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11/07/2019

STF decide contra prisão após segunda instância por 6 votos a 5


Toffoli foi autor do voto decisivo do julgamento


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, deu nesta quinta-feira (7) o voto decisivo para reverter o atual entendimento da Corte e determinar que os réus do Brasil podem ser presos somente após o fim do processo ou com o esgotamento de todos os recursos. Com o voto, o julgamento termina com o placar de 6 a 5.
A manifestação de Toffoli segue o mesmo entendimento do relator das ações, Marco Aurélio Mello, e os ministros Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Foram derrotados os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia.
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O veredito final tem condição de beneficiar cerca de 4.900 presos, conforme estimativa do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) com base nos dados do BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões).
Entre os possíveis favorecidos aparece o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde 2018 após ser condenado em duas instâncias pelo recebimento de um triplex em troca de benefícios à empreiteira OAS.
A liberação dos presos não ocorre imediatamente. Agora caberá aos juízes das segundas instâncias e colegiados determinar quando a pessoa cumpre todos os requisitos para ficar em liberdade.
Iniciado no dia 17 de outubro, o julgamento seguiu até a tarde desta quinta-feira com o placar favorável à manutenção da prisão após segunda instância. Os votos de Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli, no entanto, reverteram o resultado.

Julgamento polêmico foi iniciado no dia 17 de outubro

Rosinei Coutinho/SCO/STF - 7.11.2019

Tema polêmico no Supremo, a prisão após segunda instância já foi levada ao plenário da Corte ao menos quatro vezes desde 2016. Há mais de um ano Marco Aurélio pressionava para que as ações fossem novamente incluídas em pauta.
No final de outubro, Toffoli encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta para alterar o Código Penal e impedir a prescrição de casos que chegam ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF com o objetivo de interromper o prazo de prescrição das penas após condenação em segunda instância.
Toffoli
Em seu voto de minerva, Toffoli destacou que o julgamento avalia a validade de um trecho do Código do Processo Penal. “Se está analisando se o texto do artigo é compatível com a Constituição", avaliou o presidente do STF.
Durante a manifestação final, Tofolli foi diversas vezes interrompido pelos demais membros da Corte. O ministro Luiz Fux questionou os posicionamentos durante a manifestação e teve um pequeno desentendimento com Gilmar Mendes.
Toffoli citou número de processos que sequer são analisados em primeira instância, manifestou desprezo pelos diversos casos de impunidade no Brasil. “Não é o momento da execução da pena que gera à violência ou a omissão dos agentes públicos em identificar autores e levarmos, como se costuma dizer, ‘às barras da justiça’. O processo como um todo tem que ser aprimorado”, avaliou.
Ao citar os casos que envolvem crimes dolosos contra a vida, o presidente da Corte disse ser a favor da prisão imediata após julgamento em primeira instância. “Com a devida vênia de quem entende o contrário, eu entendo, e para mim é chocante verificar, que o parente da vítima assassinada vê um veredito no plenário do júri um veredito de condenação e diz que o réu pode recorrer em liberdade”, pontuou.



Fonte: R7


10/16/2019

Fux e Barroso defendem prisão após 2ª instância na véspera de julgamento



Luiz Fux e Roberto Barroso durante sessão no STF(foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Na véspera do início do julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode derrubar a prisão após condenação em segunda instância, ministros da Corte se manifestaram contra a alteração de entendimento, que hoje permite a execução antecipada de pena.
Vice-presidente do Supremo, o ministro Luiz Fux disse que seria um "retrocesso" o tribunal derrubar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, afirmou que haveria um "impacto negativo grave" se o STF revisse sua posição.
 O plenário do Supremo começa a julgar nesta quinta-feira (17/10) o mérito de três ações que contestam a constitucionalidade da medida. Fux e Barroso certamente votarão contra os pedidos, mas há ministros com entendimento diferente. 
Para Barroso, o país prejudicará sua imagem com uma decisão contrária à segunda instância. "O mundo nos vê como um paraíso de corruptos e acho que nós temos que superar essa imagem, e não há como superar essa imagem sem o enfrentamento determinado da corrupção, dentro da Constituição e dentro das leis",disse.
"Precisamos ter consciência de que não ingressaremos no grupo dos países desenvolvidos sem enfrentamento com determinação da corrupção", completou. Com informações da Agência Estado

7/15/2019

Acusados de assassinar jovem de 26 anos a facadas são presos em Parnaíba




 Foto: Arquivo Pessoal
Duas mulheres e um homem foram presos no início da manhã desta segunda-feira (15), acusados de assassinar uma jovem identificada como Gilmara Veras de Araújo, de 26 anos, na localidade Lagoa do Portinho, zona rural de Parnaíba.
De acordo com a soldado Rafaelle, do 2º Batalhão da Polícia Militar do Piauí, as três pessoas foram capturadas em uma residência situada na Rua Guarani Ferreira Linhares, no bairro Vicente de Paula. As mulheres permaneceram na casa, porém o homem tentou fugir.  
“Os três foram localizados na mesma casa. As duas mulheres ficaram na residência e o rapaz tentou fugir, mas a viatura conseguiu capturar. Eles estão, nesse momento, na Central de Flagrantes de Parnaíba”, relatou.
Entenda o caso
Uma jovem identificada como Gilmara Veras de Araújo, de 26 anos, foi assassinada a facadas na noite deste domingo (14), na localidade Lagoa do Portinho, zona rural de Parnaíba. Uma guarnição da PM foi acionada por volta de 19h20 e, ao chegar no local, encontrou o corpo da vítima cheio de perfurações de faca. O Samu chegou a ser acionado, mas Gilmara veio a óbito antes de ser socorrida. 

* Com informações do Gp1


5/08/2019

TRF2 determina prisão do ex-presidente Michel Temer


                                                                                      Foto: Lula Marques/Agência PT
Ex-presidente da República, Michel Temer.


Os desembargadores da 1ª turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), determinaram a prisão do ex-presidente Michel Temer e de João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima. A decisão foi por 2 votos favoráveis e um contra. Os desembargadores acolheram recurso do Ministério Público Federal. As informações são do Estadão.
O ex-presidente havia sido preso no dia 21 de março durante a operação Descontaminação, que visa supostas propinas nas obras da Usina de Angra III. De acordo com os investigadores, o Coronel Lima teria intermediado o pagamento de R$ 1 milhão em propinas da Engevix no final de 2014. A força-tarefa do MPF sustenta que o ex-presidente chefia um grupo criminoso há mais de 40 anos e que chegou a arrecadar a bagatela de R$ 1,8 bilhões.

3/21/2019

Ex-presidente Michel Temer é preso




Mandado de prisão também foi expedido para o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco
Repórter Thiago Marcolini
O ex-presidente da República Michel Temer foi preso na manhã desta quinta-feira (21) no Rio de Janeiro. O mandado de prisão foi expedido no âmbito da operação Lava-Jato, pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que também pediu a detenção do ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.
Michel Temer responde a dez inquéritos. Cinco deles que tramitavam no Supremo Tribunal Federal (STF), pois foram abertos na época em que ele era presidente, foram encaminhados à primeira instância depois que Temer deixou o cargo. Os outros cinco foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso em 2019, quando o ex-presidente já não tinha foro privilegiado.
Na operação Lava Jato, Temer é alvo de denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da empreiteira Engevix. O empresário contou à Polícia Federal que pagou um milhão de reais em propina ao ex-ministro Moreira Franco, com o conhecimento de Temer.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), o emedebista iniciou a carreira política na década de 1960, no governo estadual de São Paulo. Por 15 anos, foi o presidente do MDB. Temer foi eleito por duas vezes consecutivas vice-presidente do Brasil, na chapa de Dilma Rousseff, e chegou à Presidência em 2016, após o impeachment da petista.
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2/07/2019

Dentista acusada de racismo é presa em São Raimundo Nonato


A Polícia Civil do Piauí prendeu na manhã desta quinta-feira (7), a dentista Delzuíte Ribeiro Macêdo acusada pelos crimes de ameaça, lesão corporal tentada, injúria racial e racismo contra a também dentista Thaiane Neves e sua filha, uma bebê que na época tinha um mês. Ela foi presa em junho de 2018, mas após ganhar liberdade voltou a fazer ameaças através do seu perfil no Instagram. Delzuite fez as postagens no dia 26 de dezembro de 2018, segundo informa a petição dos autos.
A dentista foi presa em São Raimundo Nonato, numa operação desenvolvida pela Delegacia Regional de São Raimundo Nonato, Delegacia de Canto do Buriti, Núcleo de Inteligência da SSP e Gerência de Polícia Especializada. 
Segundo o delegado de polícia civil, Matheus Zanatta, a dentista será trazida de São Raimundo Nonato ainda nesta quinta-feira, para Teresina, no fito de atender imediatamente a decisão judicial daquela Comarca.  Ela ficará presa na Penitenciária Feminina de Teresina. 




A dentista Delzuite Ribeiro de Macedo que teve a sua prisão decretada pelo juiz da 1ª Vara da cidade de São Raimundo Nonato,  no último dia 8 de dezembro
“Falei e falo: Era pra ter dado uma pisa bem boa e arrebentar essa cara de c*, mas nunca é tarde. Eu moro bem, mas eu conheço São Miguel Paulista e baixada de Sampa muito bem. É só eu querer fazer desgraça que eu consigo”, escreveu ela em sua rede social.
O juiz destacou em sua decisão que é preciso assegurar a aplicação da lei penal, como também o fato de que não se sabe o local onde a dentista está depois de ter acabado o prazo de prisão temporária. “Além de prova da materialidade e indícios de autoria, entre os delitos imputados à ré encontra-se o crime tipificado no art. 20, §2º, da Lei n. 7.716/89, a qual define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, punido com reclusão de dois a cinco anos e multa, preenchendo-se, portanto, o pressuposto do art. 313, I, do Código de Processo Penal. Além disso, a prisão é necessária para assegurar a aplicação da lei penal, por conveniência da instrução criminal e para garantir ordem pública […] demonstra sua deliberação intenção de não se submeter aos efeitos e eventual sentença penal condenatória, circunstancia concreta apta a justificar o seu cárcere cautelar”.
O caso repercutiu em todo o Piauí depois que a denunciada publicou texto de cunho racista em uma rede social. 



Durante as investigações, apurou-se que a ré ofendeu e ameaçou verbalmente uma colega dentista, prometendo causar-lhe mal. Pouco depois, Delzuite Ribeiro de Macêdo arremessou uma tesoura de costura contra o veículo em que se encontrava a vítima, bem como seu marido e a filha de ambos, que tinha apenas um mês de idade.
Delzuite foi presa no dia 17 de abril após cumprimento de um mandado de prisão expedido pela polícia. A acusada se encontrava na casa de hospedagem do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Piauí (SINTE-PI), no Centro de Teresina.


fonte: meionorte.com

10/06/2015

Estação Cocal

Ex-prefeito José Monção é preso pela Polícia Civil

Segundo informações da delegada de Cocal, Daniela Dinalli, o ex-prefeito José Monção foi preso em sua residência por volta das 8 horas e já está sendo transferido para a Penitenciária de Altos.

BÁRBARA RODRIGUES E BRUNNO SUÊNIO, DO GP1

O ex-prefeito José Maria da Silva Monção, foi preso na manhã desta terça-feira (6), na cidade de Cocal. A polícia cumpriu mandado de prisão expedido pelo juiz Carlos Augusto Arantes Júnior. O ex-gestor foi condenado ainda no ano de 2012 a dois anos e seis meses de reclusão por atraso na prestação de contas. 

No início deste mês o promotor Francisco Túlio Mendes ingressou com pedido de execução da pena contra o ex-prefeito já que a sentença havia transitado em julgado em agosto de 2014.

O juiz acatou o pedido do Ministério Público e determinou expedição do mandado de prisão contra José Maria Monção.
Imagem: DivulgaçãoJosé Maria Monção(Imagem:Divulgação)José Maria Monção
Segundo informações da delegada de Cocal, Daniela Dinalli, o ex-prefeito José Monção foi preso em sua residência por volta das 8 horas e já está sendo transferido para a Penitenciária de Altos.

“Ele foi preso em sua residência por volta das 8 horas, por uma equipe comanda por mim. Nós demos cumprimentos a um mandado de prisão expedido pelo juiz Carlos Augusto Arantes Júnior, da Comarca de Cocal. Ele já fez o exame de corpo e delito e já está sendo transferido para a penitenciária de Altos”, declarou a delegada em entrevista ao GP1.
Imagem: ReproduçãoDelegada Daniela Dinali(Imagem:Reprodução)Delegada Daniela Dinali
Em entrevista ao GP1, o delegado geral Riedel Batista confirmou o cumprimento do mandado de prisão expedido pelo juiz da comarca de Cocal, Carlos Augusto Arantes Júnior, por crime de responsabilidade, com pena de 2 anos e 6 meses de reclusão. 

Imagem: Blog do CoveiroJosé Monção é preso pela polícia(Imagem:Blog do Coveiro)José Monção é preso pela polícia
Imagem: Blog do CoveiroJosé Monção transferido para penitenciária(Imagem:Blog do Coveiro)José Monção transferido para penitenciária
Imagem: Blog do CoveiroPrisão de José Monção(Imagem:Blog do Coveiro)Prisão de José Monção
Imagem: Blog do CoveiroPoliciais fazem prisão de José Monção(Imagem:Blog do Coveiro)Policiais fazem prisão de José Monção

Imagem: Blog do CoveiroMandado de Prisão(Imagem:Blog do Coveiro)Mandado de Prisão


Julgamento no TRE

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), o ex-prefeito José Maria Monção e a ex-esposa Zélia Maria de Sena foram condenados por tentativa de fraude de documento público, quando em 22 de julho de 2010, o casal tentou fraudar o registro do livro de ata da Câmara Municipal de Cocal, com o objetivo de aprovar as contas de Zé Monção e garantir sua candidatura a deputado estadual naquele ano.

O TRE-PI determinou a pena de 2 anos de reclusão e multa de 18 salários-mínimos por dia ao ex-prefeito Zé Monção. Já a ex-esposa e atual presidente da Câmara de Vereadores de Cocal foi condenada a 2 anos e 4 meses de prisão e multa de 18 salários-mínimos. Ambos tiveram as penas convertidas em prestação de serviços à sociedade e a entidades públicas.

Operação Harpia

Essa não é a primeira prisão de José Monção. Ele já foi preso em 2009, pela Polícia Federal, durante a realização da Operação Harpia. Ele chegou a ficar 15 dias preso na Penitenciária Major César, acusado de participar do desvio de R$ 2,6 milhões de verbas do Fundeb.Na ocasião, ele havia sido preso na sua residência em Teresina.

Bloqueio de bens

Alvo de várias ações, em 2014 o juiz federal Leonardo Tavares deferiu liminar do Ministério Público Federal que pediu a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito de Cocal, José Monção, no valor de R$ 885.374,34. 

O ex-prefeito foi acusado de receber recursos federais oriundos do Fundef/Fundeb e simular contratos de prestação de serviços, além de uma série de outras irregularidades.