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5/27/2019

Ciro diz que a esquerda precisa tratar Bolsonaro com cuidado e respeito


Em passagem pelo Recife, Ciro Gomes (PTB) declarou hoje que a esquerda precisa tratar com humildade os protestos realizados por milhares de pessoas em todos os Estados e Distrito Federal neste domingo (26) à favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“Essa gente é suficiente para mostrar que nós precisamos tratar esse fenômeno com mais sofisticação, cuidado e respeito do que supõe um certo pensamento esquerdista pouco reflexivo.”

Ciro afirmou ainda que não visitaria Lula na prisão se o petista pedisse, informa a Folha. O ex-presidenciável, cujo presidente, Carlos Lupi, visitou o petista na cadeia na semana passada– foi questionado sobre uma eventual “mágoa” dele com Lula, que tramou seu isolamento político na eleição de 2018.
“Que mágoa, amigo? Eu faço política. Ele [Lula] que pediu ao Lupi para ir. Não pediu a mim para ir, não –embora, se pedir, eu não vou mais”, disse Ciro, durante participação em um debate na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco).


Fonte: Carta Piauí

5/09/2019

PP de Ciro Nogueira pressiona Bolsonaro por cargos em Ministérios


Depois do acordo entre governo e Congresso para recriação dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, a escolha do nome do novo ministro divide o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o PP, partido que lidera o bloco da maioria na Câmara, informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews.

O jornalista Camarotti informa que, após conversar com líderes de vários partidos do chamado "centrão", o presidente da Câmara vem trabalhando pela indicação do atual secretário de Transportes de São Paulo, Alexandre Baldy, para o ministério das Cidades. Baldy já ocupou a pasta durante governo Temer, também por indicação de Maia.

O presidente da Câmara articulou o nome de Baldy diante da sinalização que recebeu de líderes do governo de que o Planalto está disposto a ceder o espaço a uma indicação vinda do Congresso, como uma sinalização de aproximação, uma espécie de afago nos parlamentares, já de olho na reforma da Previdência.

O acordo costurado nos bastidores foi o seguinte: o governo recriaria os dois ministérios em substituição ao do Desenvolvimento Regional. Em troca, o Congresso manteria o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sob o comando do Ministério da Justiça, de Sérgio Moro.

Só que, mesmo depois do governo ceder, o que se viu na comissão que discute a reforma administrativa da Esplanada dos Ministérios foi a obstrução liderada pelo deputado Artur Lira. O líder do PP está irritado com o desgaste que o partido pode sofrer por uma indicação que não considera partidária.

"O problema é que Baldy é indicado por Maia, mas ao mesmo tempo é do PP. Quer dizer, o desgaste todo vai para o partido e não para Maia quando falarem que o 'Centrão' votou a Previdência depois de ganhar espaço no governo", disse um deputado.
*Com informações do G1


Ciro Nogueira votou para retirar Coaf de Sérgio Moro no Congresso Nacional

Nesta quinta-feira 9, a comissão mista que analisa a reforma administrativa proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu por catorze votos a favor e onze contra retirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da alçada do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O senador pelo Piauí Ciro Nogueira é um dos parlamentares que votaram a favor da retirada do Coaf do controle de Sérgio Moro. O tema ainda precisa ser votado nos plenários da Câmara e do Senado.
A decisão da comissão especial é uma derrota para Moro, que passou os últimos dias em reuniões com diversos deputados para buscar a manutenção do Coaf em sua pasta. Também foi uma derrota para Bolsonaro, que, ao assumir, transferiu o Coaf do Ministério da Economia para o da Justiça.

Fonte: Feitosa Costa

4/25/2019

Ciro Nogueira gasta R$ 8,1 mil com combustível em apenas dois dias


O senador piauiense Ciro Nogueira (Progressistas) gastou R$ 8,1 mil em apenas dois dias com combustível de aviação, utilizando recursos de cota parlamentar. Os gastos referentes ao dias 28 e 29 do mês de março de 2019 estão disponíveis no Portal da Transparência do Senado Federal.
Dados disponíveis no site do Senado Federal sobre Ciro Nogueira.

 Ciro pagou R$ 1.950 à empresa JW Saraiva, que fica no bairro Aeroporto, na zona Norte de Teresina, e R$ 6.178,13 à Petrobras, que fica no Centro do Rio de Janeiro, de acordo com o sistema da Receita Federal.
Em fevereiro deste ano, o senador já gastou R$ 6.774 com combustível. Em janeiro, foram duas contas: uma de R$ 252 e outra de R$ 2.700. No total, Ciro Nogueira teve despesa de R$ 17,8 mil somente com essa finalidade, no ano de 2019.
O Viagora já relatou que o parlamentar foi líder em despesas com locomoção em 2017 e o que mais gastou com aluguel de jatinhos nesse mesmo ano. Também mostramos que, somente em julho de 2018, Ciro gastou R$ 88,3 mil com combustível, sendo R$ 24,5 mil em um único dia.


Fonte: Viagora

4/22/2019

Rosa Weber prorroga prazo de inquérito contra Ciro Nogueira




Senador Ciro Nogueira é alvo de inquérito no STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, relatora de inquérito contra o senador Ciro Nogueira que apura supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, deferiu prorrogação de prazo para conclusão das diligências investigativas. Em decisão do dia 08 de abril de 2019, ela atendeu à solicitação do delegado federal Rodrigo Borges Correia.
A Procuradora-Geral da República concordou com a dilação do prazo para encerramento do inquérito, possibilitando a realização das diligências. Rosa Weber considerou os fatos apurados, entendeu como razoáveis e proporcionais as diligências requeridas pela PGR. As autos foram encaminhados à Polícia Federal para conclusão das diligências no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar do envio dos autos.
A ministra assumiu a relatoria do caso em outubro de 2018. O Ministro Edson Fachin autorizou a instauração do inquérito e determinou a livre distribuição dos autos. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, acolheu a manifestação e, com base nas razões expostas, determinou a livre redistribuição do inquérito, que foi parar nas mãos de Rosa Weber.
Sobre o caso
O inquérito foi instaurado a pedido da Procuradora-Geral da República para apurar supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro praticados, em tese, pelo senador Ciro Nogueira, pelo ex-ministro e atual prefeito de Araraquara-SP, Edson Antônio Edinho da Silva, e pelo executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud.
O objetivo é apurar suposto pagamento de propina ao senador em 2014 para que o partido apoiasse o PT, e em 2017, para que o Progressistas não apoiasse o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
No dia 22 de fevereiro deste ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compensação e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador nas cidades de Teresina (PI), Brasília (DF) e São Paulo (SP).
O advogado de Ciro pronunciou-se sobre a ação da PF e denunciou “o direito penal do espetáculo”. “Tal constrangimento poderia ser evitado com a simples intimação do Senador para prestar esclarecimento pois, é evidente, este sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário”, alegou a defesa.



Fonte: Viagora

Ciro Nogueira recebeu propina da Odebrecht guardada em ‘bunker’





Serviu como “bunker” para armazenar notas de dinheiro obtidas por doleiros com lojistas chineses da região da 25 de Março para a Odebrecht pagar propina e caixa 2 a políticos e agentes públicos na capital paulista uma sala comercial no terceiro andar de um prédio na Avenida Faria Lima, principal corredor financeiro de São Paulo, informou o Estadão.
Segundo reportagem do Estadão, entre os que receberam propina, está o assessor do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, Lourival Ferreira Nery Júnior. O nome dele aparece na planilha ao lado de cifras que chegam a R$ 6 milhões e os codinomes “Piqui” e “Aquário 2”, vinculados ao senador, 11 vezes.
O local dos pagamentos foi um apartamento usado pelo filho de Lourival em Perdizes, zona oeste da capital. À PF, dois ex-motoristas da Transnacional reconheceram o prédio como um dos locais da entrega, revelou o Estadão.
A Planilha da transportadora de valores Transnacional, usada pela empreiteira no esquema, mostra que R$ 15,5 milhões foram coletados no endereço e levados até a sede da empresa, na Vila Jaguara, em 37 viagens feitas entre setembro de 2014 e maio de 2015, sendo que nos dias seguintes às retiradas de dinheiro, os valores eram entregues por policiais militares à paisana aos intermediários dos políticos em residências, escritórios e quartos de hotéis.
Foto: Estadão
O Estado revelou neste domingo (21), que a mesma planilha indica que ao menos 187 entregas de dinheiro programadas pela Odebrecht foram efetivadas pela Transnacional. Os pagamentos, cujas datas, valores e senhas coincidem com as que aparecem nas planilhas do doleiro Álvaro José Novis e da própria empreiteira, estão relacionados a 57 codinomes criados pelos ex-executivos da empresa para ocultar a identidade do beneficiário final da propina. O documento obtido pela reportagem está sob sigilo por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Conforme a reportagem, na planilha, as retiradas de dinheiro no “bunker” da Faria Lima, cujos valores variavam de R$ 120 mil a R$ 1,2 milhão, eram feitas com uma pessoa chamada Walter. Investigações feitas pelo Ministério Público Federal do Rio descobriram que a sala comercial havia sido alugada pelos doleiros Cláudio Fernando Barboza, conhecido como “Tony”, e Vinícius Claret, o “Juca Bala”, presos em 2017 pela Lava Jato acusados de atuarem no esquema de lavagem de dinheiro do ex-governador Sérgio Cabral (MDB).
A dupla relatou ao MPF, após firmar acordo de delação premiada, que alugou o espaço para armazenar o dinheiro que o doleiro chinês Wu Yu Sheng arrecadava com comerciantes da região da 25 de Março, maior centro de compras de São Paulo, para alimentar o esquema da Odebrecht ou para repatriação ilícita de dólares acumulados no exterior por outros clientes.
O chinês, que se mudou para Miami (EUA) após a deflagração da Lava Jato e ainda está foragido, foi apresentado pelos próprios executivos da Odebrecht à dupla de doleiros em 2010, em Montevidéu, no Uruguai, pela facilidade em conseguir dinheiro em espécie, informa o Estadão.
Segundo a reportagem, na prática, Sheng vendia para a empreiteira os reais arrecadados em espécie na 25 de Março e recebia o pagamento em dólares em contas bancárias em Hong Kong, por meio de transações feitas por offshores e nas planilhas da Odebrecht ele era identificado com o codinome “Dragão”.
Já Tony e Juca Bala, tinham reconhecida estrutura logística de armazenamento e distribuição de dinheiro no Brasil. Segundo eles, a parceria com o chinês teve início em agosto de 2010 e movimentou cerca de US$ 210 milhões até 2016.
O Estadão revela ainda que as entregas do dinheiro arrecadado com os lojistas eram feitas por três funcionários de Sheng no “bunker” da Faria Lima e chegavam a R$ 1 milhão por dia no auge dos pagamentos de propina. Os valores eram recebidos por um funcionário dos doleiros chamado Walter Mesquita, o mesmo que depois entregava o dinheiro para a Transnacional.

Hotéis

No depoimento ao Ministério Público, Mesquita disse que no início Sheng pedia que os recursos fossem recolhidos diretamente pela transportadora em um “bunker” mantido por ele na Rua Barata Ribeiro, região central, mas que, após sofrer um assalto, o chinês parou de ter endereço fixo e passou a fazer entregas em hotéis ou salas alugadas pelos doleiros, informou o Estadão.
O nome Walter, na planilha da Transnacional, aparece ainda ao lado de outros seis endereços de hotéis e flats nos bairros Itaim-Bibi e Jardins onde a transportadora recolheu mais R$ 8,9 milhões do esquema operado pelos doleiros Tony, Juca Bala e Sheng para a Odebrecht. O documento da transportadora mostra também outros endereços de coleta de dinheiro com nomes diferentes de entregadores.
Com informações do Estadão


4/05/2019

Ciro Nogueira emprega modelo com salário de R$ 11 mil no Senado Federal



O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressista, mantém em sua cota de assessores parlamentares a modelo piauiense Loysa Vasconcelos com salário mensal de mais de  11 mil.
Dados obtidos no Portal da Transparência do Senado Federal revelam que a modelo ocupa cargo em comissão com salário de R$ 12.245,36 naquela casa.


Fonte: Carta Piauí

2/27/2019

PP teme prisão de Ciro Nogueira



Ciro Nogueira no olho do furação da Operação Lava Jato - Foto: Uol

As ações da Polícia Federal na última fase da Operação Lava jato, que mais uma vez realizou buscas e apreensões na casa e nas empresas do senador Ciro Nogueira, podem levar à queda do piauiense da presidência do Partido Progressista.
Discute-se a mudança na tentativa de preservar mais ainda o partido diante das investigações. Ciro Nogueira é alvo de cinco inquéritos no Superior Tribunal Federal (STF) que avançam diariamente, fazendo acender o sinal de alerta na cúpula progressista.
De circulação nacional, o jornal Opção, na edição de ontem (24), informa que o cotado para substituir Ciro seria o goiano Alexandre Baldy, ex-ministro das cidades e atual secretário de transportes no governo de João Dória (PSDB) em São Paulo-SP.
O jornal destaca que, internamente, o PP teme a possibilidade de Ciro ser preso e, nesse caso, a um ano e sete meses das eleições municipais o fato seria prejudicial ao partido nas disputas de 2020. A tentativa é antecipar a saída antes mesmo dos novos passos da Lava Jato no STF.
O PP tinha expectativa de se aproximar do governo de Bolsonaro (PSL), com o famoso “toma-lá, dá-cá”, mas foi logo informado que o presidente não queria conversa com Ciro Nogueira. Inclusive, em reuniões, Bolsonaro teria feito questão de evitar a presença do piauiense entre os integrantes da comitiva progressista.
Dono de uma das maiores bancadas na câmara dos deputados e no senado, o PP é daqueles grupos do “centrão” que tem o DNA de governo e não consegue ficar muito tempo na oposição. Sempre deu um jeito de participar das gestões e ganhar cargos importantes na administração, não na atual.


Fonte: Carta Piauí

2/22/2019

PF cumpre mandados de busca na casa do senador Ciro Nogueira




Foto: Divulgação/Agência Senado

Na manhã desta sexta-feira (22), a Polícia Federal deflagrou a Operação Compensação, decorrente de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que tem como principal investigado o senador piauiense Ciro Nogueira (Progressistas).
A operação foi autorizada pela ministra Rosa Weber, do STF. A PF investiga supostos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. Cerca de 30 policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador, nas cidades de Teresina (PI), Brasília (DF) e São Paulo (SP).
Por decisão do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, o inquérito foi aberto no STF ainda em setembro do ano passado. O inquérito visa investigar o senador Ciro Nogueira, o ex-ministro e atual prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva (PT); e os executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud.
Fachin atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que quer apurar o envolvimento dos quatro em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
De acordo com a PGR, o intuito é investigar suposto pagamento de propina ao senador para que apoiasse o PT em 2014, e em 2017, para que o Progressistas não apoiasse o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em 2014, segundo Joesley e Saud, o Progressistas recebeu valores para integrar a coligação do Partido dos Trabalhadores nas eleições. O dinheiro teria sido repassado por meio de doações eleitorais oficiais ao Progressistas, além de R$ 2,5 milhões em dinheiro, por meio de um supermercado do Piauí. O valor total repassado teria sido R$ 43 milhões. Quem aprovava os pedidos era o ministro Edinho Silva, segundo as delações.
A defesa do senador piauiense divulgou uma nota à imprensa, onde afirma que o mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos hoje decorrem de uma outra operação que não resultou em ação penal.
Confira a nota na íntegra:
A Defesa do Senador Ciro Nogueira vem denunciar, mais uma vez, o direito penal do espetáculo. O que está sendo apreendido nesta busca e apreensão é o que foi recentemente restituído pelo Supremo Tribunal em virtude de outra operação que não resultou em Ação Penal, o Supremo rejeitou a Denúncia, pois baseada tão somente na palavra de outro delator. Tal constrangimento poderia ser evitado com a simples intimação do Senador para prestar esclarecimento pois, é evidente, este sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário.


Fonte: viagora


2/20/2019

''O Antagonista'' diz que senador Ciro Nogueira não desistiu da 'jogatina'



Ciro Nogueira  (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Ciro Nogueira, presidente do PP, não desistiu de legalizar os jogos de azar e de reabrir os cassinos no Brasil.
O Antagonista soube que o senador do Piauí prepara uma nova investida nesse sentido, após seu projeto que tentava autorizar a exploração de bingos, jogo do bicho, videojogo e outras modalidades de apostas ter sido rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça.
Não vai ser fácil. Simone Tebet, que divergiu de Ciro e ajudou a enterrar a proposta no ano passado, agora é a presidente da CCJ.
Entre os novatos, boa parte também não concorda com a causa do senador piauiense.




Fonte: O Antagonista

2/05/2019

Ciro Nogueira e Marcelo Castro não assinaram requerimento para criar CPI para investigar crime em Brumadinho





Foto: Ciro Nogueira e Marcelo Castro (Reprodução/TV Senado)
Ciro Nogueira (Progressista) e Marcelo Castro (MDB), ambos do Piauí, não constam na lista de apoiadores da instauração de uma CPI para apurar denúncias da prática de crimes em torno do rompimento da barragem de Brumadinho-MG. O site O Antagonista divulgou a relação de 30 senadores, na qual não constam os nomes dos piauienses, nesta terça-feira (05). 

Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, um dos autores do requerimento de criação da CPI, disse ao O Antagonista ter a informação de que a Polícia Federal apura a denúncia de que a barragem da Vale ameaçou romper nove dias antes do desastre. “A Vale decidiu não acionar o plano de emergência. Nós vamos para cima da Vale, vamos para cima dessa irresponsabilidade.”
A CPI de Brumadinho já tem assinaturas suficientes para ser instalada no Senado: 30 senadores apoiaram a proposta — bastavam 27. Outro documento idêntico circula na Câmara dos Deputados e conta com mais de 200 assinaturas.
“A CPI é para investigar barragens e mineração de maneira geral, mas as denúncias de O Antagonista são pontos cruciais a serem investigados pela CPI. O presidente da Vale e seus diretores têm serão os primeiros convocados”, disse o senador Randolfe Rodrigues.
Mais cedo, O Antagonista revelou que a Vale assinou em dezembro contrato de quase R$ 2 bilhões com uma empresa não-operacional para beneficiamento de resíduos minerários a seco – o que substituiria o perigosíssimo sistema de barragens.
A New Steel, desconhecida do mercado, tem entre seus sócios o empresário Marcelo Soares Pereira, o Tuca Maia, amigo de Aécio Neves – que, em diálogo com Joesley Batista, admitiu ter indicado Fabio Schvartsman para o comando da Vale.
Tem que investigar tudo!



Fonte: O Antagonista




Revista IstoÉ diz que Ciro Nogueira é membro de esquema que cobrava propina na área da saúde








De circulação nacional, a Revista ISTOÉ recebeu denúncia sobre um esquema de propina liderado pelo Partido Progressistas envolvendo convênios no setor de saúde dos servidores públicos. O presidente da sigla, o senador Ciro Nogueira (PI) e os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB) e Ricardo Barros (PR) e o ex-ministro da Saúde, o ex-deputado Paulo Maluf (SP) seriam os principais beneficiados. Conforme o veículo de comunicação, o caso está sendo investigado na Polícia Federal no inquérito IPL 1227/2016-4.

O PP é o partido com maior número de parlamentares investigados na  Operação Lava Jato. Mas não é apenas com os propinodutos da Petrobras que o partido está envolvido. Denúncias recebidas por ISTOÉ apontam que o partido está ligado também a um esquema de propina envolvendo a saúde dos servidores públicos. O caso está sendo investigado na Polícia Federal no inquérito IPL 1227/2016-4. De acordo com a denúncia, integrantes do PP arrecadavam dinheiro com a cobrança de uma espécie de pedágio dos hospitais e fornecedoras de insumos hospitalares que mantêm convênio com a Geap Autogestão em Saúde, seguradora que gerencia os planos de saúde do funcionalismo público. Na Geap, ligada ao Ministério da Saúde, que desde o governo Dilma Rousseff era comandado pelo PP, os empresários precisavam descontar 10% dos valores que tinham a receber para destinar ao partido. Os principais beneficiários da propina foram ao longo dos anos os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB) e Ricardo Barros (PR), ex-ministro da Saúde, o ex-deputado Paulo Maluf (SP) e o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI).


Maluf, Aguinaldo Ribeiro e Ciro Nogueira (no sentido horário) foram os parlamentares que teriam se beneficiado com as propinas pagas ao PP na Geap, a seguradora que gerencia planos de saúde do funcionalismo (Foto: reprodução/ IstoÉ)



Propina de 10%


A Geap arrecada anualmente R$ 2,4 bilhões com o pagamento do fundo de saúde dos servidores repassado pelo governo federal. Assim, a propina paga pode alcançar a faixa de milhões de reais. Cada servidor recebe em média R$ 200, que são transferidos pela União à Geap e se destinam à quitação dos procedimentos médicos e hospitalares dos conveniados. E é aí que, segundo as denúncias, ocorre o esquema orquestrado pelo PP.
Para receber o valor da fatura do serviço prestado aos conveniados, não basta apenas o empresário dono de hospitais ou fornecedoras de insumos hospitalares comprovarem que prestaram os serviços. Eles precisam separar 10% para o PP. Enquanto não aceitam essa condição, o pagamento não sai. Num desses acordos feitos por debaixo dos panos, a Geap foi sobretaxada em R$ 7 milhões, só de juros, de uma dívida que estava praticamente perdida. O Conselho Administrativo da entidade (Conad) detectou falhas nos serviços prestados pelo Hospital da Bahia Ltda e recomendou que as faturas referentes ao período entre 2007 e 2011 não fossem pagas. Auditoria feita em 2009 detectou a existência de assinaturas falsas. A dívida com o Hospital da Bahia totalizava R$ 3 milhões, mas com os juros chegava a R$ 10 milhões. Apesar de todos os problemas apontados na auditoria, as quatro faturas do hospital foram pagas no apagar das luzes de 2017. Na ocasião, o diretor-executivo da Geap era Artur de Castro Leite Junior, que foi indicado pelo deputado e ex-líder do governo Temer na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Na Geap, afirma-se que o pagamento só saiu porque o hospital aceitou pagar a propina.



Em contrapartida, quem não aceitava reservar os 10% para o PP não conseguia ver seus processos andar. ISTOÉ obteve imagens de uma conversa de whatsapp nesse sentido. Em 2014, o advogado Fernando Motta, contratado das empresas SOS Coração e Supriline, conveniadas com a regional da Geap no Rio de Janeiro, procurou a gerente interina da unidade, Cristiane de Castro. Ela havia sido nomeada durante uma intervenção da Agência Nacional de Saúde
Suplementar que pretendia acabar com o esquema, mas não conseguiu. Na conversa, Motta faz um desabafo: não agüentava mais ser achacado pelos homens do PP. Menciona dois nomes – Kleber e Nilson – como os achacadores do partido. “Aqueles indivíduos Kleber e Nilson deram um xeque-mate no presidente da Supriline. Ou ele fechava com eles ou não teria pagamento. Doutor Paulo (presidente da instituição) resolveu encerrar a conversa e deixou claro que não iria se submeter a nenhuma ameaça”, disse o advogado. Na sequência, o advogado é explícito: “Falaram que têm um esquema com o superintendente da Geap e que os créditos que a empresa têm referentes aos protestos eles podem viabilizar desde que houvesse um acerto de 10%”, emendou.
Pressão política
A intervenção em todas as unidades da Geap foi realizada em 2013 e tinha como objetivo expurgar o PP da empresa. Porém, por pressão política, foi mantido na diretoria executiva da Geap Luís Carlos Saraiva, uma indicação de Paulo Maluf. A partir daí, o esquema floresceu novamente. E quem confirma isso a ISTOÉ é a própria Cristiane de Castro. “Quando acabou a intervenção e voltou tudo para as mãos dos políticos, eu saí de lá”, conta ela. “Eu cheguei a ser abordada por prestadores de serviços, que perguntaram como é que ia continuar o esquema”, emenda.
No governo Michel Temer, a tramóia continuou. O ex-ministro da Casa Civil Eliseu Padilha passou o comando da operadora de plano de saúde para as mãos do senador Ciro Nogueira, presidente do PP. Este tratou de esticar seus tentáculos para o Conad e indicou Laércio Roberto Lemos de Sousa para presidir o conselho. Laércio havia sido subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério das Cidades na gestão de Aguinaldo Ribeiro, entre 2012 e 2014.
O PP poderia indicar ainda outras duas vagas para o conselho. Assim Ricardo Barros, então ministro da Saúde, escolheu Rodrigo de Andrade Vasconcelos, que em seu primeiro ato votou pela terceirização do núcleo jurídico da Geap, que ficou a cargo do escritório Nélson Willians & Advogados Associados. O escritório passou a receber, por mês, R$ 2 milhões da Geap. Antes, a Geap pagava R$ 400 mil aos advogados do seu quadro de funcionários. Definitivamente, o PP não se limitou à dilapidar os cofres da Petrobras.
Em nota, “o deputado Ricardo Barros informa que não tem conhecimento de nenhum esquema envolvendo o hospital em questão. Como ministro da Saúde, ele não indicou ninguém para a Geap. Durante sua gestão no ministério, ele economizou R$ 5 bilhões aos cofres públicos e combateu diversas máfias que atuavam na Pasta.”



Fonte: Isto É