Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens

4/22/2019

Ciro Nogueira recebeu propina da Odebrecht guardada em ‘bunker’





Serviu como “bunker” para armazenar notas de dinheiro obtidas por doleiros com lojistas chineses da região da 25 de Março para a Odebrecht pagar propina e caixa 2 a políticos e agentes públicos na capital paulista uma sala comercial no terceiro andar de um prédio na Avenida Faria Lima, principal corredor financeiro de São Paulo, informou o Estadão.
Segundo reportagem do Estadão, entre os que receberam propina, está o assessor do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, Lourival Ferreira Nery Júnior. O nome dele aparece na planilha ao lado de cifras que chegam a R$ 6 milhões e os codinomes “Piqui” e “Aquário 2”, vinculados ao senador, 11 vezes.
O local dos pagamentos foi um apartamento usado pelo filho de Lourival em Perdizes, zona oeste da capital. À PF, dois ex-motoristas da Transnacional reconheceram o prédio como um dos locais da entrega, revelou o Estadão.
A Planilha da transportadora de valores Transnacional, usada pela empreiteira no esquema, mostra que R$ 15,5 milhões foram coletados no endereço e levados até a sede da empresa, na Vila Jaguara, em 37 viagens feitas entre setembro de 2014 e maio de 2015, sendo que nos dias seguintes às retiradas de dinheiro, os valores eram entregues por policiais militares à paisana aos intermediários dos políticos em residências, escritórios e quartos de hotéis.
Foto: Estadão
O Estado revelou neste domingo (21), que a mesma planilha indica que ao menos 187 entregas de dinheiro programadas pela Odebrecht foram efetivadas pela Transnacional. Os pagamentos, cujas datas, valores e senhas coincidem com as que aparecem nas planilhas do doleiro Álvaro José Novis e da própria empreiteira, estão relacionados a 57 codinomes criados pelos ex-executivos da empresa para ocultar a identidade do beneficiário final da propina. O documento obtido pela reportagem está sob sigilo por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Conforme a reportagem, na planilha, as retiradas de dinheiro no “bunker” da Faria Lima, cujos valores variavam de R$ 120 mil a R$ 1,2 milhão, eram feitas com uma pessoa chamada Walter. Investigações feitas pelo Ministério Público Federal do Rio descobriram que a sala comercial havia sido alugada pelos doleiros Cláudio Fernando Barboza, conhecido como “Tony”, e Vinícius Claret, o “Juca Bala”, presos em 2017 pela Lava Jato acusados de atuarem no esquema de lavagem de dinheiro do ex-governador Sérgio Cabral (MDB).
A dupla relatou ao MPF, após firmar acordo de delação premiada, que alugou o espaço para armazenar o dinheiro que o doleiro chinês Wu Yu Sheng arrecadava com comerciantes da região da 25 de Março, maior centro de compras de São Paulo, para alimentar o esquema da Odebrecht ou para repatriação ilícita de dólares acumulados no exterior por outros clientes.
O chinês, que se mudou para Miami (EUA) após a deflagração da Lava Jato e ainda está foragido, foi apresentado pelos próprios executivos da Odebrecht à dupla de doleiros em 2010, em Montevidéu, no Uruguai, pela facilidade em conseguir dinheiro em espécie, informa o Estadão.
Segundo a reportagem, na prática, Sheng vendia para a empreiteira os reais arrecadados em espécie na 25 de Março e recebia o pagamento em dólares em contas bancárias em Hong Kong, por meio de transações feitas por offshores e nas planilhas da Odebrecht ele era identificado com o codinome “Dragão”.
Já Tony e Juca Bala, tinham reconhecida estrutura logística de armazenamento e distribuição de dinheiro no Brasil. Segundo eles, a parceria com o chinês teve início em agosto de 2010 e movimentou cerca de US$ 210 milhões até 2016.
O Estadão revela ainda que as entregas do dinheiro arrecadado com os lojistas eram feitas por três funcionários de Sheng no “bunker” da Faria Lima e chegavam a R$ 1 milhão por dia no auge dos pagamentos de propina. Os valores eram recebidos por um funcionário dos doleiros chamado Walter Mesquita, o mesmo que depois entregava o dinheiro para a Transnacional.

Hotéis

No depoimento ao Ministério Público, Mesquita disse que no início Sheng pedia que os recursos fossem recolhidos diretamente pela transportadora em um “bunker” mantido por ele na Rua Barata Ribeiro, região central, mas que, após sofrer um assalto, o chinês parou de ter endereço fixo e passou a fazer entregas em hotéis ou salas alugadas pelos doleiros, informou o Estadão.
O nome Walter, na planilha da Transnacional, aparece ainda ao lado de outros seis endereços de hotéis e flats nos bairros Itaim-Bibi e Jardins onde a transportadora recolheu mais R$ 8,9 milhões do esquema operado pelos doleiros Tony, Juca Bala e Sheng para a Odebrecht. O documento da transportadora mostra também outros endereços de coleta de dinheiro com nomes diferentes de entregadores.
Com informações do Estadão


2/06/2019

PGR analisa inquérito sobre senador Flávio Bolsonaro, do PSL




Foto: Revista Forum
A Procuradoria-Geral da República está analisando inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro, do PSL, por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As investigações apuram negociações de imóveis e podem ser devolvidas para a primeira instância.
A investigação da Polícia Federal é sobre indícios de irregularidades criminais e eleitorais envolvendo o ex-deputado estadual e hoje senador, Flávio Bolsonaro, do PSL. A informação foi publicada nesta quarta-feira (6) pelo jornal “O Globo”. A TV Globo teve acesso aos documentos da investigação.
Ao analisar o inquérito, o subprocurador-geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho diz que Flávio Bolsonaro teria tido aumento exponencial de seu patrimônio por meio de negociações-relâmpago de imóveis. Além de ter declarado à Justiça Eleitoral imóvel cujo valor seria consideravelmente maior que o declarado, havendo indícios do crime de falsidade ideológica eleitoral.
Nesta quarta-feira (6), Flávio Bolsonaro foi eleito para o cargo de terceiro secretário na mesa diretora do Senado. Antes da sessão do plenário, ele foi questionado sobre a investigação.
“Já foi arquivada em âmbito estadual e vai ser arquivada em âmbito federal também, não tenho a menor dúvida. Não tem nada de novo nisso. Patrimônio é totalmente compatível, sem problema nenhum”, disse.
O Ministério Público do Rio de Janeiro realmente arquivou. Na Procuradoria Regional Eleitoral, o arquivamento foi questionado. Em abril de 2018, o sub-procurador-geral da República, Juliano Baiocchi, reverteu a decisão alegando que “o arquivamento feito nesse estágio se afigura inadequado, realizou-se sem que nenhuma diligência tenha realizada a fim de confirmar os termos da denúncia quanto ao crime de falsidade ideológica eleitoral”.
Após essa decisão, a investigação prosseguiu. A última medida foi tomada pelo procurador regional eleitoral, Sidney Pessoa Madruga, que mandou remeter os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR), por causa do foro por prerrogativa de função de Flávio Bolsonaro, eleito senador em 2018.
A procuradoria agora vai decidir se a investigação vai ser remetida ao Supremo Tribunal Federal ou à primeira instância da Justiça. A tendência é que o caso de Flávio Bolsonaro vá para a primeira instância porque as suspeitas são anteriores ao mandato de senador. A interpretação do STF é que, casos que não ocorreram durante o mandato atual, não devem ser julgados pelo tribunal.
O Jornal Nacional não tive retorno da assessoria do senador Flávio Bolsonaro para comentar o andamento do inquérito depois de ter sido desarquivado.
O Jornal Nacional tem novas informações sobre a investigação contra o senador Flávio Bolsonaro, do PSL, por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Na noite desta quarta-feira (6), a Procuradoria-Geral da República determinou o retorno dos autos para a Procuradoria-Geral Eleitoral do Rio de Janeiro, por entender que se trata de fatos anteriores ao atual mandato dele.



2/07/2017

Estação Cocal

Ministério Público da Colômbia diz que propina da Odebrecht teria financiado reeleição de presidente Santos

Ex-senador teria destinado dinheiro de propina à campanha de Juan Manuel Santos em 2014.

O presidente da Colômbia Juan Manuel Santos em imagem de arquivo (Foto: REUTERS/Ruben Sprich)O presidente da Colômbia Juan Manuel Santos em imagem de arquivo (Foto: REUTERS/Ruben Sprich)
O presidente da Colômbia Juan Manuel Santos em imagem de arquivo (Foto: REUTERS/Ruben Sprich)
O Ministério Público da Colômbia informou nesta terça-feira (7) que parte de uma propina que a empreiteira Odebrecht pagou a um ex-senador colombiano "teria sido" destinada à campanha de reeleição do presidente Juan Manuel Santos em 2014.
O ex-congressista Otto Bula, acusado de favorecer a Odebrecht na adição do contrato de uma obra pública, "realizou durante o ano de 2014 duas remessas para a Colômbia (...) na soma total de um milhão de dólares, cujo beneficiário final teria sido a gerência da campanha 'Santos Presidente - 2014'", disse o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, em coletiva de imprensa.
Segundo a acusação, o ex-congressista foi contratado pela empreiteira brasileira para favorecer a adição do contrato da Rola do Sol setor 2, um trecho viário de mais de 500 km que liga o centro do país ao Caribe, cuja execução começou no mandato de Álvaro Uribe (2002-2010).
Bula foi suplente entre 1998-2002 e 2002-2006 de Mario Uribe, primo do ex-presidente Uribe e preso por vínculos como paramilitares.
Do milhão de dólares que supostamente foi enviado para a campanha de Santos, eleito em 2010 para um mandato de quatro anos e reeleito em 2014, "teria sido descontada uma comissão de 10% em favor de terceiros já identificados pelo Ministério Público", acrescentou Martínez.
A Odebrecht carrega uma dívida cada vez maior desde que seu envolvimento nos crimes apurados na operação Lava Jato veio à tona. Em dezembro, o grupo brasileiro reconheceu a prática de suborno na América Latina. Na Colômbia, a empresa admitiu ter pago mais de US$ 11 milhões em propina entre 2009 e 2014.
O ex-senador Otto Bula foi detido no dia 14 de janeiro pela suspeita de receber propina da Odebrecht, a segunda a acontecer na Colômbia por corrupção em contratos com a empreiteira brasileira. O ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales, que exerceu o cargo durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe, foi detido dois dias antes.
Morales é suspeito de facilitar o acesso da empreiteira brasileira à construção do setor 2 da Estrada do Sol, um trajeto de mais de 500 km que liga o centro do país à Costa do Atlântico e ao Caribe. O contrato foi firmado em janeiro de 2010, durante o governo Uribe, e segue em execução.

Partido de Uribe investigado

A Justiça também anunciou nesta terça-feira que investiga o pedido do Centro Democrático, o partido chefiado por Uribe, sobre o financiamento da campanha de seu candidato nas eleições presidenciais de 2014, Óscar Iván Zuluaga.
Zuluaga, derrotado por Santos nas eleições, é apontado por ter recebido aportes econômicos da empreiteira para a sua campanha.
Odebrecht teve três convênios com o Estado colombiano, informou o governo em dezembro.
O primeiro deles foi em 2009 para a Rota do Sol setor 2, razão pela qual o ex-vice-ministro dos Transportes, Gabriel García, se disse culpado de receber 6,5 milhões de dólares para garantir que a Odebrecht fosse a empresa habilitada.
Além disso, houve outros dois projetos, ambos no governo Santos: a estrada Puerto Boyacá - Chiquinquirá (centro), adjudicada em abril de 2012, e outro para dar navegabilidade ao rio Magdalena, o afluente mais importante do país, licitado em agosto de 2014.

Propina em 12 países

Em acordo de leniência firmado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, derivado das investigações da Lava Jato, a Odebrecht admitiu ter pago em propina US$ 788 milhões entre 2001 e 2016 e a Braskem, US$ 250 milhões entre 2006 e 2014, a funcionários do governo, representantes desses funcionários e partidos políticos do Brasil e de outros 11 países. Para o órgão dos EUA, é o "maior caso de suborno internacional na história".
A construtora brasileira pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

5/24/2016

Estação Cocal

PF cumpre 12 mandados em ação contra crimes previdenciários no MA

Prejuízos causados por esquema fraudulento chegam a R$ 1,65 milhão.
Entre mandados, um é de prisão preventiva e quatro de condução coercitiva.


A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (24) em São Luís (MA) 12 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e sete de busca e apreensão dentro da Operação Casa Cheia, que apura esquema com prejuízos de aproximadamente R$ 1,65 milhão contra a Previdência Social.
Entre os mandados, consta também a previsão de arresto de bens imóveis e de veículos no nome dos investigados, além da determinação para que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspenda ou bloqueie o pagamento de 43 benefícios de amparo social ao idoso e realize auditoria em outros 27 benefícios dessa mesma espécie.
A Operação Casa Cheia teve investigações iniciadas em 2015, que levaram à identificação de um esquema criminoso com atuação desde 2011, responsável pela concessão de benefícios de amparo social ao idoso fraudulentos, segundo a Polícia Federal. Os titulares eram pessoas fictícias, criadas virtualmente através da falsificação de documentos públicos.
O esquema criminoso tinha participação de pelo menos três servidores do INSS e de intermediários. Eles serão proibidos de frequentar o local de trabalho e afastados das funções públicas pelo prazo de 90 dias.
A operação realizada pela Força-Tarefa Previdenciária – formada pelo Departamento de Polícia Federal, Ministério do Trabalho e Previdência Social e Ministério Público Federal – foi batizada ‘Casa Cheia’ por causa dos titulares de 42 benefícios identificados supostamente residirem em apenas duas residências, levando-se em conta o endereço cadastrado nos benefícios.

1/05/2016

Estação Cocal

  • TEMER REPASSOU DINHEIRO DO LIBRA A OUTROS 4 DEPUTADO
  • DARCÍSIO PERONDI, HERMES PARCIANELLO, JOÃO ARRUDA E ÉDIO LOPES
GRANA DO GRUPO LIBRA FOI REPASSADA POR MEIO DE TRANSFERÊNCIAS DA CONTA DE CAMPANHA DO VICE-PRESIDENTE MICHEL TEMER (FOTO: LULA MARQUES/AG. PT)

  • Além de Elcione Barbalho (PA), outros quatro deputados do PMDB eleitos ou reeleitos em 2014 receberam dinheiro do Grupo Libra por meio de transferências da conta de campanha do vice-presidente Michel Temer. Entre eles, está um dos principais defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff na legenda: o deputado gaúcho Darcísio Perondi. Já outros dois parlamentares são abertamente contra o impeachment. São os paranaenses Hermes Parcianello e João Arruda. Por fim, há Édio Lopes (PMDB-RR) e a própria Elcione, que ainda não se posicionaram abertamente contra ou a favor do impedimento da presidente.Perondi foi um dos principais articuladores da deposição do líder da bancada peemedebista na Câmara no começo do mês passado, Leonardo Picciani (PDMB-RJ), que apoia a permanência de Dilma na Presidência. O gaúcho já se pronunciou diversas vezes como favorável à saída da presidente, afirmando que a petista cometeu “crime” e que “impeachment não é golpe”. Quando Temer divulgou carta em que listava diversas críticas a Dilma, Perondi disse que a missiva era um sinal de “rompimento” e que “Michel está preparado para assumir (o cargo de presidente)”.Do outro lado do balcão estão Arruda e Parcianello. Ambos haviam sido escolhidos por Picciani para compor a comissão que iria analisar o pedido de impeachment na Câmara, antes de o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abrir a votação para uma chapa alternativa. O primeiro é o líder da bancada paranaense no Congresso e já falou abertamente em várias ocasiões ser contra o afastamento de Dilma. Segundo Arruda, faltou a oposição “combinar com os russos” para conseguir votos suficientes entre os parlamentares para aprovar o pedido de impeachment.
  • Já Édio e Elcione mantêm mais discrição pública sobre seu posicionamento. A mãe do atual ministro dos Portos, Helder Barbalho, foi uma das deputadas que votaram pela retirada de Picciani da liderança do PMDB em meio à polêmica sobre a composição da comissão que analisaria o impeachment. Esse movimento foi visto como um sinal de fortalecimento da ala oposicionista da sigla. Entretanto, Elcione também assinou o pedido que reconduziu o deputado carioca à liderança poucos dias depois. (AE)
  • MICHEL TEMER GRUPO LIBRA ELCIONE BARBALHO DARCÍSIO PERONDI HERMES PARCIANELLOJOÃO ARRUDA ÉDIO LOPES CAMPANHA ELEITORAL IMPEACHMENT DILMA ROUSSEFF


11/25/2015

Estação Cocal

Ex-prefeito de Barras é condenado por compra de votos e de apoio político


Da Redação do Portal AZ


Francisco Marques da Silva, popularmente conhecido como Chico Marques, ex-prefeito de Barras, foi condenado por quatro crimes de corrupção eleitoral, em continuidade delitiva. 


A Promotoria de Justiça Eleitoral de Barras provou que o ex-gestor ofereceu vantagens (dinheiro e permanência ou ingresso no serviço público) em troca de votos e apoio político, nas eleições municipais do ano de 2010.

O Juiz da 06ª Zona Eleitoral converteu a pena privativa de liberdade aplicada em duas penalidades restritivas de direitos, consistentes na prestação de serviços à comunidade, e em prestação pecuniária no valor de dez salários mínimos, destinada à aquisição de livros para uso na rede pública de ensino de Barras. 

Após o trânsito em julgado da sentença condenatória, os direitos políticos do condenando serão suspensos, desta forma ele não poderá votar, nem ser votado
.

4/29/2015

Estação Cocal

Dilma diz que corrupção no Brasil tem a mesma idade que a escravidão



 postado em 29/04/2015 21:31
Brasília, 29 - Uma semana depois de a PetrobrAs divulgar balanço em que estimou em R$ 6,2 bilhões as perdas com corrupção, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 29, que a “confusão” entre o que é público e o que é privado “tem a mesma idade que a escravidão”. O comentário foi feito em discurso durante o 3º Festival Rural da Juventude Rural, em Brasília.

“A confusão entre o que é bem individual e o que é bem público decorre de uma coisa chamada patrimonialismo, que era típico da oligarquia rural brasileira, que achava que o Brasil como nação era só dela. Porque uma parte da população era escrava e não tinha direito nenhum”, afirmou Dilma.

“Essa confusão é uma confusão ética, é uma confusão política, é uma confusão que não constrói a nossa nacionalidade. Daí a importância da gente ter claro que a visão do público é algo essencial, nós temos de respeitar o que é o bem público, temos de ser capazes de prestar contas sobre esse bem público e, sobretudo, temos, como governo, de ser capazes de defendê-lo.

No dia 16 de março, a presidente disse que “a corrupção é uma senhora idosa”, em resposta ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que havia declarado que a “a corrupção no Brasil não está no Poder Legislativo, está no poder Executivo”.

Durante o evento da Contag, Dilma voltou a dizer que o seu governo “impediu que houvesse engavetadores, deu autonomia à ação da Polícia Federal e respeitou a independência do Ministério Público”.

3/17/2015

Estação Cocal

17/03/2015

Operador de grupo que fraudava financiamento é preso no RJ

Suspeito faria parte de esquema que fraudou financiamento de imóveis.
Segundo PF, ele contou com ajuda de funcionários públicos.

Gabriel BarreiraDo G1 Rio
A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (17) em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio, um homem apontado como operador do esquema responsável por fraudar o financiamento de mais de 100 imóveis no estado entre os anos de 2012 e 2013. A fraude contava com a ajuda de funcionários públicos, inclusive da Caixa Econômica Federal (CEF).
O suspeito não teve o nome divulgado, mas durante mandado de busca e apreensão em sua residência foi encontrada uma arma sem registro.
Todos os imóveis financiados eram do Rio, principalmente na Região dos Lagos. Ainda assim, há mandados de busca e apreensão para São Paulo e Minas Gerais, onde pessoas físicas e empresas são suspeitas de participar na avaliação das residências. Os imóveis tinham sobrepreço ou até mesmo inexistiam. Há ainda o caso de compradores que só existiam no papel, após a fraude de documentos de identificação. Os prejuízos são estimados em R$ 100 milhões.
Segundo a Polícia Federal, em alguns casos o envolvimento reunia vendedor, operador e comprador do imóvel. Em outros, o vendedor não sabia do esquema — mesmo o valor da venda de imóvel sendo depositado diretamente na sua conta. Em todos, porém, empresas lucravam com a comissão da venda e o valor era repartido entre os funcionários da Caixa que participavam do esquema e com os demais operadores.
Ao menos um deles já sinalizou o interesse de participar de um sistema de colaboração premiada para ter sua pena reduzida, caso seja condenado. De acordo com a CEF, alguns dos funcionários envolvidos já foram afastados dos seus cargos. Em suas contas, valores considerados ilícitos pela PF teriam sido depositados.
Crimes
Os suspeitos podem responder por associação criminosa, falsificação de selo ou sinais públicos, falsificação de documentos públicos, estelionato, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de capitais.
A Caixa Econômica Federal informou que a operação Dolos, deflagrada nesta terça-feira, foi identificada pelo banco por meio de mecanismos de controle interno. A Caixa encaminhou notícia-crime à Policia Federal, para apuração da ação criminosa.