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4/06/2019

Lula fica em silêncio em depoimento à PF




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou em silêncio durante depoimento prestado hoje (5) na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde está preso. 
Segundo a defesa, Lula não teve acesso antecipado ao conteúdo da investigação.  Na oitiva, a PF pretendia questionar o ex-presidente sobre o conhecimento dele da suposta cobrança de propina em contratos de navios-sonda da Petrobras e nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. 
Em março, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido da defesa do ex-presidente e suspendeu o mesmo depoimento.
Na decisão, Fachin concordou com a defesa e determinou prazo mínimo de cinco dias úteis para que os advogados possam analisar os processos antes do depoimento.
A defesa de Lula, desde sua prisão em abril de 2018, reitera a inocência dele e diz que ele não cometeu crimes em momento algum. O ex-presidente também afirma que não cometeu irregularidades.
Lula está preso desde 7 de abril do ano passado, após ter sua condenação confirmada pelo TRF4, que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão ao ex-presidente, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo do tríplex do Guarujá (SP). 
* Com informações da Agência Brasil


3/20/2019

PF investiga pagamento de R$ 300 mil em propina a servidores da secretaria de educação do Piauí



Delegado Reinaldo Camelo -  Imagem: Bruno/GP1
O Portal GP1, de repercussão nacional, acaba de publicar que a Polícia Federal informou durante entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (20) que servidores públicos da Secretaria de Estado da Educação do Piauí receberam cerca de R$ 300 mil em suas contas pessoais no esquema fraudulento no pregão 01/2014, investigado no âmbito da "Operação Boca Livre", deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje, culminando no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em Teresina. 
De acordo com o delegado Reinaldo Camelo, chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros, em contato ao GP1, "as investigações tiveram início em 2015, logo após um denúncia que narrava a fraude no processo licitatório para a compra de merenda escolar realizado pela Seduc-PI com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Projovem".
A partir dessa denúncia as investigações evoluíram e conseguimos identificar que esse pregão teve uma atuação extremamente restritiva para eliminar as empresas concorrentes”, afirmou o delegado. As investigações apontaram “relações entre as empresas”, inclusive bancárias. Segundo o delegado foram identificados “o superfaturamento do pregão, como também corrupção”, através de “transações bancárias suspeitas relacionadas a servidores públicos”, pontuou o delegado.
Superfaturamento 
A Controladora Geral da União, Erika Lemancio Santos Lobo, informou durante a coletiva que houve um superfaturamento de cerca de R$ 1,7 milhão em cima do valor de mercado, correspondente a 38% de sobrepreço.
“A contratação que teve foi por volta de R$ 1,7 milhão de superfaturamento por sobrepreço. Isso significa que esse valor de R$ 1,7 milhão estava a mais, estava realmente sem ser de acordo com o valor de mercado”, afirmou a controladora. “Quando eu falo superfaturamento com sobrepreço, quer dizer que o superfaturamento equivale ao pagamento, então nesse pagamento houve um sobrepreço de 38%”, continuou Erika Lemancio.


Fonte: Blog do Callado