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2/21/2019

Contribuinte poderá escolher a regra de transição para a nova Previdência


O governo apresentou opções de regras de transição para quem vai se aposentar na nova Previdência. O trabalhador vai poder escolher a mais vantajosa.
Uma forma proposta é o sistema de pontos: a soma da idade mais o tempo de contribuição, que hoje é 86 para as mulheres e 96 para os homens, vai subir um ponto a cada ano, chegando a 100 para mulheres, em 2033, e 105 para os homens, em 2028.
A outra é por idade mínima, que começará em 56 anos para mulheres e 61 para os homens, subindo meio ano a cada ano. Em 2031 acaba a transição para as mulheres e em 2027 para os homens.
Nesses dois casos, é exigido um tempo mínimo de contribuição: 30 anos para as mulheres e 35 para os homens.
Quem quiser se aposentar por idade deverá se enquadrar na seguinte regra: para os homens, a idade continua sendo 65 anos; para mulheres vai passar dos atuais 60 para 62 anos em 2023. O tempo de contribuição para todos passará dos atuais 15 anos para 20 anos em 2029.
Quem está a dois anos de cumprir o tempo mínimo de contribuição que vale hoje, ainda poderá se aposentar sem a idade mínima, mas vai pagar um pedágio de 50% do tempo que falta. Por exemplo, quem estiver a dois anos da aposentadoria deverá trabalhar mais um ano, totalizando três anos.
Enquanto durar o período de transição, o trabalhador vai escolher em qual regra vai entrar.
“O segurado pode optar pelo que for mais vantajoso e a pessoa escolhe o que for melhor para ela. A regra de pontos é mais adequada para quem começou a contribuir mais cedo; já a regra de idade para aquele que começou um pouco mais tarde”, disse Leonardo Rolim, secretário de Previdência do Ministério da Economia.
Também há regras de transição para os servidores públicos, com idade mínima de partida de 56 anos para mulheres e de 61 anos para os homens. Em 2022, as idades mínimas sobem para 57 e 62, e a essa regra se somam também requisitos como tempo de serviço público mais um sistema de pontos semelhante ao setor privado.



Fonte: Jornal Nacional

7/25/2018

Estação Cocal

Assessor econômico de Meirelles defende reforma da Previdência mais rígida

De acordo com o economista José Márcio Camargo, 

medida poderia ser aprovada nos três primeiros

 meses do governo


Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo
  O assessor econômico do pré-candidato Henrique Meirelles (MDB), o economista José Márcio Camargo, diz que, em caso de vitória nas eleições 2018, o emedebista trabalharia para aprovar a reforma da Previdência nos três primeiros meses do governo. Essa reforma, diz o economista, seria um pouco mais dura que a atual proposta que tramita no Congresso Nacional.
José Márcio Camargo 2
O economista José Márcio Camargo defende que a própria execução do Orçamento seja mais rígida. Foto: TV Estadão
"A ideia é aprovar uma reforma da Previdência no Congresso se possível com algumas mudanças para torná-la um pouco mais rigorosa para que a convergência para a idade mínima seja mais rápida que os 20 anos propostos no relatório", disse o economista ligado ao ex-ministro da Fazenda em debate com assessores econômicos dos presidenciáveis na Universidade de Brasília. "Isso será um processo de negociação, mas a ideia é aprovar a reforma em três meses de governo".
Na lista de reformas propostas por eventual governo Meirelles, também há a intenção de rediscutir as renúncias tributárias e as vinculações do Orçamento. Essas medidas, diz o economista ligado a Meirelles, "conseguiria liberar uma parte importante do Orçamento".
Além disso, Camargo defende que a própria execução do Orçamento seja mais rígida. "A partir daí, uma vez aprovado, o Orçamento será impositivo", disse o economista. "A estrutura do Orçamento é definido na discussão no Congresso. Base e oposição vão definir as prioridades e, a partir daí, vamos executar de forma impositiva. Todos os anos vamos fazer isso sistematicamente", defendeu.
Camargo defende que o governo Meirelles vai manter o teto de gastos — considerado "absolutamente fundamental" — e adotará uma ampla reforma tributária com adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). "Vamos introduzir ao longo de muitos anos. À medida que os incentivos forem acabando, o IVA vai entrando em operação", disse.
Ainda no campo tributário, José Márcio Camargo diz que o governo Meirelles vai mudar o foco da tributação do lucro para o dividendo. "Os EUA já estão atraindo muito capital. O Brasil cobra 37% de imposto sobre lucro e nos bancos chega a 45%. É muito", disse.
Sobre a infraestrutura, o governo Meirelles quer atrair investimento privado. Para isso, quer dar liberdade e autonomia financeira para as agências reguladoras, o que criaria um ambiente mais seguro para os investimentos em infraestrutura. "Você precisa ter estabilidade de regras para que haja investimento em infraestrutura. Se não tiver segurança, o investidor não vai investir".
Fora da agenda econômica, Camargo prometeu que eventual governo Meirelles criará um "Prouni para creches e ensino fundamental". Sem detalhar a proposta, o economista diz que a intenção é oferecer uma operação para que as famílias pobres possam dar aos filhos creches e escolas de qualidade.