubano, no entanto, continua uma incógnita.
Para Antonio Rodiles, ativista anticastrista, Díaz-Canel "é uma pessoa apagada, que repete como um robô o que tem sido dito em Cuba nos últimos 60 anos".
  • Relação com os EUA
A aproximação entre os dois países, movimento que vinha sendo implementado no governo Obama, foi freado quando Donald Trump assumiu a presidência dos EUA. As embaixadas voltaram a se instalar em Havana e Washington, e Obama chegou a visitar Cuba em 2016, reduzindo a tensão de décadas entre a superpotência capitalista e o pequeno enclave socialista situado a poucos quilômetros de sua costa.
O futuro, porém, depende muito mais do governo americano do que de Cuba.
"A abertura empreendida por Obama foi paralisada. Entretanto, Trump não a reverteu. E é do interesse de empresas americanas ganhar e consolidar acesso ao mercado cubano. Tudo isto está sujeito a ventos e a trovoadas", comenta o professor Aarão Reis.
"Mas uma coisa é certa: um eventual endurecimento dos EUA só fará o jogo dos conservadores cubanos que desejam manter como está uma ditadura política que já foi revolucionária e que, há muito, se tornou basicamente conservadora", completa.
"Continuaremos a nos solidarizar com o povo cubano enquanto ele pede liberdade e prosperidade", disse um representante da Casa Branca. "Em apoio a isso, nossa política declarada de canalizar fundos para o povo cubano e para longe dos serviços militares, de segurança e de inteligência de Cuba não deve mudar"

11/21/2015

Estação Cocal

Vladimir Putin quer luta global contra terrorismo após ataque no Mali

Grupo ligado à Al-Qaeda reivindica ataque que matou 21 pessoas.
Entre os mortos estão funcionários da companhia aérea russa Volga-Dnepr.

Da Reuters

Putin participa de videoconferência com militares envolvidos em operação na Síria (Foto: /Mikhail Klimentyev/Sputnik/Kremlin)Putin participa de videoconferência com militares envolvidos em operação na Síria (Foto: /Mikhail Klimentyev/Sputnik/Kremlin)
O presidente russo, Vladimir Putin, disse neste sábado (21) que é necessária a cooperação global para enfrentar o terrorismo, após o ataque de militantes islâmicos contra estrangeiros em um hotel de luxo no Mali, que matou 21 pessoas.
Entre os mortos estão seis funcionários da companhia aérea regional russa Volga-Dnepr, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia neste sábado.
O ataque de sexta-feira no hotel Radisson Blu, em Bamako, ocorreu uma semana após uma série de ataques em Paris reivindicados peloEstado Islâmico e que mataram 130 pessoas. Também na sexta-feira, a França estendeu o estado de emergência do país até fevereiro, enquanto a polícia segue com as operações e investigações, que já contam com mais de 250 detidos.
O derramamento de sangue no Mali, uma ex-colônia francesa, foi o mais recente sinal dos problemas enfrentados pelas tropas francesas e de forças da ONU que têm por objetivo restaurar a segurança em um Estado do oeste da África que luta por anos contra rebeldes e militantes em seu deserto.
O ataque no hotel Radisson Blu, reivindicado pelos grupos jihadistas Al Mourabitoun e Al Qaeda no Magrebe Islâmico, acabou quando forças de segurança do Mali invadiram o prédio e resgataram 170 pessoas, muitas delas estrangeiras.
De acordo com o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, dois militantes foram mortos na operação de comando.
O governo de Keita aumentou a segurança em pontos estratégicos em torno de Bamako, no início de um estado de emergência de 10 dias.
Em um telegrama de condolências ao presidente Keita, o presidente Putin diz que “uma cooperação internacional mais ampla é necessária" para enfrentar o terrorismo global, de acordo com um comunicado do Kremlin.
Na terça-feira, Putin prometeu caçar os rebeldes islâmicos responsáveis ​​pela explosão de um avião russo enquanto sobrevoava o Egito em 31 de outubro, bem como intensificar os ataques aéreos contra os rebeldes na Síria, após o Kremlin concluir que foi uma bomba a responsável pela destruição do avião que matou 224 pessoas.
O presidente chinês, Xi Jinping, condenou o ataque no Mali, que matou três executivos chineses de uma ferroviária estatal, chamando-o de "cruel e selvagem".

Estação Cocal

Obama visita refugiados na Malásia em meio a crise global imigratória

Presidente dos EUA foi a Dignity for Children Foundation, em Kuala Lumpur.
Muitas crianças são muçulmanas que fugiram da perseguição em Mianmar.

Da Reuters

Barack Obama visita neste sábado (21) um centro de refugiados em Kuala Lumpur, na Malásia (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)Barack Obama visita neste sábado (21) um centro de refugiados em Kuala Lumpur, na Malásia (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou neste sábado (21) um centro de refugiados na Malásia pedindo por mais compaixão em seu país para lidar com a crise global de imigrantes, ao mesmo tempo em que integrantes do Partido Republicano buscam bloquear a aceitação de refugiados sírios nos EUA.
Ao falar sobre as crianças que conheceu na Dignity for Children Foundation, em Kuala Lumpur, Obama disse que "essa não é apenas a face das crianças de Mianmar, é também a de crianças sírias e iraquianas".
Muitas das crianças no centro são muçulmanas Rohingyas, que fugiram da perseguição em Mianmar.
Em alusão aos críticos republicanos, que tentam parar o fluxo de refugiados da Síria para os Estados Unidos, Obama disse: "A noção de que, de alguma forma, poderíamos temê-los, e que a nossa política guiaria nossos olhares para longe de sua situação, não representaria o melhor de nós”.
A visita do presidente Obama ao centro de refugiados ocorre uma semana após ataques de militantes do Estado Islâmico a Paris e renova o debate sobre seu plano de abrir as portas a mais de 10.000 refugiados sírios nos EUA durante o próximo ano.
Parlamentares norte-americanos pediram a Obama uma pausa ao programa ou a sua completa interrupção, citando preocupações de que ele poderia levar à infiltração de militantes capazes de realizar ataques semelhantes aos de Paris.