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9/17/2015

Estação Cocal

17/09/2015 14h07 - Atualizado em 17/09/2015 21h04

Extintor de incêndio em carro deixará de ser obrigatório

Decisão ocorre semanas antes de troca do equipamento ser exigida.
Desde o fim de 2014, novo tipo de extintor sumiu de lojas e preço subiu.

Do G1, em São Paulo

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 O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu em reunião nesta quinta-feira (17) que o  uso do extintor de incêndio em carros, caminhonetes, camionetas e triciclos de cabine fechadas, será opcional, ou seja, a falta do equipamento não mais será considerada infração nem resultará em multa.
O fim da obrigatoriedade do extintor para carros começará a valer a partir da publicação da resolução, o que deverá ocorrer nos próximos dias, diz o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).A entidade justifica que os carros atuais possuem tecnologia com maior segurança contra incêndio e, além disso, o despreparo para o uso do extintor poderia causar mais perigo para os motoristas.
Desde 1970, rodar com veículos sem o equipamento ou com ele vencido ou inadequado é considerado infração grave, com multa de R$ 127,69 e mais 5 pontos na carteira de motorista. O Brasil é um dos poucos países que obrigava automóveis a ter o extintor. Nos Estados Unidos e na maioria das nações europeias não existe a obrigatoriedade.
O equipamento continuará sendo exigido no país apenas para caminhões, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis.
Extintor do tipo ABC será obrigatório em carros a partir de 1º de abril deste ano (Foto: Luciana Amaral/G1)Extintor do tipo ABC ia ser exigido a partir de outubro (Foto: Luciana Amaral/G1)
Muita gente trocou o extintor
A medida foi anunciada pouco antes de começar a valer a obrigatoriedade dos extintores do tipo ABC, prevista para 1º de outubro. Quem não fizesse a substituição poderia ser multado.

O Contran havia decidido pelo uso desse tipo de equipamento porque ele combate o fogo em mais tipos de materiais do que o do tipo BC, que equipava carros até alguns anos atrás.
Exigência de troca de extintor pelo tipo ABC levou a correria às lojas, falta do produto e denúncias de preços exorbitantes e de fraude
A exigência da troca começou a valer em 1º janeiro deste ano e provocou correria às lojas no fim do ano passado, resultando em falta do produto e denúncias de preços exorbitantes e de venda de equipamentos vencidos "maquiados" como novos.
Com isso, ela foi adiada para abril, para que as fabricantes conseguissem aumentar a produção e atender à demanda, Mas o extintor continuou em falta em diversas cidades e houve novos adiamentos.
Depois da terceira e última prorrogação do prazo, para outubro, o Contran realizou reuniões e ouviu dos fabricantes que era necessário um tempo maior, de cerca de 3 a 4 anos, para atender à demanda. Porém, segundo o presidente do conselho, essa justificativa já estava sendo dada pelas indústrias há 11 anos. E foi decidido o fim da obrigatoriedade para carros.
A decisão repercutiu nas redes sociais e é comparada à do kit de primeiros socorros, que passou a ser obrigatórios nos carros em 1998 e, no ano seguinte, a exigência foi derrubada.
Decisão de extinção da obrigatoriedade do uso do extintor repercutiu nas redes sociais (Foto: Reprodução/Twitter)Decisão do fim da obrigatoriedade do extintor em carro repercutiu nas redes sociais
(Foto: Reprodução/Twitter)
O que diz o Contran
"A mudança na legislação ocorre após 90 dias de avaliação técnica e consulta aos setores envolvidos", diz a nota do Contran. Segundo o órgão, o uso do extintor sem preparo representa mais risco ao motorista do que o incêndio em si. E o Contran citou a baixa incidência de incêndios entre o volume total de acidentes com veículos, e um número menor ainda de pessoas que dizem ter usado o extintor.

De acordo com o Contran, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) informou que dos 2 milhões de sinistros em veículos cobertos por seguros, 800 tiveram incêndio como causa. Desse total, apenas 24 informaram que usaram o extintor, equivalente a 3%.
Autoridades consideram que falta de treinamento e despreparo dos motoristas para o manuseio do extintor geram mais risco de danos à pessoa do que o próprio incêndio, diz nota do Contran
Estudos e pesquisas realizadas pelo Denatran constataram que as inovações tecnológicas introduzidas nos veículos resultaram em maior segurança contra incêndio, afirma a nota.
Entre as quais, o corte automático de combustível em caso de colisão, localização do tanque de combustível fora do habitáculo dos passageiros, flamabilidade de materiais e revestimentos, entre outras.
Segundo o próprio conselho, as autoridades consideram que falta de treinamento e despreparo dos motoristas para o manuseio do extintor geram mais risco de danos à pessoa do que o próprio incêndio. "Além disso, nos 'test crash' realizados na Europa e acompanhados por técnicos do Denatran, ficou comprovado que tanto o extintor como o seu suporte provocam fraturas nos passageiros e condutores”, explica o presidente do conselho.
Fim da obrigatoriedade do extintor repercutiu nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)Donos de carros comentam o preço pago pelo extintor ABC e o fim da obrigatoriedade do equipamento nos carros  (Foto: Reprodução/Facebook)
Fila para comprar extintor tipo ABC em loja de Jacareí, SP, em março deste ano (Foto: TV Vanguarda)Fila para comprar extintor tipo ABC em loja de Jacareí, SP, em março deste ano (Foto: TV Vanguarda)

Estação Cocal


Carlos Manga morre aos 87 anos

Diretor de TV e cineasta estava em sua casa, no Rio de Janeiro.
Manga foi um dos principais diretores de cinema na época das chanchadas.

Do G1 Rio
Morreu nesta quinta-feira (17), em sua casa no Rio de Janeiro, o diretor de televisão Carlos Manga, aos 87 anos. A informação foi confirmada pela Central Globo de Comunicação. A causa da morte não foi divulgada.
Manga fez carreira no cinema antes de se interessar por televisão e foi um dos principais diretores na época de ouro das chanchadas (veja no vídeo abaixo crônica de Nelson Motta no Jornal da Globo sobre o diretor).
Junto com Watson Macedo, foi um dos principais diretores dos anos 1950 da Atlântida, onde esteve à frente de clássicos como "Nem Sansão nem Dalila" (1954), "Matar ou correr" (1954) e "O homem do Sputnik" (1959). Sua estreia foi em um filme produzido em 1952 pela antiga companhia, dirigido por José Carlos Burle: "Carnaval Atlântida" (1952).
Na televisão, começou a carreira no início dos anos 1960. Em 1980, foi contratado pela Globo, onde dirigiu a segunda versão do humorístico "Chico City", de Chico Anysio. Ainda no humor, dirigiu também "Os Trapalhões".
Ainda na Globo, tem no currículo novelas e séries como "Anjo Mau", "Agosto" e "Memorial de Maria Moura", além das séries  "Sandy & Junior" (1999) e "Sítio do Picapau Amarelo" (2001).
Três filhos
Filho do advogado Américo Rodrigues Manga e de Maria Isabel Aranha, José Carlos Aranha Manga nasceu em 6 de janeiro de 1928, no Rio de Janeiro. Ele deixa três filhos: Paula Manga, Carlos Manga Jr. e Maria Eduarda Manga.

Começou a trabalhar como bancário, porém sua paixão pelo cinema logo o levaria para a indústria cinematográfica, através do cantor Cyll Farney. Foi contra-regra, assistente de montagem, assistente de revelação e, finalmente, diretor. Seu nome artístico foi sugerido pelo então presidente da companhia, Luiz Severiano Ribeiro Júnior.
O diretor morou na Itália onde trabalhou com Federico Fellini. Também foi diretor dos programas de auditório, como o Domingão do Faustão (1989), e de seriados como "Sandy & Junior" (1999) e "Sítio do Picapau Amarelo" (2001).
O diretor Carlos Manga (de gravata vermelha) brinca com a própria estátua diante do também diretor Neville D'Almeida (Foto: Alexandre Durão/G1)





































Repercussão
"O grandioso Diretor Carlos Manga faleceu...Uma honra ter estreado na Tv, no seriado Sandy e Jr sob o comando dele como diretor de núcleo", postou a atriz Fernanda Paes Leme em sua conta no Twitter.
Diretor durante uma gravação  (Foto: Divulgação Nelson di Rago/TV Globo)Diretor durante gravação (Foto: Divulgação Nelson
di Rago/TV Globo)
"Grande, grande, grande Carlos Manga!" publicou o ator Thiago Rodrigues, no Instagram.
Homenagens
O diretor foi homenageado pelo autor Silvio de Abreu  quando completou 50 anos de carreira, em 2006. Ele fez o papel dele mesmo na novela "Belíssima". Quatro anos mais tarde, participou como ator no seriado "Afinal, o que Querem as Mulheres?
"
No seriado "Dercy de Verdade", Carlos Manga foi personagem. A homenagem ocorreu porque o diretor foi quem levou Dercy Gonçalves para a televisão. No especial ele foi interpretado pelo ator Danton Melo.
Em 2011, o cineasta foi homeanageado com uma estátua no Cine Odeon, no Centro do Rio. Manga foi à inauguração, no dia da premiação do Festival do Rio. Aplaudido de pé, posou para os fotógrafos ao lado da reprodução e também se emocionou ao se referir à nova geração brasileira de cineastas.
"Em uma noite que tantos diretores novos precisam vencer, torço por vocês todos. Continuem tentando, porque não há nada mais lindo no mundo do que você pegar uma criança, que é um filme, e fazê-la chorar, falar e ser aplaudida. É uma profissão maravilhosa", declarou.
Carlos Manga (Foto: Reprodução/Globo)Carlos Manga foi um dos grandes diretores das chanchadas (Foto: Reprodução/Globo)

Veja alguns trabalhos da carreira de Carlos Manga:

Novelas
"Anjo mau" (remake, 1997)
"Torre de Babel" (1998)
"Belíssima" (2006)
"Eterna Magia" (2007)
Minisséries
"Agosto" (1993)
"Memorial de Maria Moura" (1994)
"A Madona de Cedro" (1994)
"Incidente em Antares" (1994)
"Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados" (1995)
"Decadência" (1995)
"Um Só Coração" (2004)
"Afinal, o que Querem as Mulheres" (2010)
Seriados
"Sandy & Junior" (1999)
"Sítio do Picapau Amarelo" (2001)
Programas
"Domingão do Faustão" (1989)
"Chico City" (1973)
"Os Trapalhões" (1979)
"Zorra Total" (1999)

Cinema  
"Carnaval Atlântida" (1952)
"A Dupla do Barulho" (1953)
"Nem Sansão nem Dalila" (1954)
"Matar ou Correr" (1954)
"O Homem do Sputnik" (1959)
"O Marginal"
"Assim era Atlântida"
"A Dupla do Barulho" (1953).
"Nem Sansão nem Dalila" (1954)
"Matar ou Correr" (1954)
"O Homem do Sputnik" (1959)
"O Marginal"
"Assim era Atlântida"


9/16/2015

Estação Cocal


Correia Lima e viuva de Castelinho vão a júri popular no dia 24 de setembro 

Por Cristiana Nunes

Foi publicada no Diário da Justiça desta terça-feira (15) a data do julgamento do caso Castelinho, onde são acusados: a viúva e professora aposentada, Ana Zélia Correia Lima e o ex-coronel da Polícia Militar, José Viriato Correia Lima como mandantes e autores intelectuais e ainda, o soldado da Polícia Militar, Francisco Moreira do Nascimento, como executor.


Os acusados respondem pela morte do engenheiro José Ferreira Castelo Branco, o Castelinho, ocorrida em 1999, e vão a júri popular dia 24 de setembro. O juiz Fabrício Paulo Cysne de Novaes, titular da 1ª Vara da Comarca de São Raimundo Nonato, presidirá a sessão do Tribunal Popular do Júri. 

Entenda o caso:


O engenheiro José Ferreira Castelo Branco, conhecido como Castelinho, trabalhava na antiga Telepisa e saiu da sua residência às 5:30 da manhã do dia 8 de junho de 1999, para fazer caminhada no bairro Horto florestal onde residia. Meia hora depois ele foi abordado por um homem que simulou um assalto e o executou com um tiro na nuca. O engenheiro morreu no local. A demora para o julgamento, segundo informações, deve-se aos sucessivos recursos impetrados pelos advogados de defesa. Agora, 16 anos depois, os réus irão a júri popular.

De acordo com o processo, a viúva descobriu que o marido mantinha relações extraconjugais e pediu a separação e o então coronel Correia Lima descobriu que a vítima possuía um seguro de vida cuja beneficiária era a esposa, o que teria motivado o crime. A viúva nega qualquer participação no assassinato e sua defesa alega que faltam indícios suficientes que apontem a viúva como autora intelectual da morte do próprio marido.



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9/12/2015

Estação Cocal

DILMA PASSA SÁBADO EM REUNIÃO COM MINISTROS
LEVY, BARBOSA, MERCADANTE E CARDOZO ESTÃO NO PALÁCIO DA ALVORADA
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LEVY, BARBOSA, MERCADANTE E CARDOZO ESTÃO NO PALÁCIO DA ALVORADA






A presidenta Dilma Rousseff convocou hoje (12) ministros para mais uma reunião no Palácio da Alvorada em um fim de semana. Participam do encontro os titulares da Fazenda, Joaquim Levy; do Planejamento, Nelson Barbosa; da Casa Civil, Aloizio Mercadante – que formam a Junta Orçamentária –, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Os secretários do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive; e da Receita Federal, Jorge Rachid, também estão na residência oficial da presidenta. A reunião não estava prevista na agenda oficial de Dilma. 
O governo discute o anúncio de medidas para mostrar compromisso com o corte de gastos desde o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Standard&Poor’s (S&P), na última quinta-feira (9).
Após o rebaixamento, os ministros Levy e Barbosa deram entrevistas reafirmando a estratégia do governo de reduzir despesas e estudar a criação de receitas e o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, disse que anúncio de novas medidas seria feito na sexta-feira, o que não aconteceu.
O primeiro anúncio, segundo Delcídio, será a redução de custeio dos ministérios, que serão reestruturados e terão contratos de prestação de serviço revistos para cortar gastos. A medida faz parte da reforma administrativa que vai cortar dez dos 39 ministérios do governo Dilma e deve ser anunciada até o fim de setembro.

Fonte: Diário doPoder

2/26/2015

Estação Cocal

26/02/2015 17h02 - Atualizado 

Dólar sobe e fecha em R$ 2,88 com atenções para alta de juros nos EUA

Moeda norte-americana avançou 0,59%, a R$ 2,8852 na venda.
BC dos EUA sinalizou que taxas podem subir em meados deste ano.

Do G1, em São Paulo
Depois de passar a maior parte da manhã operando em baixa, o dólar mudou de direção e fechou em alta frente ao real nesta quinta-feira (26), batendo nova cotação máxima em mais de 10 anos.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,8852 para venda, em alta de 0,59%. Veja cotação. É a maior cotação desde setembro de 2004. Desde o início de janeiro, o dólar acumula alta de 8,51%.
A mudança de rumo veio depois de uma rodada de dados sobre os EUA sugerirem que o Federal Reserve pode começar a elevar a taxa de juros em meados deste ano, apesar de declarações cautelosas da chair do banco central norte-americano, Janet Yellen.
Apesar da queda dos preços ao consumidor dos EUA em janeiro e do resultado maior que o esperado dos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, as encomendas de bens duráveis avançaram no mês passado, recuperando-se após quatro meses de queda.
Dólar nos últimos meses
Maior cotação mensal em reais
 
 
"Na margem, eu diria que os dados mantêm o Fed em vias de elevar os juros entre junho e setembro", disse à Reuters o economista da 4Cast Pedro Tuesta.
Alguns operadores acreditavam que o dólar pode chegar a níveis relativamente equilibrados no curto prazo, enquanto investidores aguardam sinais que indiquem se o aperto fiscal promovido pelo governo está dando resultados.
"Nesses últimos dias, o dólar tem feito esses movimentos: busca níveis mais altos, depois volta. O mercado está dando um tempo antes de voltar a ficar tomador", disse à Reuters o operador da corretora Walpires José Carlos Amado, ressaltando, contudo, que a moeda norte-americana ainda tem "potencial" para se apreciar.
Programa cambial
O Banco Central deu continuidade às intervenções diárias no mercado de câmbio nesta manhã, ofertando até 2 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólar, com vencimentos em 1º de dezembro de 2015 e 1º de fevereiro de 2016.
O BC fez ainda mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 2 de março, que equivalem a 10,438 bilhões de dólares, com oferta de até 13 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 91% do lote total.
Na véspera, moeda norte-americana avançou 1,22%, a R$ 2,8681 na venda.
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