10/21/2014

Estação Cocal

Prefeitura de Cocal e Eletrobras iniciam trabalhos de instalação de rede de energia elétrica na zona urbana e rural do municipio

Desde o dia 10 de outubro, a prefeitura de Cocal em parceria com a Companhia de Energia Elétrica do Piauí (Eletrobras), iniciaram os trabalhos de implantação de postes para a instalação da rede de energia elétrica nos Conjunto João Cartomante, Bairro Alfa Dois e localidades da região do Carpina (zona rural de Cocal), beneficiando centenas de cocalenses.


A conquista da energia elétrica sempre foi um fator polêmico e reivindicado pelos moradores das respectivas comunidades. Agora, através de esforços por parte do prefeito Rubens Vieira, com o apoio da presidência do STTR-C (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Cocal), FETAG (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e representantes dos moradores da região do Carpina, a prefeitura de Cocal conseguiu firmar uma parceria com Eletrobras, no dia 12 de março (clique aqui e reveja), obtendo energia elétrica para quem precisa e dando mais conforto para estas famílias.

Conjunto João Cartomante
O projeto das 'casas populares' do Conjunto João Cartomante, localizado às margens da PI-213, que liga Cocal à Placa, é um fruto da antiga gestão que construiu vinte moradias a poucos metros do lixão municipal e as entregou aos respectivos proprietários no ano de 2010, com a estrutura inacabada, sem energia elétrica e água encanada. A atual administração municipal além de trazer energia elétrica ao conjunto, também está buscando parceria junto à Agespisa para trazer água encanada aos moradores.

Fonte: ASCOM | PMC

Estação Coca

Homem paralisado volta a andar após transplante de células do nariz

21/10/2014 • 15:07
Um homem paralisado conseguiu andar novamente após um tratamento inovador que envolveu o transplante de células de sua cavidade nasal para a medula espinhal.
Darek Fidyka voltou a andar após receber transplante de células olfativas.  (Foto: BBC)

Darek Fidyka, de 40 anos, ficou paralisado do peito para baixo após ser esfaqueado várias vezes em 2010. Agora, ele pode andar usando um andador. Ele também recuperou algumas funções da bexiga e intestino e funções sexuais.

Antes do tratamento, Fidyka estava paralisado havia quase dois anos e não mostrava nenhum sinal de recuperação, apesar de meses de fisioterapia intensiva. Ele disse que andar novamente foi "uma sensação incrível".

"Quando você não pode sentir quase metade do seu corpo, você é impotente, mas quando ele começa a voltar, é como se você tivesse nascido de novo".

O tratamento, inédito no mundo, foi realizado por cirurgiões poloneses em colaboração com cientistas em Londres. Detalhes da pesquisa foram divulgados na publicação científica Cell Transplantation.

O programa de TV Panorama, da BBC, teve acesso exclusivo ao projeto e passou um ano acompanhando a reabilitação do paciente.

O chefe de regeneração neural do Instituto de Neurologia da Universidade College, de Londres, liderou a equipe de pesquisadores. Ele disse que o resultado é "mais impressionante do que o homem andar na lua".

Como foi

O tratamento utilizou células especiais que fazem parte do sentido do olfato (OECs, na sigla em inglês). Elas agem como células de direção, que permitem que as fibras nervosas do sistema olfativo sejam continuamente renovadas.

Na primeira de duas operações, os cirurgiões removeram um dos bulbos olfativos do paciente e as células cresceram em cultura. Duas semanas depois, eles transplantaram as células para a medula espinhal, que tinha sido reduzida a uma pequena faixa de tecido, à direita.

Eles tinham apenas uma pequena porção de material para trabalhar - cerca de 500 mil células. Cerca de 100 microinjeções de células olfativas foram feitas acima e abaixo da lesão.

Quatro tiras finas de tecido nervoso foram tiradas do tornozelo do paciente e colocadas através de uma lacuna de 8mm no lado esquerdo da medula espinhal.

Os cientistas acreditam que as células olfativas forneceram uma direção, permitindo que as fibras acima e abaixo da lesão se reconectassem, usando os enxertos de nervos para preencher a lacuna na medula espinhal.

Fidyka mantém o programa de exercícios que já realizava antes do transplante - cinco horas por dia, cinco dias por semana. Ele notou pela primeira vez que o tratamento havia sido bem sucedido após cerca de três meses, quando sua coxa esquerda começou a desenvolver músculos.

Seis meses depois, ele foi capaz de tentar dar seus primeiros passos com a ajuda de barras paralelas, usando muletas e com o apoio de um fisioterapeuta. Dois anos após o tratamento, ele agora pode andar fora do centro de reabilitação utilizando um andador.

O neurocirurgião Pawel Tabakow, consultor no Hospital Universitário de Wroclaw, que liderou a equipe de pesquisa polonesa, disse: "É incrível ver como a regeneração da medula espinhal, algo que era considerado impossível por muitos anos, está se tornando uma realidade".

Fidyka ainda se cansa rapidamente ao caminhar, mas disse: "Eu acho que é realista que um dia irei me tornar independente".

"O que eu aprendi é que você nunca deve desistir, mas continuar lutando, porque alguma porta se abrirá na vida".

Um fator determinante para o sucesso do procedimento em Fidyka foi que os cientistas puderam usar céulas do bulbo olfatório do paciente. Isso significa que não havia perigo de rejeição, por isso não houve a necessidade de medicamentos imunossupressores usados em transplantes convencionais.

A maior parte da reparação de medula espinhal de Fidyka ocorreu no lado esquerdo, onde havia uma lacuna de 8mm. Desde então, ele recuperou massa muscular e movimento principalmente nesse lado.

Os cientistas acreditam que esta é uma evidência de que a recuperação se deve à regeneração, já que sinais do cérebro que controlam os músculos da perna esquerda viajam para baixo pelo lado esquerdo da medula espinhal.

Exames mostraram que a lacuna na medula espinhal fechou-se após o tratamento.

G1

Estação Cocal

Municípios piauienses participam de seminário de prevenção do ebola

21/10/2014 • 14:04
Da Redação do Portal AZ 

Após mais de 300 ocorrências da febre chikungunya e das suspeitas de vírus do ebola em algumas partes do país, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi) realizará um seminário na próxima quarta-feira (22), entre os municípios piauienses. 


O evento ocorrerá a partir das 8h, desta quarta-feira, no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Com o objetivo de atualizar as informações sobre febre chikungunya e o vírus ebola, o seminário irá discutir cuidados e disseminar as informações necessárias de prevenção aos gestores de saúde. 

"Este seminário é basicamente para passar informações aos secretários de saúde dos municípios para que eles reforcem o combate ao mosquito da dengue, que é o mesmo que transmite a chikungunya", afirma Telma Evangelista, Diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi.

Segundo o Mistério da Saúde, o número de casos de chikungunya aumentou nos estados do Amapá e da Bahia devido ao calor e as chuvas, fatores que favorecem a reprodução do mosquito transmissor da doença.

Outra preocupação do Ministério são os casos suspeitos do vírus ebola que chegam ao Brasil através dos portos das cidades litorâneas. Já a febre chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti e pelo Aedes albopictus.

“O momento é de redobrar os cuidados com as duas doenças. Estamos convocando o maior numero de cidades possíveis e assim encaminhar todos os cuidados que o Ministério da Saúde está nos repassando”, afirma Telma.

Estação Cocal

TCE ameaça ir à justiça para barrar indicações na Alep

21/10/2014 • 17:01
Da Redação do Portal AZ

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado decidiram após a reunião, que não irão declarar vacância do cargo antes que a aposentadoria de Anfrísio Lobão seja publicada. Caso os deputados passem por cima dessa determinação, e iniciem o processo de escolha para o novo conselheiro, o TCE irá levar o caso a justiça. 

“A declaração de vacância de cargo de qualquer membro do TCE-PI,conforme a Lei, só ocorre após a publicação do correspondente ato de aposentação, antecedido da regular análise e processamento do pedido”. Foi o que deliberou e decidiu, por unanimidade, o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI).



A reunião entre os conselheiros, realizada nesta terça-feira (21) entre os membros da Corte da Contas e integrantes do Ministério Público de Contas, teve como objetivo analisar qual a oportunidade de declaração de vacância do cargo de conselheiro deste Tribunal, em razão do pedido de aposentadoria voluntária do conselheiro Anfrísio Neto Lobão Castelo Branco protocolado, no último dia 10.

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) aprovou ainda, também por unanimidade, que uma impetração de medida judicial somente ocorrerá na hipótese da retirada de competência do TCE, pela Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, quanto a declaração de vacância de cargo de conselheiro

A competência de declarar a vacância do cargo para a composição da Corte de Contas é exclusiva do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, cuja autonomia é estabelecida pela Constituição Federal.

Segundo a presidente do TCE-PI, conselheira Waltânia Alvarenga (foto), à exemplo do que acontece em todos os demais processos de aposentadoria, neste caso, serão seguidos todos os os trâmites previstos pela Lei Orgânica, Regimento Interno do TCE e Constituição Federal. Só após o cumprimento dos ritos processuais exigidos pela Legislação vigente será publicado o ato de aposentadoria que gera, automaticamente, a vacância da vaga. “Tudo será feito de acordo com o devido processo legal, sem necessidade de açodamento”, explica a presidente.

Matéria relacionada
Escolha de conselheiro não poderá ser burlada, diz TCE

Estação Cocal

Caminhada em apoio à candidatura de Dilma é realizada em Teresina

A concentração se deu em frente à Igreja da Nossa Senhora de Fátima, no bairro de Fátima, e seguiu até a Universidade Federal do Piauí, onde todos foram recepcionados pelo Reitor Arimatéia Dantas.

BERNARDO MARÇAL, DO GP1
Atualizada em 21/10/2014 - 20h49
Na tarde desta terça-feira (21), uma grande caminhada foi organizada por movimentos estudantis em apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República. O evento, que teve como principal organizador o estudante Sergio Henrique, contou com a participação de inúmeras autoridades da política piauiense.
Imagem: Bernardo Marçal/ GP1Caminha em apoio à Dilma(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)Caminha em apoio à Dilma

A concentração aconteceu em frente à Igreja da Nossa Senhora de Fátima, no bairro de Fátima, e seguiu até a Universidade Federal do Piauí, onde todos foram recepcionados pelo Reitor Arimatéia Dantas.
Imagem: Bernardo Marçal/ GP1Caminha em apoio à Dilma(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)Caminha em apoio à candidatura de Dilma

O estudante Sérgio Henrique disse que a finalidade do evento é chamar a atenção da sociedade para os dois projetos que são oferecidos hoje pelos candidatos. “Queremos chamar a atenção da sociedade para os dois projetos, principalmente no que diz respeito à educação. O projeto do PSDB representou o sucateamento das universidades, enquanto que os governos do PT representaram mais avanços na educação, mas assistência estudantil, mais professores, e volumes de recursos”, disse o estudante.
Imagem: Bernardo Marçal/ GP1Sérgio Henrique(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)Sérgio Henrique

Estiveram presentes no evento, o senador eleito Elmano Férrer (PTB), o deputado estadual Fábio Novo (PT), o deputado estadual eleito Francisco Lima (PT), Assis Carvalho (PT), o vereador Dudu (PT), e ainda o Senador e governador eleito do estado Wellington Dias (PT).
Imagem: Bernardo Marçal/ GP1R. Silva e Dudu(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)R. Silva e Dudu

O deputado Fábio Novo, destacou que esse tipo de movimento em favor da candidatura da presidente Dilma, é algo crescente no Piauí. E que se percebe uma manifestação do povo em favor da presidente Dilma, inclusive dos estudantes que compõem esses movimentos de hoje.
Imagem: Bernardo Marçal/ GP1Caminha em apoio à Dilma(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)Caminha em apoio à candidatura de Dilma

“É um movimento crescente esse em favor da candidatura da presidente Dilma, e isso hoje se dá por termos uma universidade que começou a ser reestruturada a partir do governo da presidente Dilma, com a ampliação de universidade e inauguração de novos cursos. Por isso percebemos uma manifestação de apoio do povo a nossa presidente”, destacou o deputado.
Imagem: Bernardo Marçal/ GP1Fábio Novo(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)Fábio Novo

Imagem: Bernardo Marçal/ GP1Caminha em apoio à Dilma(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)Caminha em apoio à candidatura de Dilma

Imagem: Bernardo Marçal/ GP1Caminha em apoio à Dilma(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)Caminha em apoio à candidatura de Dilma

Imagem: Bernardo Marçal/ GP1Caminha em apoio à Dilma(Imagem:Bernardo Marçal/ GP1)Caminha em apoio à candidatura de Dilma

10/17/2014

Estação Cocal

O Estado de São Paulo diz que operador da corrupção na Petrobras é ligado a Ciro Nogueira

Imagem: DivulgaçãoCiro Nogueira e  Eduardo da Fonte(Imagem:Divulgação)Ciro Nogueira e Eduardo da Fonte
O Jornal O Estado de São Paulo, um dos mais respeitados do país, publicou matéria sobre levantamento realizado em torno da corrupção na Petrobras, especialmente sobre a operação que teria viabilizado propina de R$ 10 milhões para o falecido senador Sérgio Guerra, então presidente do PSDB, barrar uma CPI em 2010. Nesta operação, o jornal diz que Guerra foi a Paulo Roberto Costa, o diretor que fez delação premiada, levado pelo deputado federal de Pernambuco Eduardo da Fonte, homem ligado ao senador piauiense Ciro Nogueira.

Eis a íntegra da reportagem:
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010.

Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.

Imagem: EstadãoSérgio Guerra(Imagem:Estadão)Sérgio Guerra
A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef.

A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho.

Segundo o delator, o dinheiro foi pago pela Construtora Queiroz Galvão, citada no caso de superfaturamento e desvios da Abreu e Lima. A obra foi iniciada em 2008, está inconclusa e com superfaturamento comprovado, segundo o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal.

A Queiroz Galvão faz parte do Consórcio C II Ipojuca Interligações, contratado por R$ 2,7 bilhões para uma etapa da Abreu e Lima.

É a primeira vez que um nome do PSDB aparece no escândalo de corrupção na Petrobrás. Parlamentares do PT, do PMDB e do PP também foram citados por Costa.
Imagem: Denise Ferreira Neto/EstadãoEx-diretor da Petrobrás, após prestar depoimento na Justiça Federal do Paraná(Imagem:Denise Ferreira Neto/Estadão)Ex-diretor da Petrobrás, após prestar depoimento na Justiça Federal do Paraná
Segundo ação penal da Lava Jato, que tramita na Justiça Federal, em Curitiba, os três partidos da base do governo Dilma Rousseff (PT) cotizaram as diretorias da Petrobrás entre 2004 e 2014 para cobrar propina de até 3% sobre os grandes contratos.

O dinheiro era desviado por contratos superfaturados, notas frias e contas no exterior e abastecia o caixa 2 dos partidos.

Quem operava as lavanderias para o esquema eram o doleiro Alberto Youssef (no caso do PP), o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (para os petistas) e Fernando Soares (para o PMDB). O doleiro já confessou o esquema e os outros dois negam envolvimento.

O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador”.

Guerra teria sugerido a ele que “tivesse uma conversa” com Armando Ramos Tripodi, que ocupava o cargo de chefe de gabinete do então presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli.

Atualmente Tripodi ocupa a gerência executiva de Responsabilidade Social da estatal. Fonte é deputado reeleito e aliado do PSB. Ele é diretamente ligado a Paulo Roberto Costa e foi assessor do ex-senador Severino Cavalcanti (PP-PE). Fonte é próximo do senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP.

O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.

A CPI – primeira tentativa de investigar a Petrobrás, agora alvo da CPMI – foi encerrada no dia 17 de dezembro de 2009, com o relatório final do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sem conclusões concretas.

Comando

Costa, na época da suposta extorsão, era diretor de Abastecimento da Petrobrás e presidente do Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima. Sob seu comando, o conselho aprovou R$ 201 milhões em oito aditivos contratuais para empresas investigadas na Operação Lava Jato.

Uma das beneficiadas foi a Queiroz Galvão, por meio do Consórcio C II Ipojuca Interligações, que recebeu R$ 200 milhões em uma antecipação de pagamento.

O ex-diretor, que fez delação premiada perante a força tarefa do Ministério Público Federal e agora cumpre prisão em regime domiciliar.

Depoimentos

Costa foi preso dia 20 de março, três dias depois que a Polícia Federal deflagrou a Lava Jato.
Acuado, na iminência de pegar uma condenação superior a 50 anos de prisão – ele é réu em duas ações penais, uma por ocultação de documentos, outra por corrupção e lavagem de dinheiro da Petrobrás –, o ex-diretor decidiu fazer a delação em agosto. Em uma série de depoimentos a um grupo de seis procuradores da República, ele citou pelo menos 32 parlamentares, entre deputados e senadores, que teriam recebido propinas.

Com a palavra, a defesa

O PSDB divulgou nota defendendo que o caso seja investigado. “O PSDB defende que todas as denúncias sejam investigadas com o mesmo rigor, independente da filiação partidária dos envolvidos e dos cargos que ocupam.”

O candidato à Presidência Aécio Neves, atual presidente nacional do partido, falou também em investigações e atacou a presidente Dilma Rousseff no debate do SBT. “Seu discurso não condiz com a prática do seu governo, que impediu a CPI de ser instalada desde o início. E vocês tentaram fraudar com respostas feitas para todas as perguntas.

Onde que estavam essas denúncias há 12 anos? E por que não tomaram nenhuma medida?”, respondeu ao ser questionado sobre o caso.

A construtora Queiroz Galvão nega propina e diz, via assessoria, que só repassa dinheiro a políticos por meio de “doações rigorosamente dentro da lei”. O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) não foi encontrado.

A Petrobrás foi procurada, mas informou não ter tempo hábil para responder aos pedidos.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que a oposição fez um relatório paralelo com 18 representações ao procurador-geral da República sobre irregularidades na Petrobrás, em 2009, após concluir que o governo não deixaria a CPI fazer investigações.

Dias era um dos três oposicionistas que integravam a CPI, composta por 11 membros. Os outros dois foram ACM Jr. (DEM-BA) e o próprio Sérgio Guerra (PSDB-PE). “Cobrei por anos seguidos a instauração dos inquéritos. Agora, acusam uma pessoa morta de ter recebido propina. Coisa esquisita, porque ele não pode ser defender.

Estação Cocal


Procurador abre inquérito para investigar faculdade Faete

De acordo com o procurador, se confirmada, a irregularidade pode ser considerada como sonegação de direitos trabalhistas assegurados em lei.

LUANA FURTADO, DO GP1
Atualizada em 17/10/2014 - 15h21
A Faculdade Faete - Fundação Educacional da Associação Comercial Piauiense - é alvo de investigação em inquérito civil aberto pelo procurador do Trabalho, José Wellington de Carvalho Soares, na última quinta-feira (16).

De acordo com a portaria de instauração da investigação, a faculdade estaria se recusando a receber atestado médico apresentado por empregados para justificar faltas ao serviço.

De acordo com o procurador, a legislação admite determinadas situações em que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, como no caso de doença devidamente comprovada por atestado médico; e que, se confirmada a representação formulada ao Ministério Público do Trabalho, a irregularidade pode ser considerada como sonegação de direitos trabalhistas assegurados em lei.

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