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2/24/2019

Marcelo Castro é indicado para relatar PEC da maioridade penal




Senador Marcelo Castro


O senador Marcelo Castro (MDB), que é médico e psiquiatra, foi indicado para ser o relator do Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da maioridade penal no Senado Federal. A indicação foi feita pela presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, senadora Simone Tebet (MDB). Marcelo Castro destaca que “deve-se tratar do assunto com isenção e de maneira científica, consultando a sociedade e entidades, para a criação de um relatório que espelhe a vontade nacional”.
“Qual é o meu planejamento? É ouvir toda a sociedade brasileira, a sociedade civil organizada, principalmente, pra saber o que as pessoas pensam a respeito da redução da maioridade penal, que hoje é de 18 anos, e o projeto que foi aprovado na Câmara baixa essa idade para 16 anos. Evidentemente que eu quero colocar no meu relatório aquilo que estiver em consonância com o pensamento nacional”, disse.
Proposta
De acordo com a Agência Senado, o texto da PEC 33/2012 modifica a Constituição para prever o “incidente de desconsideração da inimputabilidade penal”, ocasião em que o jovem poderá ser responsabilizado por seus atos. A PEC reduz a maioridade penal nos casos em que menores infratores cometem os crimes hediondos listados na Lei 8.072/1990, como latrocínio, extorsão, estupro, favorecimento à prostituição e exploração sexual de crianças, adolescentes e vulneráveis e ainda homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e reincidência em roubo qualificado.
A concessão da redução da maioridade penal estabelecida pela PEC não seria automática. Dependerá do cumprimento de alguns requisitos: ser proposta exclusivamente pelo Ministério Público e decidida apenas por instância judicial especializada em questões da infância e adolescência.
O atendimento do pedido dependerá ainda da comprovação da capacidade de compreensão do jovem infrator sobre o caráter criminoso de sua conduta. Isto levando em conta seu histórico familiar, social, cultural e econômico, bem como seus antecedentes infracionais, tudo atestado em laudo técnico e assegurados a ampla defesa e o contraditório.
A PEC 33/2012 também suspende a prescrição do crime até o trânsito em julgado do pedido de flexibilização da imputabilidade penal. Estabelece também que o cumprimento da pena por eventual condenação vai se dar em unidade distinta da destinada a presos maiores de 18 anos.
A proposta foi arquivada ao final da legislatura de 2018.
Com informações do Viagora


Fonte: Portal Cidade Luz

2/13/2019

Deputada colhe assinaturas para tentar revogar a PEC da Bengala

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

Integrante da bancada feminina bolsonarista, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) colheu assinaturas para tentar revogar a PEC da Bengala, que permite que os ministros e juízes brasileiros se aposentem compulsoriamente aos 75 anos. Inicialmente, todo servidor público, incluindo integrantes do Judiciário, tinham a obrigação de sair do cargo ao completar 70 anos. 
Caso a PEC de Bengala seja revogada, quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) serão aposentados compulsoriamente durante o governo Bolsonaro. São eles Celso de Mello (73 anos), Rosa Weber (71), Ricardo Lewandowski (70) e Marco Aurélio Mello (72). A movimentação aproxima o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, do sonhado assento na mais alta Corte do país.
"A magistratura espera o fim da PEC de Bengala, que traz inúmeros problemas para a oxigenação do Judiciário. É importante revogá-la para que juízes e ministros voltem a se aposentar aos 70 anos de idade", defendeu Bia Kicis no plenário da Câmara, ao pedir assinaturas para modificar a aposentadoria dos ministros. São necessárias 171 assinaturas para que a PEC seja aceita.
Bengala
Em entrevista ao SBT em janeiro, Bolsonaro festejou a PEC de 2015 e disse que não faria "gestões para revogar" a medida. Ainda assim, o novo Congresso decidiu enfrentar o Judiciário e corre o risco de pulverizar a relação entre os poderes. No ano passado, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, destacou que uma nova mudança de idade nas aposentadorias não poderia ser aplicada aos atuais ministros do tribunal, pois eles têm "direito adquirido" e podem permanecer na Corte até os 75 anos de idade. 
Privilégios
Enquanto o Congresso resiste à reforma da Previdência, partidos de direita liderados pelo PSL tentam iniciar o "corte de privilégios" ao permitir que juízes e ministros se aposentem mais cedo. De acordo com o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), "os salários de juízes e promotores têm impacto na aposentadoria de até 10 vezes mais que o trabalhador comum".
Magistrados buscam estender o tempo de serviço para continuar tendo direito aos penduricalhos (como auxílio moradia, carro com motorista, assitência médica e dentária, auxílio-escola, entre outros) que vêm junto com o salário, fixado em até R$ 39 mil.


Fonte: Correio brasiliense