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3/08/2016

Estação Cocal

Dólar fecha em queda, com mercado atento ao cenário político

A moeda norte-americana caiu 1,44%, vendida a R$ 3,7389.
Noticiário político ofuscou ambiente externo desfavorável.

Do G1, em São Paulo

O dólar fechou em queda em relação ao real nesta terça-feira (8) e voltou a terminar o dia no menor valor do ano, com o cenário político no Brasil ainda sob as atenções do mercado e ofuscando o cenário externo desfavorável. A moeda voltou a cair com força nesta tarde após o Banco Central anunciar leilão de venda de dólares com compromisso de recompra.

A moeda norte-americana caiu 1,44%, vendida a R$ 3,7389. Veja a cotação do dólar hoje. Foi a menor cotação de fechamento desde dezembro de 2015, quando, no dia 9, o dólar encerrou o dia a R$ 3,737. Na semana e no mês, há queda acumulada de 0,58% e 6,61%, respectivamente. No ano, há desvalorização de 5,3%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, alta de 0,08%, a R$ 3,7969.
Às 9h19, queda de 0,04%, a R$ 3,7919.
Às 9h39, queda de 0,22%, a R$ 3,7853.
Às 9h49, queda de 0,53%, a R$ 3,7733.
Às 10h50, queda de 0,58%, a R$ 3,7714.
Às 11h29, queda de 0,6%, a R$ 3,7706.
Às 12h10, queda de 0,18%, a R$ 3,7866.
Às 12h39, queda de 0,09%, a R$ 3,79.
Às 12h59, alta de 0,03%, a R$ 3,7950.
Às 13h09, queda de 0,13%, a R$ 3,7885.
Às 13h39, queda de 0,61%, a R$ 3,7702.
Às 14h09, queda de 0,68%, a R$ 3,7679.
Às 14h50, queda de 0,73%, a R$ 3,7659.
Às 16h49, queda de 1,19%, a R$ 3,7484.

No exterior, o ambiente era de aversão a risco nos mercados globais. A moeda norte-americana chegou a subir a R$ 3,8038 na máxima desta sessão, influenciada por números fracos sobre o comércio na China e pelo tombo dos preços do petróleo.

Segundo a Reuters, o real foi a moeda com melhor desempenho na América Latina, mantendo a tendência da semana passada. O tom positivo, no geral, tem predominado no mercado doméstico conforme cresce a percepção de que os escândalos de corrupção no âmbito da operação Lava Jato estariam elevando a chance de a presidente Dilma Rousseff não concluir seu mandato.

"Os mercados globais estão sofrendo com a China e o petróleo, mas o real continua tendo desempenho melhor por causa do contexto político local", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta, à Reuters.

Os preços do petróleo voltaram a cair no fim da manhã após o Kuwait afirmar que concordará em congelar a produção apenas se os principais produtores da commodity participarem do acordo. Relatório do Goldmans Sachs afirmando que a alta recente é prematura e insustentável também pesou.
O pessimismo nos mercados globais vinha também em reação a dados mostrando que o desempenho comercial da China em fevereiro foi muito pior do que a expectativa de economistas.
"Ainda que o quadro pareça mais estável na China, com o governo sinalizando que adotará estímulos fiscais e monetários nos próximos meses, os dados recentes aumentaram a cautela dos investidores", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes, ainda segundo a Reuters.
Cenário interno
No Brasil, porém, a pressão era limitada conforme investidores aguardavam novos desdobramentos no quadro político.

O tema impeachment voltou a crescer recentemente à medida que as investigações de corrupção no Brasil se aproximaram do governo, sobretudo após a operação Lava Jato ter chegado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim da semana passada.
"Mudou um pouco o tom do mercado local desde a semana passada. Se antes todo o mercado estava muito pessimista, agora algumas pessoas estão vendo motivo para vender (dólares)", disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
Alguns operadores acreditam que uma mudança no governo poderia ajudar na recuperação da credibilidade do Brasil com investidores. Outros ressaltam, porém, que a perspectiva de turbulências políticas representa forte entrave e não há garantia de que eventual troca resultaria em quadro mais favorável para a economia brasileira.
Ação do BC 
A queda do dólar nesta sessão também veio em reação à atuação do BC, que anunciou para quarta-feira leilão de venda de até US$ 2 bilhões em novos contratos com compromisso de recompra. Profissionais do mercado afirmaram que a operação tem objetivo de corrigir desequilíbrios entre os mercados futuro e à vista, e não mira patamares específicos para o câmbio

Nesta manhã, o BC promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em abril, vendendo a oferta total de 9,6 mil contratos. Ao todo, o BC já rolou US$ 2,723 bilhões, ou cerca de 27% do lote total, que equivale a US$ 10,092 bilhões.

8/10/2015

Estação Cocal

Google cria nova empresa, Alphabet, para separar negócios de internet

Emmanuel Dunand/AFP
Larry Page, um dos fundadores do Google
Larry Page, um dos fundadores do Google



Com o objetivo de separar seus negócios na internet de outras divisões da companhia, como investimentos e pesquisa, o Google anunciou nesta segunda-feira (10) que vai criar uma nova empresa, a Alphabet.
Sob a nova estrutura, os principais produtos da companhia –o serviço de buscas, mapas, aplicativos, o Youtube e o Android– serão administrados pelo Google, que agora será uma empresa menor, controlada pela holding Alphabet.
Negócios como Calico (saúde), Nest (produtos para a casa), Fiber (banda larga), os braços de investimento Ventures e Capital, e as incubadoras do Google serão administrados separadamente, dentro da Alphabet.
A intenção da mudança é diferenciar os principais negócios da companhia dos investimentos e empreendimentos de longo prazo.
"Fundamentalmente, acreditamos que isso vai permitir uma melhora da gestão, já que poderemos administrar de forma independente negócios que não estão relacionados", afirmou Larry Page, hoje presidente-executivo (CEO) do Google, em comunicado.
Page, um dos cofundadores da companhia, terá o mesmo cargo na Alphabet, enquanto Sergey Brin, também cofundador, assumirá a presidência da nova empresa. Eric Schmidt, hoje presidente do Conselho do Google, também manterá a posição na Alphabet.
"Queremos ter um presidente-executivo forte para gerir cada negócio, com Sergey e eu disponíveis quando preciso."

No caso do Google, o novo CEO será Sundar Pichai, 43, hoje vice-presidente de produtos na empresa. 

Estação Cocal



As demissões cresceram tanto neste ano que trabalhadores de São Paulo esperam até três meses para fazer a homologação da rescisão do contrato de trabalho e assim conseguir receber seus direitos e os documentos necessários para acessar o seguro-desemprego e o FGTS.
Em períodos pré-crise, o tempo de espera era em média de 15 a 20 dias, segundo sindicatos que prestam esse serviço a demitidos, com mais de um ano de casa.
A procura para dar baixa na carteira cresceu até 700% em julho deste ano ante o mesmo mês do ano passado e levou os sindicatos a contratarem mais funcionários, realocarem empregados de outros setores e a fazerem mutirões aos sábados para atender os demitidos.
É o caso dos sindicatos dos metalúrgicos, dos trabalhadores da construção civil de São Paulo e dos comerciários, três dos maiores do país.
Nos metalúrgicos de São Paulo, 18.487 homologações foram feitas de janeiro a julho deste ano, 260% mais que no mesmo período de 2014.
"A demora é reflexo direto do aumento de demissões", afirma Miguel Torres, presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo ficou em 7,2% em junho, ante 5,1% um ano antes. No país, passou de 4,8% para 6,9% no mesmo período.
Gerentes de recursos humanos e advogados de empresas da Grande São Paulo relataram à reportagem que optaram por fazer a homologação das rescisões de seus demitidos nos sindicatos porque o agendamento da homologação em agências do Ministério do Trabalho tem demorado até seis meses.
As homologações podem ser feitas nos sindicatos ou nas superintendências do Trabalho (MTE), desde que esteja presente um representante do empregador.
Além do maior número de demitidos e da falta de funcionários nos postos, em algumas unidades do ministério, como a da região central da capital paulista, os servidores administrativos estão em greve há cerca de duas semanas, o que prejudica ainda mais o atendimento.
A Folha procurou o órgão, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo vai contratar mais quatro funcionários para reforçar a equipe de 12 que atua na homologação.

"Nunca o sindicato esteve tão cheio. Mudamos o sistema de atendimento e a ideia é concentrar a vinda de todos os demitidos de uma determinada construtora em uma só data para agilizar a conferência das verbas rescisórias", diz Antonio de Sousa Ramalho, presidente do sindicato.
Nos comerciários de São Paulo, a homologação, que ocorria em oito subsedes da entidade, agora foi concentrada na sede.
"Montamos uma verdadeira linha de produção com 20 funcionários no atendimento", diz Ricardo Patah, presidente da UGT e do sindicato da categoria.
No primeiro semestre, foram feitas 60,6 mil homologações no sindicato ante 63,6 mil no mesmo período de 2014.

"No ano passado, a rotatividade era alta, mas o trabalhador conseguia emprego rapidamente e muitas vezes pedia demissão para ganhar mais. Agora, a realidade é outra", diz Patah. 

8/09/2015

Estação Cocal


Empréstimos subsidiados do BNDES custam R$ 184 bilhões à União




Mesmo com a decisão do governo de suspender os repasses de recursos do Tesouro ao BNDES, o Ministério da Fazenda estima que a União ainda vá arcar com um custo de R$ 184 bilhões nas próximas décadas com os empréstimos subsidiados concedidos ao banco a partir de 2009.
A projeção, inédita, mede a diferença entre os juros reduzidos pagos pelo BNDES ao Tesouro e a taxa média que o governo paga ao mercado para tomar emprestado recursos, pela venda de títulos. Essa diferença não é coberta pelo Orçamento, mas contribui para elevar a dívida pública.
Esse impacto se estende pelos próximos 40 anos, valor médio dos contratos, mas uma parte expressiva se dá ainda no governo Dilma.
Segundo cálculos da Fazenda encaminhados ao Tribunal de Contas da União, de 2015 a 2018 o subsídio dos contratos em vigor vai somar R$ 97,5 bilhões –ou R$ 74 bilhões quando calculados a valor presente, ou seja, considerando que ele seria integralmente incorporado à dívida neste ano.

ESTÍMULO
Os repasses, feitos em títulos da dívida pública, ganharam força a partir de 2009.
Na ocasião, a equipe econômica, então comandada por Guido Mantega, decidiu dar crédito barato para empresas com a intenção de estimular a atividade econômica, que sofria efeitos da crise global.
Desde então, o volume total de empréstimos do Tesouro ao BNDES saltou de cerca de R$ 40 bilhões para R$ 455 bilhões. Os recursos foram emprestados a taxa de juros próxima à TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), bem inferior ao custo médio com que o Tesouro se financia, que acompanha a taxa Selic.
No ano passado, o cus- to com o subsídio nos financiamentos ao BNDES dobrou em relação a 2013, somando R$ 21,3 bilhões.
O economista Márcio Garcia, professor da PUC-Rio, aponta que o aumento dos repasses para o BNDES não se refletiu em aumento da taxa de investimento da economia e ainda contribuiu para alimentar a inflação.
Ainda no final de 2014, Joaquim Levy anunciou o fim desses repasses como parte do esforço de ajustar as contas públicas.
Além desse tipo de subsídio implícito nos empréstimos ao BNDES, o governo tem gastos com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que tem taxas inferiores à TJLP. Nesse caso, são repassados recursos orçamentários ao BNDES, para cobrir a diferença entre as taxas subsidiadas e a TJLP.
No ano passado, foram repassados R$ 110,7 milhões. O valor devido pelo governo é bem superior, mas uma portaria do ministério –que está sendo questionada pelo TCU– autorizou o adiamento.

Subsídios

R$ 184,3 bilhões

É o custo total dos subsídios concedidos pelo Tesouro ao BNDES

R$ 455, bilhões
é o total de recursos repassados pelo Tesouro ao BNDES desde 1997

30 anos
É o prazo médio dos financiamentos com juros subsidiados

  • Impacto total dos subsídios dos contratos em vigor se fossem integralmente contabilizados neste ano

8/06/2015

Estação Cocal

Lucro da Petrobras cai 89% e fica em R$ 531 milhões no 2º trimestre

Sergio Moraes - 16.dez.2014/Reuters
Petrobras lucra R$ 5,33 bilhões no 1º trimestre, após perda bilionária em 2014


A Petrobras encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 531 milhões, queda de 89,3% em relação aos R$ 4,96 bilhões de igual período do ano passado, informou a empresa na noite desta quinta-feira.
O balanço da estatal continua sofrendo o impacto do menor preço do barril de petróleo, que desvaloriza seu principal produto, e também da venda menor de combustíveis, em função da piora da economia.
A desvalorização do real continua a influenciar o resultado, já que encarece a dívida da empresa, tomada em sua maior parte em moeda estrangeira.
A soma de fatores levou a empresa a acumular, no primeiro semestre do ano, lucro bruto de R$ 5,8 bilhões, queda de 43% em relação aos R$ 10,3 bilhões dos seis primeiros meses de 2014.
RECEITA
Com a queda do preço do petróleo, a receita líquida da Petrobras no segundo trimestre foi de R$ 79,9 bilhões, queda de 2,7% em relação aos R$ 82,2 bilhões de igual período de 2014.
A menor produção e também uma menor venda de combustíveis teve impacto na receita.
No semestre, a receita ficou em R$ 154,2 bilhões bilhões, queda de 6% em relação a primeira metade de 2014, quando foi de R$ 163,8 milhões.
DÍVIDA
A dívida líquida da empresa caiu de R$ 332,45 bilhões no primeiro trimestre para R$ 323,9 bilhões nos três meses seguintes. A empresa fez no período captações na China e também com bancos estatais em abril.
HISTÓRICO
É o segundo resultado trimestral apresentado pela nova diretoria, comandada desde fevereiro por Aldemir Bendine. O impacto da corrupção e dos desvios investigados pela operação Lava Jato ficou restrito aos balanços dos últimos trimestres do ano passado e não foi contabilizado no resultado divulgado nesta quinta.
Em final de abril, a Petrobras divulgou ter tido prejuízo de R$ 21,7 bilhões no ano de 2014, decorrente da baixa em ativos nos valores de R$ 6,2 bilhões atribuídos a perdas com corrupção, de R$ 44,6 bilhões em perdas de valor de ativos mal avaliados e R$ 2,7 bilhões pela desistência da construção de duas refinarias, no Maranhão e no Ceará.
Esses valores diferem do que a diretoria anterior, comandada por Graça Foster, havia sugerido como sendo o real impacto dos desvios no balanço da empresa. Graça Foster deixou a empresa com cinco diretores, depois do desgaste causado pela divulgação do cálculo de perdas em valores dos ativos na empresa, de R$ 88,6 bilhões, relativos a corrupção e perda em valores de projetos. O número acabou não sendo usado.

7/22/2015

Estação Cocal

Dilma decide reduzir meta fiscal e debate novo corte de gastos


A presidente Dilma decidiu reduzir a meta fiscal deste ano e vai fazer um novo corte provisório de gastos no Orçamento da União para melhorar o desempenho das contas públicas neste ano.
Segundo a Folha apurou, o número que estava sendo fechado nesta terça-feira (21) à noite pode reduzir o superavit primário de 1,1% para 0,15% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015.
Um assessor presidencial disse que, para cumprir esta nova meta, o governo fará um corte adicional no Orçamento, além do feito no início do ano, de R$ 70 bilhões.
O número final estava sendo fechado em reunião da presidente Dilma com sua equipe e os debates estavam concentrados no tamanho do novo bloqueio de gastos.
Enquanto o Ministério da Fazenda defendia um corte significativo, o do Planejamento defendia o menor bloqueio possível para evitar uma paralisia do governo.
Os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) já vinham divergindo sobre a redução da meta. Levy buscava garantir a menor redução da meta possível. Sua equipe técnica chegou a falar em algo acima de 0,8% do PIB. Já o Planejamento defendia reduzir a meta fiscal para cerca de 0,6%.
Segundo técnicos, os estudos sobre o comportamento da receita, que registrou uma queda real de 2,9% no primeiro semestre, indicaram que a situação fiscal do governo estava pior do que o previsto.
Daí a avaliação de que a redução da meta teria de ser bem maior do que a defendida inicialmente pela equipe econômica, tanto da Fazenda como do Planejamento.
A nova meta será anunciada oficialmente nesta quarta (22), quando o governo tem de divulgar sua programação orçamentária bimestral, apontando a situação real das contas públicas da União (leia texto ao lado).
No Congresso, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) já apresentou uma emenda ao projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2016 alterando a meta deste ano para 0,4% do PIB, mas deve ser acionado pelo governo para ajustar sua emenda ao novo número do superavit.
NOVO CENÁRIO
Nesta terça, o ministro Joaquim Levy (Fazenda) já dava indicações de que o governo poderia reduzir sua meta. "O relatório [da programação orçamentária] está indicando mudança no cenário de arrecadação e econômico, esperamos poder responder [a esta situação] com vigor e mais realismo", afirmou.
Numa sinalização de que a meta de fato será reduzida, ele disse que o governo "tem plena consciência que mudar eventualmente a meta não significa o fim do ajuste, pelo contrário, vamos ter que continuar fazendo o ajuste".
Para o governo, a meta fiscal inicial ficou inviável diante da desaceleração mais forte da economia neste ano.
O país vai registrar recessão no primeiro ano do segundo mandato da petista. Oficialmente, o governo já prevê um recuo de 1,5% no PIB, mas teme que ele seja ainda maior, de até 2%.
Além do corte, o Ministério da Fazenda estuda novas medidas que poderiam gerar até R$ 50 bilhões neste ano, mas o governo ainda avalia o que é viável implementar imediatamente.
ENTENDA O QUE ESTÁ EM JOGO
1- O que é a meta fiscal?
É a economia que o governo promete fazer para controlar a dívida pública
2- Qual é a meta atual?
É ter um superavit primário (receitas superando despesas, exceto as referentes a juros) de R$ 66,5 bi, ou 1,1% do PIB
3- Quem define a meta?
É fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias, proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso.
4- Como é calculada?
O governo calibra a meta de acordo com o que deseja para a dívida: para que a dívida caia, a meta deve subir.
5- O que acontece hoje?
A cada bimestre, é feita uma reavaliação das previsões de receita feitas pelo governo no início do ano, e as despesas são ajustadas para assegurar a poupança prometida. É o que fará o governo nesta quarta. A reavaliação é enviada ao Congresso
6- E se a meta for reduzida?

O governo tem mais liberdade para elevar despesas ou reduzir a arrecadação. A dívida pode crescer, o que traz riscos como inflação, crise financeira e insolvência