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10/30/2019

Diretor do Ibama não descarta que óleo no Nordeste seja do pré-sal


(foto: Leandro de Santana/Esp. DP)
Após a declaração, o Ibama afirmou que Olivaldi Oliveira se enganou e que o óleo, como mostraram as análises da Petrobras e Marinha, tem origem em três poços da Venezuela
O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges Oliveira, afirmou na manhã desta quarta-feira (30/10), em audiência na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, que não descarta a possibilidade de que o vazamento de óleo no Nordeste seja proveniente do pré-sal.

Ele respondeu ao deputado Daniel Coelho (Cidadania), que perguntou objetivamente se o óleo poderia ser do pré-sal. Coelho afirmou que vem recebendo informações de "que há uma possibilidade de que o vazamento teria ocorrido em decorrência de perfuração de área de pré-sal". Ele perguntou: "Há fundamento técnico para isso? É uma possibilidade a ser considerada ou do ponto de vista técnico a gente deve afastar isso?"

Olivaldi, que representou o Ministério do Meio Ambiente na comissão, após convocação feita pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, respondeu: "Uma das maiores autoridades nesse assunto, que é a Petrobras, diz que há muito que se analisar ainda em relação a petróleo de pré-sal. Então, a gente não pode descartar isso. Não há como descartar isso."
Na sequência, a deputada Joênia Wapichana (Rede) reforçou o comentário sobre o pré-sal, ao que Olivaldi comentou. "Veja bem, os laudos dizem que tem característica de óleo venezuelano. Quando eu digo que possa ser do pré-sal é que tecnicamente eu não posso descartar isso. Tecnicamente. Mas dificilmente um óleo seja (sic) de pré-sal se tem característica venezuelana. Como técnico não posso descartar, é o que quero dizer."
É a primeira vez que alguém do governo abre essa possibilidade. Até então as declarações oficiais são de que o óleo é proveniente de três poços localizados na Venezuela. A principal suspeita é que poderiam ter vazado após uma transferência de um navio fantasma para outro. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chegou a afirmar que o governo vai pedir que OEA exija esclarecimentos da Venezuela sobre origem de petróleo.
O presidente Jair Bolsonaro, por outro lado, insinuou que o derrame de óleo poderia ser ação criminosa para prejudicar leilão de petróleo.
Após a declaração, o Ibama afirmou que Oliveira se enganou e que o óleo, como mostraram as análises da Petrobras e Marinha, tem origem em três poços da Venezuela.
Estudo da Coppe/UFRJ havia indicado que a origem do derramamento seria em algum lugar entre 600 km e 700 km da costa, na altura de Sergipe e Alagoas.
Nesta terça-feira (27/10), pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) anunciaram que detectaram uma gigantesca mancha de óleo no mar junto ao litoral sul da Bahia. A observação foi feita na última segunda-feira (28/10), por um satélite da Agência Espacial Europeia. Pela primeira vez desde o acidente, cientistas conseguem observar o óleo no mar. De acordo com os especialistas, de acordo com o padrão da mancha, o óleo poderia estar vindo do fundo
do mar.(Colaborou André Borges).

10/23/2019

Na presidência, Alcolumbre visitará praias no Nordeste afetadas pelo óleo

(foto: Clemente Coelho J?nior / Institu)

Por: Ingrid Soares
Momentos antes de embarcar ao Peru na tarde desta quarta-feira (23/10), o presidente interino Hamilton Mourão transmitiu o cargo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele assumiu a Presidência da República e ficará no cargo até sexta-feira à noite (25/10), quando retorna Mourão.
Alcolumbre embarcará nesta quinta-feira (24/10) para a região Nordeste para acompanhar a situação das praias atingidas pelo vazamento de óleo. A agenda se inicia, às 10h30, no município de Barra de São Miguel, em Alagoas. Posteriomente, a comitiva segue viagem para Sergipe, onde está programada, às 15h, uma verificação das condições da praia de Aruana, em Aracaju. Além de Alcolumbre, a comitiva é composta pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e autoridades estaduais e municipais. Os senadores da bancada do Nordeste também acompanharão a agenda.

No período em que estará no exercício da Presidência da República, o Senado será conduzido pelo vice-presidente da Casa, senador Anastasia (PSDB-MG).

Governo pede na OEA que Venezuela se manifeste sobre óleo, diz Salles

Manchas de óleo ainda estão surgindo em praias do litoral brasileiro (foto: Marco Santos Ag. Para)

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, fez um pronunciamento na noite de hoje (23) em rede de televisão e rádio no qual afirmou que o governo vem monitorando o litoral desde que as primeiras manchas de óleo surgiram da costa. Segundo o ministro o óleo coletado foi analisado e a conclusão é que não foi extraído do território nacional; a origem é venezuelana. E o presidente determinou que fosse encaminhada solicitação formal à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que a Venezuela se manifeste sobre o material coletado.
“Esse processo investigativo tem como principal objetivo determinar as causas e origens desse óleo e, com isso, não apenas fazer cessar o seu aparecimento no litoral brasileiro, mas também obter informações que nos permitam responsabilizar aqueles que tenham contribuído para esse desastre ambiental”, disse o ministro no pronunciamento.
Salles afirmou ainda que o Grupo de Acompanhamento e Avaliação, composto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustívei (ANP) e Marinha está com ações para a retirada do óleo encontrado nas praias em 2 mil quilômetros de costa entre Maranhão e da Bahia. Há salas de controle de comando e controle, nas cidades de Salvador e Recife, que contam com a participação dos órgãos federais e de órgãos estaduais e municipais.
Foram criadas ainda barreiras físicas e utilizados produtos bioquímicos, mas que segundo o governo não obtiveram os resultados pretendidos. Por isso, o efetivo utilizado nas ações foi ampliado em 1.500 pessoas, num total de 5 mil profissionais. As causas e origens do incidente estão sendo investigadas pela Marinha, Guardas Costeiras estrangeiras e Polícia Federal.”
Identificação
Segundo o ministro, só é possível identificar as manchas de óleo quando chegam na costa brasileira. “Por tratarem-se de um material pesado, que se movimenta a cerca de 1 metro e meio abaixo do nível da superfície, impossibilitando a sua identificação e rastreamento, seja pelos sistemas de satélite e radar, ou mesmo na tentativa visual por barcos, aviões e helicópteros”.
O Ministro falou ainda da liberação do seguro defeso para pescadores que tenham sido prejudicados pela contaminação do óleo. A estimativa é que o governo federal desembolse R$ 59 milhões com a ação. O Ministro fala ainda da ação dos voluntários e da necessidade de uso de equipamentos de segurança adequados. “Com a ajuda de todos, as nossas praias vêm sendo limpas praticamente no mesmo dia, sendo restabelecidas as condições para o turismo e a segurança dos visitantes e moradores, além da correta destinação do óleo coletado”, diz Salles.

10/22/2019

Senador pede decretação de emergência em estados atingidos por óleo

(foto: Clemente Coelho Júnior/Instituto Bioma Brasil)


Por:Ingrid Soares
O documento do parlamentar ainda será submetido ao plenário da Casa, mas foi adiantado ao presidente em exercício Hamilton Mourão
O presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Fabiano Contarato (Rede-ES), entregou na tarde desta terça-feira (22/10) ao presidente interino, Hamilton Mourão, um documento com a sugestão de oito medidas para auxílio no combate ao vazamento de óleo. A principal delas, pede a decretação de emergência ambiental em estados do Nordeste atingidos pelo derrame. O documento ainda será submetido ao plenário da Casa, mas foi adiantado a Mourão pelos também presentes, os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Jean Paul-Prates (PT-RN). O encontro ocorreu no Palácio do Planalto.
“A população está sofrendo e nós não podemos nos intimidar, vamos dizer assim, e nos acovardar diante dessa situação. Já chega de desmonte na área ambiental. Infelizmente, a área ambiental no Brasil está sendo violada diuturnamente”, apontou Contarato.
Na saída do Planalto, Mourão afirmou que a maior parte das medidas presentes no texto já estão em andamento pelo governo federal.
Especificamente sobre o pedido de decretação de emergência ambiental, Mourão disse que a hipótese será analisada.
“Vamos analisar aí dentro da área jurídica e uma vez que seja viável, vou conversar com o presidente Bolsonaro. Se for o caso, se toma a decisão”,concluiu.