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5/14/2018

Estação Cocal

Moro condena Renato Duque, Léo Pinheiro, ex-tesoureiro do PT e mais 10 réus em ação penal da Lava Jato

Investigados foram alvo da 31ª fase da operação; Duque e Pinheiro foram condenados a mais de dois anos pelo crime de corrupção, e o ex-tesoureiro Paulo Ferreira a mais de 9 anos por lavagem de dinheiro e associação criminosa.


Por Adriana Justi e Erick Gimenes, G1 PR, Curitiba


Renato Duque é um dos réus no processo (Foto: Reprodução)
Renato Duque é um dos réus no processo (Foto: Reprodução)
O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o ex-executivo da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro pelos crimes de corrupção passiva e ativa, respectivamente, em um processo da Lava Jato.
O ex-tesoureiro do PT Paulo Adalberto Alves Ferreira também foi condenado a 9 anos e 10 meses em regime fechado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. É a primeira condenação dele pela Lava Jato.
Duque foi condenado a dois anos e oito meses em regime semiaberto e Pinheiro a dois anos e seis meses em regime aberto. Outros 10 réus também foram condenados no processo. Veja a lista completa abaixo.
Erasto Messias da Silva Júnior foi absolvido de todas imputações e Edison Freire Coutinho e Agenor Franklin Magalhães Medeiros foram absolvidos do crime de lavagem de dinheiro.
Os investigados foram alvo da 31ª fase da Lava Jato, batizada de Abismo, e que foi deflagrada em julho de 2016. A ação investiga crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro por meio de contratos da Petrobras.
O Ministério Público Federal e a Polícia Federal (PF) afirmam que o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para conseguir um contrato na Petrobras entre 2007 e 2012. A obra licitada era a do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes).
O consórcio era composto pela OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Schahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia. OAS e Shahin Engenharia já eram investigadas pela Lava Jato.
No despacho, Moro destacou que a prática do crime de corrupção que incide sobre Renato Duque e Léo Pinheiro envolveu o pagamento de R$ 20.658.100,76. "Um valor muito expressivo a executivos da Petrobras e a agentes políticos", disse.

As investigações da 31ª fase se deram após o acordo de leniência e de colaboração premiada com a empresa Carioca Engenharia e seus principais executivos, que reconheceram o acerto para beneficiar o Consórcio Novo Cenps e o pagamento de propinas aos envolvidos, conforme a força-tarefa da Lava Jato.

Veja quem são os condenados e os respectivos crimes

  • Adir Assad - lavagem de dinheiro - 5 anos e 10 meses em regime semiaberto;
  • Agenor Franklin Magalhães Medeiros - corrupção ativa - 2 anos e 6 meses em regime aberto;
  • Alexandre Correa de Oliveira Romano - lavagem de dinheiro associação criminosa - 9 anos e 4 meses em regime fechado;
  • Edison Freire Coutinho - corrupção ativa e associação criminosa - 5 anos em regime semiaberto;
  • Genésio Schiavinato Júnior - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa - 12 anos e 8 meses em regime fechado;
  • José Aldemário Pinheiro Filho - corrupção ativa - 2 anos e seis meses em regime aberto;
  • José Antônio Marsílio Schwarz - lavagem de dinheiro e associação criminosa - 5 anos e 6 meses em regime semiaberto;
  • Paulo Adalberto Alves Ferreira - lavagem de dinheiro e associação criminosa - 9 anos e 10 meses em regime fechado;
  • Renato de Souza Duque - corrupção passiva - 2 anos e 8 meses em regime semiaberto;
  • Ricardo Backheuser Pernambuco - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa - 9 anos e seis meses em regime fechado;
  • Rodrigo Morales - lavagem de dinheiro - 6 anos e 10 meses em regime semiaberto;
  • Roberto Ribeiro Capobianco - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa - 12 anos em regime fechado;
  • Roberto Trombeta - lavagem de dinheiro - 6 anos e 10 meses em regime semiaberto;
Na decisão, Moro destacou que os réus que têm acordo de delação premiada possuem benefícios como redução de pena.
Dinheiro para escola de samba
Entre as contas utilizadas para a realização dos repasses estão as da escola de samba Estado Maior da Restinga, de Porto Alegre e da madrinha da bateria da agremiação, que receberam R$ 45 mil e R$ 61,7 mil, respectivamente.
A época da acusação, o presidente da escola Estado Maior da Restinga Robson Dias disse que repasse de R$ 45 mil tinha sido feito para bancar uma viagem à China, que seria tema do enredo da agremiação no carnaval de 2010, mas que não sabia que os recursos eram da Petrobras.

O outro lado

O advogado Cássio Quirino Norberto, que defende Edison Freire Coutinho, disse que embora seja mais adequado se manifestar nos autos, ele reafirma o compromisso firmado por seu cliente no acordo de delação premiada.
O advogado de Renato Duque, Antônio Figueiredo Basto, preferiu não comentar a decisão.
G1 tenta contato com a defesa dos condenados.
Veja mais notícias da região no G1 Paraná.

12/10/2015

Estação Cocal


Marcelo Odebrecht deixa o cargo de presidente de empreiteira

Preso na Lava Jato, executivo ainda aguarda julgamento de habeas corpus.
Ele foi detido na 14ª fase da operação, deflagrada em junho deste ano.

Samuel NunesDo G1 PR

Marcelo Odebrecht pede socorro ao STF/GNews (Foto: Reprodução GloboNews)Marcelo Odebrecht está preso no Complexo
Médico-Penal de Pinhais, no Paraná
(Foto: Reprodução GloboNews)
A Odebrecht S.A. informou em nota, nesta quinta-feira (10), que Marcelo Odebrecht, filho do fundador da empresa, Emilio Odebrecht, deixou o cargo de presidente da empresa. Marcelo está preso desde o dia 19 de junho deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou a 19ª fase da Operação Lava Jato.
Ele é réu em dois processos oriundos das investigações sobre corrupção envolvendo a Petrobras. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Marcelo atuava em um cartel de empreiteiras, que definiam quem venceria licitações de obras da estatal. Além dele, outros executivos ligados à Odebrecht e subsidiárias taAtualmente, Marcelo Odebrecht está detido no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O local abriga presos que têm curso superior, policiais acusados de crimes e pessoas com problemas de saúde.
Na nota, a Odebrecht S.A. afirma que Marcelo deixou o cargo na quarta-feira (9).  O conselho de administração da companhia formalizou o nome de Newton de Souza, como novo diretor-presidente da empresa. Além da holding Odebrecht S.A. Souza também vai comandar os conselhos de administração da Braskem, Odebrecht Óleo e Gas, Odebrecht Realizações Ambientais e Odebrecht Ambiental.
No texto, a empresa também afirma que considera injusta a prisão de Marcelo Odebrecht. "A Odebrecht acredita que a injusta e desnecessária prisão preventiva de Marcelo será revogada, o que possibilitará que ele se dedique integralmente à sua família e à sua defesa nas ações penais a que responde", diz trecho da nota.
Leia a íntegra da nota da Odebrecht:
MARCELO ODEBRECHT FORMALIZA SEU AFASTAMENTO DA ODEBRECHT S.A.
Passados quase 6 meses de prisão e tendo em vista o andamento de seu processo judicial, Marcelo Odebrecht decidiu ontem formalizar seu afastamento da Presidência da Odebrecht S.A., bem como do cargo de Presidente dos Conselhos de Administração da Braskem, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Realizações Imobiliárias e Odebrecht Ambiental.
O Conselho de Administração da Odebrecht S.A. formalizou a nomeação de Newton de Souza, que segue como Diretor-Presidente da Odebrecht S.A. e Presidente dos Conselhos de Administração das empresas mencionadas.
A Odebrecht acredita que a injusta e desnecessária prisão preventiva de Marcelo será revogada, o que possibilitará que ele se dedique integralmente à sua família e à sua defesa nas ações penais a que responde. A Odebrecht confia que ao final dos processos judiciais em curso, a inocência de Marcelo Odebrecht será formalmente reconhecida.mbém foram detidos.