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2/25/2019

Marcelo Castro quer um consenso sobre redução da maioridade penal



Senador Marcelo Castro (MDB)


O senador piauiense Marcelo Castro (MDB) foi o parlamentar escolhido para ser o relator, no Senado Federal, da Proposta de Ementa à Constituição (PEC) que trata sobre a redução da maioridade penal para 16 anos.
Em entrevista concedida à TV Clube, o senador comentou acerca do que se trata a PEC. “Trata-se da redução da maioridade penal de 18 anos, atualmente, para 16 anos. Mas não para qualquer crime. Apenas para crimes hediondos, os crimes de homicídio doloso e os crimes de lesão corporal seguida de morte. Os outros crimes continuarão como estão hoje, somente após os 18 anos”, explicou.
O parlamentar ainda relatou que a PEC foi votada na Câmara dos Deputados em 2015, mas que foi proposta em 1993. “Tivemos uma votação expressiva na Câmara, com 320 votos a favor e 152 contra. Pretendo acelerar o processo, para que haja uma conclusão final ainda neste semestre. Se votarmos do jeito que foi votada na Câmara, sem alterações, então não terá que passar novamente por lá e será promulgada”, disse.


2/24/2019

Marcelo Castro é indicado para relatar PEC da maioridade penal




Senador Marcelo Castro


O senador Marcelo Castro (MDB), que é médico e psiquiatra, foi indicado para ser o relator do Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da maioridade penal no Senado Federal. A indicação foi feita pela presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, senadora Simone Tebet (MDB). Marcelo Castro destaca que “deve-se tratar do assunto com isenção e de maneira científica, consultando a sociedade e entidades, para a criação de um relatório que espelhe a vontade nacional”.
“Qual é o meu planejamento? É ouvir toda a sociedade brasileira, a sociedade civil organizada, principalmente, pra saber o que as pessoas pensam a respeito da redução da maioridade penal, que hoje é de 18 anos, e o projeto que foi aprovado na Câmara baixa essa idade para 16 anos. Evidentemente que eu quero colocar no meu relatório aquilo que estiver em consonância com o pensamento nacional”, disse.
Proposta
De acordo com a Agência Senado, o texto da PEC 33/2012 modifica a Constituição para prever o “incidente de desconsideração da inimputabilidade penal”, ocasião em que o jovem poderá ser responsabilizado por seus atos. A PEC reduz a maioridade penal nos casos em que menores infratores cometem os crimes hediondos listados na Lei 8.072/1990, como latrocínio, extorsão, estupro, favorecimento à prostituição e exploração sexual de crianças, adolescentes e vulneráveis e ainda homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e reincidência em roubo qualificado.
A concessão da redução da maioridade penal estabelecida pela PEC não seria automática. Dependerá do cumprimento de alguns requisitos: ser proposta exclusivamente pelo Ministério Público e decidida apenas por instância judicial especializada em questões da infância e adolescência.
O atendimento do pedido dependerá ainda da comprovação da capacidade de compreensão do jovem infrator sobre o caráter criminoso de sua conduta. Isto levando em conta seu histórico familiar, social, cultural e econômico, bem como seus antecedentes infracionais, tudo atestado em laudo técnico e assegurados a ampla defesa e o contraditório.
A PEC 33/2012 também suspende a prescrição do crime até o trânsito em julgado do pedido de flexibilização da imputabilidade penal. Estabelece também que o cumprimento da pena por eventual condenação vai se dar em unidade distinta da destinada a presos maiores de 18 anos.
A proposta foi arquivada ao final da legislatura de 2018.
Com informações do Viagora


Fonte: Portal Cidade Luz

2/05/2019

Ciro Nogueira e Marcelo Castro não assinaram requerimento para criar CPI para investigar crime em Brumadinho





Foto: Ciro Nogueira e Marcelo Castro (Reprodução/TV Senado)
Ciro Nogueira (Progressista) e Marcelo Castro (MDB), ambos do Piauí, não constam na lista de apoiadores da instauração de uma CPI para apurar denúncias da prática de crimes em torno do rompimento da barragem de Brumadinho-MG. O site O Antagonista divulgou a relação de 30 senadores, na qual não constam os nomes dos piauienses, nesta terça-feira (05). 

Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, um dos autores do requerimento de criação da CPI, disse ao O Antagonista ter a informação de que a Polícia Federal apura a denúncia de que a barragem da Vale ameaçou romper nove dias antes do desastre. “A Vale decidiu não acionar o plano de emergência. Nós vamos para cima da Vale, vamos para cima dessa irresponsabilidade.”
A CPI de Brumadinho já tem assinaturas suficientes para ser instalada no Senado: 30 senadores apoiaram a proposta — bastavam 27. Outro documento idêntico circula na Câmara dos Deputados e conta com mais de 200 assinaturas.
“A CPI é para investigar barragens e mineração de maneira geral, mas as denúncias de O Antagonista são pontos cruciais a serem investigados pela CPI. O presidente da Vale e seus diretores têm serão os primeiros convocados”, disse o senador Randolfe Rodrigues.
Mais cedo, O Antagonista revelou que a Vale assinou em dezembro contrato de quase R$ 2 bilhões com uma empresa não-operacional para beneficiamento de resíduos minerários a seco – o que substituiria o perigosíssimo sistema de barragens.
A New Steel, desconhecida do mercado, tem entre seus sócios o empresário Marcelo Soares Pereira, o Tuca Maia, amigo de Aécio Neves – que, em diálogo com Joesley Batista, admitiu ter indicado Fabio Schvartsman para o comando da Vale.
Tem que investigar tudo!



Fonte: O Antagonista