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2/12/2019

MP afirma que critérios da Vale indicariam risco em oito barragens

Foto G1

O Ministério Público de Minas Gerais concluiu que critérios de análise adotados pela própria Vale indicariam risco de rompimento em oito barragens em Minas Gerais. A mineradora diz que já paralisou as operações nesses locais.
Os documentos que a Vale forneceu ao Ministério Público de Minas fazem parte de estudos da própria Vale sobre gestão de risco geotécnico, ou risco de rompimento. Depois de analisar o material, o MP pediu urgência para o cumprimento de medidas que diminuam a possibilidade de novas tragédias como a de Brumadinho.
Na ação, o MP cita que o fato mais assustador foi a informação de que as barragens da mina Córrego do Feijão possuíam laudos que atestavam sua estabilidade e segurança. E que o rompimento em questão, de barragens formalmente atestadas como estáveis, demonstra que a Vale não está adotando medidas minimamente necessárias para manter a segurança de seus empreendimentos.
O Ministério Público afirmou que, diante da comprovada ineficiência das medidas de gestão de riscos adotadas pela Vale, entendeu necessário verificar se a mineradora tinha desenvolvido uma metodologia própria de análise de riscos; se teria detectado outras estruturas em estado de atenção ou fora do limite aceitável de risco; bem como se tinha realizado uma análise custo x benefício concernente – ou seja, relativa - ao propósito de redução de exposição ao risco.
Ainda de acordo com o Ministério Público, os documentos demonstram que, em outubro de 2018, a Vale tinha ciência de que, dentre 57 barragens de sua responsabilidade avaliadas, dez estavam em zona de atenção. Todas elas ficam em Minas Gerais. Dessas dez, duas se romperam em Brumadinho.
Na justificativa, os promotores alegam que, segundo os próprios critérios da mineradora, as outras oito barragens que estariam em severo risco de rompimento atualmente são: Laranjeiras, em Barão de Cocais; Menezes II, no mesmo complexo de Córrego do Feijão, em Brumadinho; Capitão do Mato, Dique B e Taquaras, em Nova Lima; e as barragens Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III, em Ouro Preto. Essas barragens já estavam desativadas ou foram paralisadas por determinação da Justiça.
Na ação, o Ministério Público completa: elas são próximas a núcleos urbanos, havendo pessoas que moram ou transitam na chamada zona de autossalvamento, ou seja, à jusante da barragem a uma distância que corresponda a um tempo de chegada da onda de inundação igual a 30 minutos ou dez quilômetros. Na zona de autossalvamento, não há, segundo o Ministério Público, tempo suficiente para uma intervenção das autoridades competentes em situações de emergência, de forma que as pessoas têm que se salvar sozinhas em caso de tragédia, sendo que os avisos de alerta são de responsabilidade do empreendedor.
A Justiça de Minas aceitou os argumentos do Ministério Público e determinou uma série de providências à Vale para afastar o risco de acidentes nas barragens citadas e em outros complexos de mineração da empresa. O juiz de primeira instância fixou multa de R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento das medidas listadas na decisão.
A Justiça determinou ainda que a Vale apresente em 24 horas relatório sobre a estabilidade dessas barragens; elaborasse um plano de ação e implementasse as medidas necessárias para garantir a estabilidade e segurança das estruturas; fizesse um plano de ações emergenciais e um plano de segurança das barragens de risco; comunique imediatamente aos órgãos competentes qualquer situação de elevação de risco de rompimento das barragens; e parasse de lançar rejeitos ou praticar atividades que possam incrementar o risco das barragens.
A Vale anunciou que vai descomissionar dez barragens construídas pelo método a montante. Quatro estão na lista da ação proposta pelo Ministério Público.
O Jornal Nacional mostrou parte do estudo de risco da Vale, e que está na ação no Ministério Público, a Evandro Gama, professor de engenharia de minas, da UFMG. Principalmente dois gráficos, que apontam o provável número de vítimas em um possível rompimento da barragem de Brumadinho, com e sem o acionamento de sirenes de emergência.

Segundo cálculo do estudo, em um cenário com emissão de alerta, como sirenes, por exemplo, o potencial de perda de vidas ficaria entre uma a 10 pessoas. E sem o acionamento das sirenes, ficaria numa faixa entre 100 e mil pessoas. No caso de Brumadinho, a Vale confirmou que as sirenes não tocaram porque teriam sido levadas pela lama.
“Essa sirene não tinha que estar colocada na torre de tratamento de minero lá no alto do refeitório. Não seria melhor? Ou em um lugar muito mais alto da mineração? Tem uma disparidade muito entre probabilidade, a quantidade de vida que é maior. Mas você vê que tem uma direção da empresa entendendo o que está acontecendo algo que precisa ser modificado. Eu vejo isso aqui. Porque não seria à toa que está acontecendo isso não”, diz o professor Evandro Gama.

Fonte: Jornal Nacional


2/08/2019

Flamengo comprou terreno do Ninho do Urubu com venda de Zico para Itália


O Ninho do Urubu pertence ao clube desde a década de 1980 e, nos últimos anos, passou por várias melhorias. O local onde aconteceu o incêndio seria desativado em poucos dias.
Ninho do Urubu: assim é chamado o centro de treinamento que, oficialmente, leva o nome do ex-presidente George Helal, homenageado com uma estátua na entrada do CT. Foi na administração de Helal, nos anos 80, que o clube comprou o terreno, na Zona Oeste do Rio, com o dinheiro da venda de Zico para a Udinese da Itália.
Mas até erguer o CT, décadas se passaram. O clube contou com doações de torcedores, teve um longo período com dificuldades financeiras. E, só em 2010, o time adotou o Ninho como local de treinamento, ainda em condições precárias.
Em 2016, um módulo novo, que custou R$ 15 milhões, elevou o Ninho a um novo patamar: academia, alojamentos; tudo ainda voltado para o time profissional. Mas, como o espaço já contava com cinco campos de futebol, passou a receber também os treinos das divisões de base e a alojar alguns jogadores.
Quando a situação econômica melhorou para o clube, a diretoria decidiu construir um novo módulo, ainda mais luxuoso. Investiu R$ 26 milhões e inaugurou, no fim de 2018, a versão nova do atual Ninho do Urubu, com mais de 5 mil metros quadrados de área construída. São 42 suítes.
Bem atrás desse novo prédio, fica o local do incêndio. A única estrutura mais antiga que restava no CT: o alojamento da base, que seria, aos poucos, desativado e recebia meninos das categorias sub-15 e sub-17.
Passar pelo portão e ser jogador do Flamengo é o desejo de muitos meninos brasileiros. O clube é, por exemplo, o atual campeão da Copa do Brasil categoria sub-17, campeão carioca sub-15. Os jogadores que são aprovados, mas não vivem na cidade, não têm família no Rio, podem viver dentro do clube, nos alojamentos. E, como o treino da manhã desta sexta-feira (8) tinha sido cancelado pela comissão técnica, nem todos os que vivem no alojamento dormiram lá esta noite.
É o caso de Ryan, meio-campo do sub-17 do Flamengo. “Eu durmo lá todo dia, normal. Mas como não vai ter treino amanhã, cancelaram, a minha mãe ficou insistindo para eu vir para casa. Eu só ia vir hoje depois do almoço, mas como ela insistiu muito, eu vim ontem”, conta.
Ryan é amazonense e os empresários dele alugaram recentemente um apartamento para a mãe viver no Rio, perto do filho. “Logo que acordei, tinham muitas ligações, muitas mensagens de amigos, pensando que eu estava lá no meio”, diz.
Ryan costumava dormir ao lado de um dos mortos no incêndio: “Com o Bernardo, ele era como um irmão para mim. Lá dentro, é como se fosse uma segunda família”.
Ele tem uma explicação para o fato de ter escapado: “Livramento de Deus, né? Porque se não fosse Deus, eu poderia ser um deles lá”.
Segundo o jogador, de 15 anos, eram 36 atletas alojados, seis em cada quarto. “Os quartos são confortáveis, têm ar-condicionado. Tudo direitinho. Mas eu acho que foi mais porque estava todo mundo dormindo”.
E, segundo uma fonte do Flamengo, 26 deles passaram a noite no clube. Para Ryan, a retomada de treinos e jogos vai ser muito difícil: “A gente convivia junto, todos os dias, e agora vai ficar um vazio muito grande sem eles. Eu queria mandar uma mensagem para a família de todos, que conforte seus corações, que Deus sabe de todas as coisas”.

Fonte: Jornal Nacional


2/07/2019

CPI de Brumadinho será aberta na próxima 3ª





O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avisou em suas redes sociais que irá ler o requerimento de abertura da CPI de Brumadinho na sessão da próxima terça-feira. Alcolumbre, que foi um dos senadores que assinou o requerimento, disse que é “obrigação” dos congressistas investigar a tragédia. “Farei leitura do requerimento de abertura da CPI, na próxima terça-feira. Na sequência, os líderes partidários indicarão os membros do colegiado”, disse. O requerimento para abertura da CPI foi feito hoje.


2/05/2019

Ciro Nogueira e Marcelo Castro não assinaram requerimento para criar CPI para investigar crime em Brumadinho





Foto: Ciro Nogueira e Marcelo Castro (Reprodução/TV Senado)
Ciro Nogueira (Progressista) e Marcelo Castro (MDB), ambos do Piauí, não constam na lista de apoiadores da instauração de uma CPI para apurar denúncias da prática de crimes em torno do rompimento da barragem de Brumadinho-MG. O site O Antagonista divulgou a relação de 30 senadores, na qual não constam os nomes dos piauienses, nesta terça-feira (05). 

Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, um dos autores do requerimento de criação da CPI, disse ao O Antagonista ter a informação de que a Polícia Federal apura a denúncia de que a barragem da Vale ameaçou romper nove dias antes do desastre. “A Vale decidiu não acionar o plano de emergência. Nós vamos para cima da Vale, vamos para cima dessa irresponsabilidade.”
A CPI de Brumadinho já tem assinaturas suficientes para ser instalada no Senado: 30 senadores apoiaram a proposta — bastavam 27. Outro documento idêntico circula na Câmara dos Deputados e conta com mais de 200 assinaturas.
“A CPI é para investigar barragens e mineração de maneira geral, mas as denúncias de O Antagonista são pontos cruciais a serem investigados pela CPI. O presidente da Vale e seus diretores têm serão os primeiros convocados”, disse o senador Randolfe Rodrigues.
Mais cedo, O Antagonista revelou que a Vale assinou em dezembro contrato de quase R$ 2 bilhões com uma empresa não-operacional para beneficiamento de resíduos minerários a seco – o que substituiria o perigosíssimo sistema de barragens.
A New Steel, desconhecida do mercado, tem entre seus sócios o empresário Marcelo Soares Pereira, o Tuca Maia, amigo de Aécio Neves – que, em diálogo com Joesley Batista, admitiu ter indicado Fabio Schvartsman para o comando da Vale.
Tem que investigar tudo!



Fonte: O Antagonista




2/04/2019

Sobreviventes escapam de tragédia da Vale em uma picape que foi levada pela lama




Pessoas que estavam em uma picape e em uma retroescavadeira dentro da Mina do Feijão, da Vale, no momento do rompimento da barragem, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no dia 25 de janeiro, estão vivas.
O operador mantenedor de saneamento Sebastião Gomes estava cuidando do tratamento de água da mina e conseguiu escapar. Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que machucou o braço e os dois joelhos e que está muito abalado.
Em uma das imagens que a TV Globo e o G1 tiveram acesso, uma picape aparece no lado esquerdo do vídeo tentando escapar do tsunami. O operador e o amigo Elias estariam dentro do carro.

Ele contou que técnicos da Vale afirmavam aos funcionários, em reuniões de emergência, que não havia risco de a barragem romper. Mas ele e colegas de trabalho desconfiavam que isso poderia acontecer.

No vídeo, Sebastião diz que ficava assustado com os drenos da barragem, de onde saía água dia e noite. Ele contou ainda que quando a estrutura arrebentou, achou que o estrondo era o barulho de um pneu de caminhão de grande porte.

Ele viu uma imensa nuvem de poeira e vários vagões carregados de minério que estavam vindo em sua direção. Só aí entendeu o que tinha acontecido. Um colega correu para um caminhão e gritou pra ele ir para a caminhonete branca, onde outro amigo, Elias, estava tentando fugir.
A caminhonete foi atingida em cheio pela onda de lama. Sebastião e o amigo viram, com desespero, uma locomotiva indo em direção ao carro. Foi aí que eles começaram a rezar. Para Sebastião, foi a locomotiva que salvou a vida deles. Ela foi empurrada pela lama para debaixo da caminhonete, que foi jogada pra cima e não foi encoberta.
Quando a onda passou, ele usou o rádio para pedir socorro. Todas as faixas da frequência estavam congestionadas com pedidos de ajuda. Sebastião e Elias saíram do carro para ajudar outros amigos, cavando a lama com as mãos e com a ajuda de partes da lataria de um trator.
O sobrevivente contou que conseguiu ligar para filha e passou a localização de onde estavam. Ele recebeu uma ligação de uma funcionária da Vale e comunicou que havia feridos no local. Pouco depois, Sebastião e os outros colegas foram resgatados pelos bombeiros.
O homem que escapou quase que por milagre dessa tragédia humana que já é considerada pelo Corpo de Bombeiros como a mais grave da história em Minas Gerais encerrou o depoimento pedindo que as causas do rompimento da barragem sejam esclarecidas e que os peritos avaliem se explosões de minas adjacentes influenciaram em sua ruptura.

Fonte: Jornal Nacional

12/15/2015

Estação Cocal

Tragédia anunciada: Penitenciária de Parnaíba com todas as alas em rebelião

População vizinha apreensiva, muitos tiros, rojões de efeito moral e praticamente todo o efetivo da polícia militar, para tentar controlar a descontrolado Penitenciária Fontes Ibiapina com super lotação. Dentro da unidade prisional todos os pavilhões estão em rebelião e alguns setores os presos já colocaram fogo em colchões.
Fogo nos corredores do unidade prisional 

No final da tarde um preso por pouco não foi morto e desde então começou o descontrole da penitenciaria que está com seu efetivo carcereiros em paralisação (Greve). O SAMU, Corpo de Bombeiros e Policia Civil se encontram no local.
Grandes nuvens de fumaça no teto 

Vários familiares estão acompanhando a movimentação e até o momento as autoridades não se pronunciaram, mas um comunicado extra oficial garante que a situação está incontrolável e policiais em folga já foram chamados em caráter emergencial.
Familiares dos presos aguardavam informações e a cada tiro o desespero aumenta

Aguarde mais detalhes a qualquer momento, equipe no local.


Por: Denílson Freitas e Gleytowei Miranda direto do local para o Blog do Pessoa.

11/08/2015

Estação Cocal

Tragédia em Mariana já é considerada o maior desastre ambiental de MG

Mais de 500 pessoas ficaram desabrigadas nos distritos atingidos pela lama.
Centro de Sismologia da USP registrou série de tremores na região.

Nossos repórteres foram a Mariana, em Minas Gerais, mostrar como estão as famílias que ficaram desabrigadas depois do rompimento das barragens. Mais de 500 pessoas foram levadas para os hotéis da cidade histórica. Dona Nívea, moradora do distrito de Paracatu, conseguiu salvar todos os seus dez filhos, que hoje agradecem a solidariedade do povo de Mariana.
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