Mostrando postagens com marcador Segurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Segurança. Mostrar todas as postagens

2/19/2019

Após reunião, Governo garante segurança das barragens do Piauí


Nesta terça-feira (19), os gestores do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) e Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), se reuniram, na sede do Departamento de Obras Contra a Seca, para discutir a segurança das barragens instaladas em território piauiense, em especial aquela do açude Caldeirão, localizado no município de Piripiri.
De acordo com Francisco Ribeiro, chefe do setor de Recursos Hídricos do Dnocs, a barragem não corre risco de rompimento e todas as medidas paliativas que se apresentaram como necessárias já foram tomadas. Após o período chuvoso, o órgão deve iniciar uma série de obras de restruturação do reservatório, que até lá segue sendo monitorado.
“Na barragem do açude Caldeirão, será realizada a implantação da drenagem superficial, tanto no sentido longitudinal como transversal. O objetivo é capturar as águas que correm das ombreiras e direcioná-las para uma saída já concretada, que não cause nenhuma erosão nem atinja o coroamento da barragem”, explica o engenheiro.
Na reunião ficou acertado ainda que o DER irá realizar, na mesma barragem, após o fim do período chuvoso, a reconstrução do trecho da PI-327 que corre sobre a parede da barragem. “Nós estamos com uma nova metodologia. Quando a estrada tem muito buraco, ao invés de fazermos uma operação tapa buraco, a gente retira a estrada velha e fazemos uma nova”, esclarece o secretário responsável pela pasta, Castro Neto.
De imediato, operações tapa buraco serão realizadas para reduzir as fissuras na superfície. Medidas semelhantes foram adotadas pelo DER nos municípios de Lagoa do Sítio, Caracol e Barra do Alcântara.
No que diz respeito à manutenção dos reservatórios mantidos pelo o Estado, o diretor do Idepi, Geraldo Magela, garantiu que as barragens de Emparedado, em Campo Maior, e do Bezerro, em José de Freitas, já estão com obras licitadas e aguardam apenas a liberação de recursos do Ministério do Desenvolvimento Social.
“A Barragem Emparedado em Campo Maior e a Barragem do Bezerro, em José de Freitas, estão com um projeto de recuperação total pronto, licitado, publicado e aguardando apenas a liberação do Ministério do Desenvolvimento Regional, que será o órgão responsável por aportar os recursos”, pontua.




Fonte: Viagora

8/18/2018

Estação Cocal

Policiais paraguaios são presos suspeitos de extorquir dinheiro de turistas brasileiros

Prisões ocorrem na noite de sexta-feira (17), em Ciudade del Este, no Paraguai. Brasileiros relatam que viveram momentos de pânico ao ficarem presas em uma delegacia.


Por Artur Bernardi, RPC Foz do Iguaçu

Sete policiais paraguaios suspeitos de extorquir dinheiro de turistas brasileiros foram presos em Ciudade del Este, no Paraguai, na noite de sexta-feira (17) . Entre os presos está o chefe de uma delegacia da Polícia Nacional Paraguaia.
Os agentes foram detidos pelo Ministério Público do Paraguai. Dois turistas brasileiros, vítimas do grupo, relatam que passaram momentos de pânico com os policiais paraguaios.
O aposentado Joel Leal de Moraes, que é cadeirante, conta que a esposa dele bateu o carro e furou um dos pneus. Ele pensou que receberia algum tipo de ajuda quando vários agentes chegaram para abordagem.
"Me senti totalmente seguro quando eles chegaram para me atender. Pensei, não vou mais precisar solicitar guincho e nem nada. Mas, quando chego aqui um monte de bandido, uma quadrilha. Me levaram direto para um calabouço dentro da delegacia e começaram a me coagir. Exigiram R$ 15 mil", conta.
Segundo as investigações, Joel foi levado por homens da Polícia Nacional Paraguaia e trazido para carceragem de uma delegacia em Ciudade del Este. Ele ficou preso, sem ser suspeito de qualquer crime por cinco horas. A esposa voltou ao Brasil para fazer um depósito. Joel só foi liberado depois que a esposa pagou parte do resgate.
"R$ 15 mil sem dever nada. Transferimos R$ 2.500 para a conta que eles determinaram e depois demos em espécie mais R$ 1.800", conta o aposentado Joel de Moraes.
Um outro turista brasileiro, que preferiu não se identificar, também ficou preso na mesma cela, nos fundos da delegacia da Polícia Nacional.
“Quando vi os policiais de farda achei que estaria seguro, jamais pensaria uma coisa dessas, que seria prejudicado. Foi eu perceber que eles eram corruptos que bateu o desespero. O que eles vão fazer comigo depois?", conta.
O turista relata que lojistas de Ciudade del Este também faziam parte do esquema e atuavam junto com os policiais.
"No carro, o policial do meu lado estava falando com o cara da loja. O estelionatário. Os dois trocando mensagens: 'tá tudo ok, to com ele aqui' e eu conseguia ver isso, né? Então, chegando aqui na delegacia fui até a cela", detalha o homem.
"Vi os policiais com o meu dinheiro, com metade do meu dinheiro aqui porque tinha uma fita vermelha nas notas e eles pegaram. Então, isso quer dizer que eles estavam totalmente juntos com o estelionatário", constata.
Para sair da cadeia, o rapaz pagou R$ 2 mil aos policiais, mas o prejuízo foi bem maior.
"Nessa armação, foram R$ 12.500 dos policiais mais o estelionatário que estava junto com eles", lamenta.
As vítimas do esquema criminoso ficavam presas na carceragem localizada nos fundos da delegacia. Um local pequeno, sem entrada de luz natural e com quase nenhuma ventilação. É um local onde os policiais guardam as fardas da Polícia Nacional.
Depois das denúncias, a diretoria da Polícia Nacional e Ministério Público do Paraguai abriram uma investigação. Sete policiais suspeitos dos crimes foram identificados e estão presos. Entre eles, o chefe da delegacia onde os brasileiros foram mantidos presos.
"A Justiça já emitiu mandados de prisão e ordenou que esses policiais envolvidos sejam enviados para uma prisão especial em Assunção. Nós, da Polícia Nacional, estamos acompanhando o trabalho da Justiça e estamos colaborando com informações porque somos os mais interessados em resolver isso, não podemos tolerar esse tipo de policial", pontuou o diretor da Polícia Nacional paraguaia, Enrique Isasi.
As autoridades paraguaias identificaram, por enquanto, duas vítimas brasileiras do esquema criminoso envolvendo policiais e donos de lojas em Ciudade del Este. No entanto, o Ministério Público não descarta a possibilidade de mais pessoas terem sido lesadas.
Nenhum comerciante suspeito foi preso até agora.
"O que podemos afirmar, pelas investigações, é que comerciantes, de fato, estão envolvidos nessa associação criminosa. Agora a investigação segue e nós temos um prazo máximo de até seis meses para concluir todo o inquérito", explicou a fiscal do MP do Paraguai, Estela Mary Ramirez.
"Nós notificamos o shopping onde ficam as lojas suspeitas para que identifiquem e nos enviem os contratos com os locatários. Com isso em mãos já teremos informações de quem são essas pessoas e elas vão responder criminalmente", disse a fiscal.
Para as vítimas o mais difícil é entender como a polícia, que deveria proteger, mantinha uma organização criminosa.
"Pegaram a chave do meu carro, meus documentos, ficaram o com meu celular na mão brincando com as minhas fotos e da minha família", conta o aposentado Joel Leal de Moraes.
"Jamais imaginaria que policiais fariam isso. Uma vergonha”, diz o turista que não quis se identificar.
A Polícia Nacional do Paraguai também abriu uma investigação interna para apurar o caso. O diretor da Polícia Nacional do Paraguai no departamento de Alto Paraná, um estado paraguaio, foi destituído do cargo.
Veja mais notícias da região do G1 Oeste e Sudoeste.

7/19/2018

Estação Cocal

Após solicitação de Rubens Vieira, Cocal receberá mais policiais
A reunião do prefeito de Cocal com o Coronel Rubens Pereira, foi nessa quinta-feira (19).
Publicada por: Evaldo Neres
Fonte: Ascom/Prefeitura de Cocal
Após solicitação de Rubens Vieira, Cocal receberá mais policiais
A reunião do prefeito de Cocal com o Coronel Rubens Pereira, foi nessa quinta-feira (19).
O prefeito de Cocal, Rubens Vieira, esteve reunido, nesta quinta-feira (19), com o secretário de Segurança Pública do Piauí, Coronel Rubens Pereira, para tratar sobre as solicitações de providências com relação à segurança no município.
Como resultado de ofício encaminhado pelo gestor municipal ao governador Wellington Dias solicitando algumas medidas para a redução da criminalidade, Cocal irá receber maior efetivo de policiais militares e duas novas viaturas, com previsão de entrega para a próxima semana.
 “Cocal é, hoje, um município de grande desenvolvimento populacional e econômico, por isso, necessita de maior estrutura de segurança, a fim de assegurar a tranquilidade dos cidadãos”, conclui o prefeito.

Estação Cocal

Após solicitação de Rubens Vieira, Cocal receberá mais policiais
A reunião do prefeito de Cocal com o Coronel Rubens Pereira, foi nessa quinta-feira (19).
Fonte: Ascom/Prefeitura de Cocal
Após solicitação de Rubens Vieira, Cocal receberá mais policiais
A reunião do prefeito de Cocal com o Coronel Rubens Pereira, foi nessa quinta-feira (19).
O prefeito de Cocal, Rubens Vieira, esteve reunido, nesta quinta-feira (19), com o secretário de Segurança Pública do Piauí, Coronel Rubens Pereira, para tratar sobre as solicitações de providências com relação à segurança no município.
Como resultado de ofício encaminhado pelo gestor municipal ao governador Wellington Dias solicitando algumas medidas para a redução da criminalidade, Cocal irá receber maior efetivo de policiais militares e duas novas viaturas, com previsão de entrega para a próxima semana.
 “Cocal é, hoje, um município de grande desenvolvimento populacional e econômico, por isso, necessita de maior estrutura de segurança, a fim de assegurar a tranquilidade dos cidadãos”, conclui o prefeito.

4/10/2018

Estação Cocal



Tentativa de fuga de presos termina com 21 mortos na região metropolitana de Belém

Um agente penitenciário foi morto; cinco presos e 15 pessoas suspeitas de dar cobertura à fuga também morreram. Caso aconteceu no Complexo Prisional de Santa Izabel.

Por G1 PA, Belém


Tentativa de fuga deixou mortos no Complexo Prisional de Santa Izabel (Foto: Oswaldo Forte/O Liberal)
Uma tentativa de fuga em massa de presos terminou com 21 pessoas mortas na tarde desta terça-feira (10) na região metropolitana de Belém, segundo o governo do Pará. As mortes ocorreram no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III), no Complexo Prisional de Santa Izabel. Um grupo armado tentou invadir o local para dar cobertura à ação.
Os mortos são um agente penitenciário, cinco presos e 15 suspeitos de tentar invadir o presídio para apoiar a fuga, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará.
(Correção: a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará informou durante a tarde que 23 pessoas morreram na ação - um agente, 14 presos e oito suspeitos de tentar invadir o local. A secretaria corrigiu os dados e informou que 21 pessoas morreram: um agente, cinco detentos, e 15 suspeitos de invasão. A informação foi corrigida às 19h30)
Pelo menos outros cinco agentes de segurança ficaram feridos. Quatro seguem internados - um deles foi levado para cirurgia e seu estado grave. O número de presos feridos ainda não foi informado.
Autoridades faziam uma revista e recontagem de presos no início da noite desta terça. A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) ainda não confirmou se houve fuga de detentos na ação.
Relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) feito em fevereiro deste ano alertou para o risco de "resgate realizado com apoio externo" no CRPP III. Em fevereiro, a unidade tinha 52% mais presos do que a capacidade: havia 660 detentos para 432 vagas, afirma o CNJ. As condições da prisão são "péssimas" e "inaceitáveis" para um presídio de segurança máxima.
O caso ocorre um dia após uma chacina que deixou 12 mortos na Grande Belém.

Troca de tiros

Segundo a Segup, um grupo fortemente armado tentou invadir a prisão por volta das 13h para dar apoio à fuga dos presos. Foram utilizados explosivos contra um dos muros do solário do Pavilhão C na tentativa de resgate. Além disso, detentos também tinham armas dentro do presídio, segundo a secretaria.
Segundo a Segup, após o uso de explosivos no Pavilhão C houve "intensa troca de tiros" entre agentes do batalhão penitenciário, parte dos presos que tentavam fugir e o grupo que tentou invadir o presídio.
Ao menos sete armas que estavam com os suspeitos que tentaram invadir o centro de recuperação foram apreendidas: 2 fuzis, 3 pistolas e 2 revólveres

Buscas

De acordo com a Segup, agentes da Companhia de Operações Especiais da PM foram enviados ao complexo para reforçar a segurança do local. Ainda não foi confirmado se houve ou não fuga de presos.
Buscas pelo grupo que tentou invadir o presídio são feitas desde o início da tarde, segundo a secretaria. O governo também iniciou investigações para identificar que grupos agiram na tentativa de resgate, como houve a entrada de armas e como ocorreu a troca de tiros.
O delegado Rodrigo Leão, diretor da Seccional de Santa Izabel do Pará, está com equipe policial acompanhando a situação, além de duas equipes da Divisão de Homicídios e uma da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

Casos recentes

Em janeiro deste ano, houve outra tentativa de fuga no mesmo centro de recuperação, durante o banho de sol. Ninguém conseguiu fugir, mas houve um tiroteio entre um grupo armado e policiais.
Em novembro de 2017, outro caso semelhante ocorreu no local: 14 presos conseguiram fugir com o apoio de um grupo de criminosos que chegou à unidade prisional por uma área de mata próxima. Também houve troca de tiros.
Mapa mostra o Complexo Prisional de Santa Izabel, no Pará, onde ocorreu uma tentativa de fuga em massa de presos (Foto: Igor Estrella/G1)Mapa mostra o Complexo Prisional de Santa Izabel, no Pará, onde ocorreu uma tentativa de fuga em massa de presos (Foto: Igor Estrella/G1)
Mapa mostra o Complexo Prisional de Santa Izabel, no Pará, onde ocorreu uma tentativa de fuga em massa de presos (Foto: Igor Estrella/G1)
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a reda

2/23/2016

Estação Cocal

Rollemberg exonera secretário de Justiça e subsecretário da Sesipe

Saída acontece depois da segunda fuga de presos da Papuda em 20 dias.
Subsecretaria do Sistema Penitenciário passa para a Segurança Pública.

Do G1 DF

:
O governador Rodrigo Rollemberg durante anúncio da exoneração do secretário de Justiça, João Carlos Souto, e do subsecretário do Sistema Penitenciário, João Carlos Lóssio (Foto: Jamile Racanicci/G1)O governador Rodrigo Rollemberg durante anúncio da exoneração do secretário de Justiça, João Carlos Souto, e do subsecretário do Sistema Penitenciário, João Carlos Lóssio (Foto: Jamile Racanicci/G1)
O governador Rodrigo Rollemberg anunciou nesta terça-feira (23) a exoneração do secretário de Justiça, João Carlos Souto, e do subsecretário do Sistema Penitenciário, João Carlos Lóssio. Os dois deixam os cargos depois da segunda fuga no complexo da Papuda em  20 dias e de críticas às falhas de segurança no sistema penitenciário do Distrito Federal.
O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, anunciou que a subsecretaria do Sistema Penitenciário vai deixar de ser vinculada à Secretaria de Justiça para passar ao controle da de Segurança Pública. "Cabe à Secretaria de Segurança traçar políticas públicas de segurança. Então, essa ação coordenada entre as forças de segurança quem pode garantir que funcione é a Secretaria de Segurança Pública", disse Sampaio.O chefe de gabinete da Casa Civil, Guilherme Rocha Abreu, assume a Secretaria de Justiça interinamente. No lugar de Lóssio, entra o diretor-adjunto da Polícia Civil, Anderson Damasceno.

Sampaio afirmou também que as polícias Civil e Militar vão trabalhar de forma mais coordenada para melhorar a segurança do sistema e para suprir temporariamente o baixo efetivo de agentes penitenciários. Na fase de testes psicotécnicos, os concursos para a vaga de agente devem terminar até o final do ano.

Durante o anúncio das mudanças na estrutura da Secretaria de Justiça, o governador Rodrigo Rollemberg anunciou que o governo vai concluir até o final deste semestre um centro de detenção provisória com capacidade para 400 presos e também ampliar a Penitenciária Feminina em mais 400 vagas.

O governo anunciou também a construção de mais quatro centros de detenção, com capacidade para 3,2 mil presidiários. O prazo de conclusão da obra é de dois anos. O governo não informou o valor estimado da obra.

A saída de Souto ocorre depois das críticas que o secretário fez à atuação da PM na fuga dos dez detentos que escaparam do Complexo Penitenciário da Papuda no domingo (21). "Se a guarita [da PM] estivesse ocupada e funcionando, seria um dificultador. Mas quero ressaltar que a área externa não diz respeito à Secretaria de Justiça", afirmou Souto em entrevista à TV Globo (veja vídeo).
A declaração repercutiu mal dentro do governo e expôs divergências entre as secretarias de Segurança e e Justiça. Nesta segunda, o governador Rollemberg chegou a rebater o então secretário durante entrevista.

"Certamente, a culpa não é da Polícia Militar. Nós temos todo um sistema, a responsabilidade das pessoas que trabalham [no sistema] é fazer o controle interno. Nós vamos investigar, antes de apontar o dedo para qualquer um. Vamos investigar para que, se houver responsáveis por isso, que sejam punidos adequadamente", declarou Rollemberg.

Um relatório da Secretaria de Justiça elaborado no final do ano passado já apontava risco de rebelião na Papuda. O texto sugere que a estrutura física precária do sistema penitenciário pode ser um problema mais sério que o do efetivo.
O documento também aponta falhas na segurança externa e cita a desativação de guaritas por parte da Polícia Militar. Há críticas ao sistema de monitoramento, à falta de acompanhamento psicológico aos agentes penitenciários e ao alto fluxo de visitantes quando há pouca estrutura para revista (2 mil por semana).

Fuga
Dez presos fugiram do Complexo Penitenciário da Papuda no domingo (21) depois de quebrar paredes, estourar cadeados e passar pelo alambrado. Para isso, usaram vigas das grades das celas como facas e tamparam as câmeras de segurança. Seis foram recapturados no mesmo dia. Foi a segunda fuga em 20 dias.

Quatro fugitivos da Penitenciária da Papuda seguiam foragidos até a manhã de segunda (22); no alto, à esquerda, em sentido horário: Seymy Gouveia Lima, Marcos Antônio Moreira dos Santos, Michael da Mata Silva e Francisco dos Santos Alves (Foto: GDF/Reprodução)Quatro fugitivos da Penitenciária da Papuda seguiam foragidos até a noite desta terça; no alto, à esquerda, em sentido horário: Seymy Gouveia Lima, Marcos Antônio Moreira dos Santos, Michael da Mata Silva e Francisco dos Santos Alves (Foto: GDF/Reprodução)
A soma das penas dos quatro foragidos ultrapassa 242 anos de prisão. Eles têm ficha criminal extensa, por crimes como roubo e homicídio. O governo descarta a possibilidade de servidores terem facilitado a fuga, mas reconhece que houve falhas de segurança. A Polícia Militar reforçou com dois carros a segurança em pontos de acesso ao complexo.
Nas fichas policiais do grupo de foragidos constam crimes como homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa, receptação e roubo. Dos dez fugidos, dois cumpriam pena em regime semiaberto e trabalhavam durante o dia, além de serem beneficiados com os saidões. Se foram recapturados, eles devem perder o direito aos benefícios.
De acordo com a Subsecretaria do Sistema Penitenciário, a maioria dos recapturados foi encontrada nos arredores da QI 17 do Lago Sul. Helicópteros foram usados na operação.
A PDF 1, onde eles cumpriam pena, abriga presos de regime fechado. Além dela, também ficam na Papuda a PDF 2, a Penitenciária Feminina, o Centro de Detenção Provisória e o Centro de Internação e Reeducação.
O complexo tem 14,5 mil detentos. Entre os presidiários estão o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e o ex-deputado Natan Donadon. No início de fevereiro, outros cinco homens fugiram do Centro de Detenção Provisória.