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1/03/2020

Bolsonaro corre risco de impeachment se vetar o fundo eleitoral? Entenda



Bolsonaro já havia dito que prepararia a "opinião pública" para sanção do projeto(foto: Evaristo Sá/AFP)
Pressionado para vetar o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) de R$ 2 bilhões proposto pelo Congresso para as eleições municipais deste ano, o presidente Jair Bolsonaro alegou que cometeria crime de responsabilidade e poderia sofrer impeachment caso vetasse o texto. 
Ele já havia indicado que sancionaria o projeto, mas voltou a falar sobre o assunto na tradicional live pelo Facebook na quinta-feira (2/1). Para justificar a decisão, Bolsonaro citou os incisos do artigo 85 da Constituição, que aborda os crimes de responsabilidade, no qual é possível ler: "São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição e, especialmente, contra:  III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; VI - a Lei Orçamentária; VII - O cumprimento das leis".  "Eu vou vetar isso? Com toda certeza alguém vai entrar com um pedido de impeachment", concluiu Bolsonaro. Antes disso, o chefe do Executivo já havia dito que prepararia "a opinião pública" para receber a notícia. 
A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) usou o Twitter na manhã desta sexta-feira (3/1) para dizer que Bolsonaro cometeu "estelionato moral" ao falar sobre fundo eleitoral, já que o argumento de impeachment é "enganoso". "Afirmar que a discussão legislativa do quarto a ser aprovado geraria crime de responsabilidade é pura má-fé. É tentar manipular de forma mentirosa a opinião pública. Isso não pode ser feito por um presidente da República. É vergonhoso. Vexatório. É molecagem", escreveu no microblog. 
 O Correio conversou com constitucionalistas para verificar se Bolsonaro poderia ou não sofrer uma tentativa de impeachment, caso vetasse o projeto do Congresso.  
 Para a advogada constitucionalista Vera Chemim, a posição de Bolsonaro em sancionar o montante é mais política do que técnica. Ou seja, se vetasse, dificilmente seria alvo de um processo de impeachment, mas o veto pode significar uma saia-justa com o Congresso. "Desde que ele atenda à legislação eleitoral, ao código e as demais legislações, não há porque ele sofrer crime de responsabilidade, caso ele vete algo que o Congresso decidiu", opinou. 
 A justificativa está no inciso V do artigo 84 da Constituição Federal, como mostra Chemim, que versa sobre as competências do presidente da República. "Uma das competências privativas da Presidência está prevista no artigo 84, inciso V, que é justamente vetar projetos de lei total ou parcialmente. Não há porque ele argumentar que pode sofrer impeachment", explicou. 
 E mesmo se o presidente da República vetasse o texto, ao voltar ao Congresso, os deputados e senadores teriam 30 dias para derrubar o veto, caso formassem maioria absoluta. "A partir do momento que ele veta o Fundo Eleitoral, ele vai atingir diretamente os partidos políticos, então, é um ponto sensível. Ele pode levar a um novo conflito no Legislativo", continuou Chemim. "É uma questão política. Não afeta diretamente vetar ou não. Porque ele tem o poder de sancionar ou vetar dentro dos limites legais", acrescentou. 
 Para Adib Abdouni, especialista em direito constitucional e criminal, a legislação é clara. "O fundo tem uma legislação específica. Se ele sancionar a lei ou não aceitar, ele não gera nenhum crime. Isso apenas ocorre se ele ultrapassar as hipóteses do crime de responsabilidade e da área orçamentária", afirmou. 
Na opinião do especialista, o governo encara um problema político, não orçamentário. "Todo argumento para passar é político. O próprio fundo é de interesse dos donos dos partidos. Bolsonaro demonstra, pelo discurso, que tem interesse no fundo. Então, ele tem que evitar a parte política, mas a interpretação da Constituição é clara. A lei de impeachment também tem as próprias especificações", concluiu. 

Fonte: Correio brasiliense



12/30/2019

Bolsonaro sugere acionar PGR para manter regras de escolas militarizadas

(foto: Evaristo Sá/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta segunda-feira (30/12), a recomendação do Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA) que se opõe a algumas exigências feitas por escolas militarizadas aos alunos, como a obrigação de os meninos cortarem o cabelo curto.
O chefe do Executivo propôs, pelas redes sociais, que pais e responsáveis recorram à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a orientação do MPF-BA seja cassada.

"Sugerimos que a Escola, qualquer pai, mãe, aluno, ou interessado da comunidade, manifeste irresignação (recorra) à 1a Camara de Coordenação e Revisão do MPF (sede da PGR/Brasília). Dessa forma, a recomendação poderá ser cassada", escreveu Bolsonaro no Twitter.
Questionamentos
A recomendação foi divulgada em julho deste ano pelo órgão, que elaborou um documento questionando a qualidade do ensino de escolas militarizadas e apontando violações de direitos de crianças e adolescentes nesses colégios.

Além da proibição de determinados cortes de cabelo, o órgão da Justiça criticou a interferência das escolas na cor das unhas e no uso de maquiagem, além de coibir manifestações políticas.

Fonte: Correio brasiliense

12/14/2019

Bolsonaro volta a defender indulto natalino a policiais



Indulto deve ser assinado até o final deste ano   (foto: Antonio Cruz/Agência Brasil )Por 
O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer hoje (14) que pretende incluir policiais condenados no benefício do indulto natalino, que ele deve assinar até o final deste ano.
 "O indulto lá não é para determinada pessoa, é por aquilo que foi condenado no passado. Vai ter policial sim, vai ter civil, vai ter todo mundo lá. Agora, sempre esqueceram dos policiais, não é justo isso daí", disse o presidente na saída do Palácio da Alvorada. Segundo ele, há um processo de "criminalização" de policiais no país.
 "Não podemos continuar, cada vez mais, criminalizando os policiais no Brasil. Eles fazem como regra, um excelente trabalho, e tem que ser reconhecido. Ou tem indulto para todo tipo de gente ou não tem pra ninguém. Sou eu que assino", reafirmou.
Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), vinculado ao Ministério da Justiça, elaborou proposta para o indulto natalino deste ano sem incluir o perdão da pena a policiais presos. A proposta do conselho beneficia apenas presos em condições graves de saúde e seguirá na semana que vem para o Palácio do Planalto, que poderá modificá-la.
 O indulto permite a concessão de benefícios como a redução ou o perdão da pena de condenados que atendam a alguns critérios, como o cumprimento de parte da pena. O benefício do perdão de pena, no entanto, não pode ser concedido para condenados por crimes hediondos.
 Pacote anticrime
O presidente também disse a jornalistas que conversou rapidamente com o ministro Sergio Moro sobre possíveis vetos ao projeto de lei anticrime, aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional.
 "Aquela questão de triplicar pena para calúnia, difamação e injúria [em redes sociais] veio lá do Parlamento, minha tendência é vetar isso daí", disse.
 O presidente passa o fim de semana em Brasília, sem compromissos oficiais previstos. No início da tarde deste sábado, ele deixou o Palácio da Alvorada, residência oficial, e se deslocou a um endereço no Setor de Mansões Park Way, região sul de Brasília, para uma festa de confraternização promovida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.


Bolsonaro nega demissão de Weintraub e acha a gestão dele excelente


O presidente na Praça dos Três Poderes   (foto: Marcelo Brandão/Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro negou que vá trocar de ministros no começo de 2020. A jornalistas, ele afirmou que não há nada que o leve a tirar alguém do primeiro escalão. “Não está prevista [mudança em ministérios]. Não tem nada que me leve a trocar um ministro que seja”, disse em Brasília, neste sábado (14/12) ao passear pela Praça dos Três Poderes, no centro da capital.
Ele também elogiou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Considerou o trabalho dele “excelente” à frente do Ministério da Educação (MEC) e acusou as gestões anteriores de conduzirem a educação “por um mau caminho”. Como justificativa, citou o desempenho do Brasil no rograma Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). “Olha a prova do Pisa. Foi feita em abril do ano passado, uma das piores notas do mundo todo”, disse.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o resultado do Pisa no começo de dezembro. O relatório mostra que, em 2018, o Brasil teve leve melhora nas pontuações de leitura, matemática e ciências, mas nada que seja considerado um avanço substancial. Só dois em cada 100 estudantes atingiram os melhores desempenhos em pelo menos uma das disciplinas.
Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada no início da tarde, em direção à festa de confraternização do gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Em seguida, foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) visitar um funcionário do Alvorada, que está internado em virtude de um acidente de trânsito.

Antes de retornar à residência oficial, Bolsonaro fez duas paradas. A primeira delas na Esplanada dos Ministérios para cumprimentar policiais militares que davam plantão no local. Logo depois seguiu para a Praça dos Três Poderes. Lá, desceu do carro e tirou fotos com várias pessoas, entre turistas e vendedores de picolés. Em seguida, voltou para o Alvorada.

Fonte: Agência Brasil 


11/21/2019

Bolsonaro: ''Quem estiver portando arma de forma ostensiva vai levar tiro''


(foto: Facebook/ reprodução )
O presidente Jair Bolsonaro defendeu, em live no Facebook, na noite desta quinta-feira (21/11), a aprovação do projeto de lei que muda o conceito de excludente de ilicitude, previsto no Código Penal, para agentes de segurança em operações. O projeto foi encaminhado nesta quinta-feira (21/11) ao Congresso. 
 De acordo com o presidente, esta era uma promessa de campanha e uma antiga demanda dos agentes de segurança. "É uma maneira de prestigiar os integrantes das Forças Armadas", afirmou. 
 O presidente defendeu que, com a aprovação do projeto, será possível uma redução da criminalidade. "Quem estiver portando uma arma de forma ostensiva vai levar tiro", enfatizou. "Essa bandidagem só entende uma linguagem: uma resposta mais forte", completou. 
Em seguida, Bolsonaro pediu que as pessoas pressionem o Congresso para a aprovação da lei, porque "está na cara que o pessoal que não gosta muito das Forças Armadas, uma parte grande da esquerda, vai fazer um trabalho grande contra esse projeto." 
O projeto 
Da forma como está previsto, o projeto abrange todas as áreas de segurança: Forças Armadas e polícias Federal, Rodoviária Federal (PRF), civis e militares. 
Hoje, o Código Penal estabelece a exclusão de ilicitude em três casos. Ou seja, não são considerados crimes praticados por agentes de segurança, quando ocorre no estrito cumprimento de dever legal, em legítima defesa e em estado de necessidade. A lei atual também prevê que quem pratica esses atos pode ser punido se cometer excessos. 
De acordo com a explicação de Bolsonaro, com a aprovação do projeto, os agentes de segurança poderiam atirar para matar quando as vítimas estivessem privadas de liberdade e quando alguém estivesse portando uma arma de forma ostensiva, por exemplo. 
A proposta da excludente de ilicitude estava prevista no pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, mas foi retirado do projeto pelo Congresso, em setembro, depois da aprovação de um substitutivo apresentado pelo deputado federal Marcelo Freixo (PSol-RJ). 


Fonte :Correio Brasiliense

'É um inferno', diz Bolsonaro sobre investigação do filho no caso Marielle



Segundo testemunha, acusado de matar a vereadora teria se reunido com outro suspeito no condomínio onde morava presidente dizendo, na portaria, que iria até a casa de Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta quinta-feira (21/11), a revelação de que a polícia trabalha com a hipótese de participação do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) no assassinato da vereadora Marielle Franco. A afirmação é do jornalista Kennedy Alencar. 
 Durante live, transmitida no Facebook, o presidente disse que "é um inferno estar vivendo uma situação como essa". Bolsonaro lembrou que a primeira suspeita era de que ele próprio estaria envolvido no crime. "A polícia do Rio de Janeiro vem colhendo depoimentos, eu lamento, mas, no mínimo, equivocadas. Obedecem ordens do governador. Resolveram mirar em mim como possível mandante do crime, mas foi comprovado que no dia do crime eu estava em Brasília", explicou. 
 Bolsonaro, então, classificou como desvio de atenção a investigação sobre o filho dele. "São pessoas inescrupulosas que tentam de qualquer maneira desviar a atenção de fatos mais graves e tentar colocar no meu calo essa questão da Marielle. Está de bom tamanho esse caso já", concluiu. 
 De  acordo com o jornalista, a hipótese de envolvimento de Carlos Bolsonaro é tratada com cautela. Mas a linha de investigação é de que o vereador teria uma relação próxima com Ronnie Lessa, apontado como a pessoa que disparou em Marielle. A polícia ainda teria resgatado uma discussão forte que os dois vereadores teriam tido na Câmara Municipal. 


Fonte: Correio Brasiliense

11/20/2019

Porteiro que mencionou ''seu Jair'' dá nova versão à PF, segundo jornal

Entrada do condomínio onde Bolsonaro tem casa, na Barra da Tijuca(foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)


O porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde tem casa o presidente Jair Bolsonaro, recuou da versão dada em outubro passado, na qual ligava o nome do presidente Jair Bolsonaro ao assassinato da vereadora Marielle Franco. A informação é do colunista do jornal O Globo Lauro Jardim.
O porteiro foi ouvido novamente pela Polícia Federal nessa terça-feira (19/11), no inquérito aberto por ordem do ministro da Justiça, Sergio Moro, com o objetivo de apurar a "tentativa de envolvimento indevido" do nome de Bolsonaro nas investigações sobre o crime.
A investigação teve início após reportagem da TV Globo mostrar que um homem chamado Elcio (que seria Elcio Queiroz, um dos acusados pela execução de Marielle) deu entrada no condomínio Vivendas da Barra em 14 de março de 2018 (dia do crime) dirigindo um Renault Logan prata.
Segundo os documentos obtidos pela Rede Globo, o porteiro teria informado que Elcio pediu para ir à casa 58, de Bolsonaro. O porteiro afirmou, ainda, ter confirmado a entrada por interfone com o "seu Jair".
O novo depoimento do porteiro está sob sigilo e não foi comentado pela Polícia Federal. Segundo o jornal O Globo, no entanto, ele teria afirmado agora que anotou errado o número da casa à qual Elcio ia. Ele também não teria reafirmado que foi Bolsonaro quem deu a autorização para que o suspeito entrasse no condomínio.
Inquérito da PF
A repercussão do caso levou Moro a solicitar, via Procuradoria-Geral da República, a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar o depoimento do porteiro.
Segundo o ministro, há "inconsistências" no depoimento do funcionário, o que poderia classificar o ato como "crimes de obstrução à Justiça, falso testemunho ou denunciação caluniosa".
                      
Aras aceitou o pedido de Moro e enviou o ofício ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, que solicitou a abertura das investigações no dia 06. No mesmo dia, a Polícia Federal abriu o inquérito.
Perícia questionada
No dia seguinte à citação do nome de Bolsonaro no caso, o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou perícia nos áudios, feita em menos de duas horas e meia.
Foi a partir desta análise que promotoras do caso sustentaram a tese de que o porteiro mentiu em depoimento, o que motivou a abertura do inquérito contra o funcionário do Vivendas.
O Ministério Público afirma que os áudios não foram editados, nem adulterados, mas perícia é questionada por especialistas. Segundo eles, não houve tempo suficiente para uma análise aprofundada das provas e ressaltam que, como os computadores do condomínio não foram avaliados, não é possível saber se algum áudio foi suprimido ou renomeado de forma a enganar os investigadores.
O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, exibiu nas redes sociais gravações alegadamente obtidas com o síndico do Vivendas da Barra. O próprio presidente chegou a declarar que havia pego os áudios antes que fossem "adulterados". A declaração provocou questionamentos sobre suposta obstrução de justiça.
Federalização
Em setembro, a então a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o caso fosse conduzido em âmbito federal, o que será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) até o fim deste ano. Foi um dos últimos atos de Raquel no cargo.
A defesa de Lessa e Queiroz, inclusive, utilizam a manifestação de Raquel para pedir a suspensão do processo, alegando falhas na investigação e obstrução por parte da Polícia Civil.
A federalização do caso, no entanto, enfrenta resistências do Ministério Público do Rio, que comanda as investigações. Se aprovada, o caso deixará as mãos da promotoria estadual.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ex-ministro da Defesa e Segurança Pública na gestão Michel Temer, Raul Jungmann, classificou como "injustificável" a ação do Ministério Público do Rio em barrar a federalização.
O Ministério Público repudiou as declarações do ex-ministro e afirmou que o acionou formalmente para dar explicações à Justiça.

Com informações da Agência Estad
o


11/07/2019

Brasil vota contra fim do embargo a Cuba

Bolsonaro falou sobre o tema em live no Facebook(foto: MANDEL NGAN/AFP)

O Brasil votou hoje (7), pela primeira vez, a favor do embargo econômico, comercial e financeiro a Cuba. A votação, que ocorreu por meio de painel eletrônico durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, foi sobre projeto de resolução apresentado por Cuba condenando o embargo imposto pelos Estados Unidos desde 1962.
Em sua live semanal no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a posição brasileira. "Pela primeira vez o Brasil acompanhou os Estados Unidos na questão do embargo para Cuba. Então, nós somos favoráveis ao embargo para Cuba, afinal de contas, aquilo é uma democracia? Não é, é uma ditadura, então tem de ser tratada como tal", disse.
No Twitter, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, também comentou o voto brasileiro contrário ao projeto cubano. "Os países em desenvolvimento votam sempre a favor de Cuba. Desta vez o Brasil votou a favor da verdade", escreveu o chanceler. Além do Brasil, Estados Unidos e Israel votaram contra o fim do embargo.
Desde 1992, a Assembleia Geral da ONU vem sempre aprovando, por ampla maioria, uma resolução que pede o fim do embargo, que foi transformado em lei pelo Congresso americano em 1992. Em 2018, o texto foi aprovado por 189 votos a favor, com votos contrários apenas dos Estados Unidos e Israel, sem nenhuma abstenção.



Fonte:

11/06/2019

PF abre inquérito para investigar se porteiro que citou Bolsonaro mentiu


(foto: RENAN OLAZ)


A Polícia Federal atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e abriu inquérito para apurar se um dos porteiros que prestaram depoimento no âmbito das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco mentiu ao citar o presidente Jair Bolsonaro. O funcionário do Condomínio Vivendas da Barra, onde o chefe do Executivo tem casa, afirmou que o ex-PM Élcio de Queiroz, suspeito pela morte de Marielle, foi até o local em março do ano passado, horas antes da vereadora ser assassinada. 
Ao se identificar na guarita, Élcio teria dito que iria para a casa de Jair Bolsonaro. O porteiro então disse, em depoimento a Polícia Civil do Rio, que telefonou para a casa de número 58, onde Bolsonaro morava até janeiro deste ano,e disse que a entrada de Élcio foi autorizada pelo morador que ele identificou como "Seu Jair".
Ainda de acordo com o depoimento, ao entrar no residencial, Élcio se dirigiu a residência de número 65, pertencente a Ronnie Lessa, outro suspeito do homicídio.
A visita de Élcio ao local teria ocorrido em 14 de março do ano passado, horas antes de Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes, serem assassinados no centro do Rio. Naquele dia, o presidente Jair Bolsonaro estava em Brasília. Essa informação foi confirmada por registros da Câmara dos Deputados e também por lives que ele realizou em seu gabinete e nas dependências do Congresso.   

Investigação

Gravações da portaria do Condomínio Vivendas da Barra divulgadas pelo vereador Carlos Bolsonaro revelam que com a chegada de Élcio, um dos porteiros ligou para a casa 65 e quem autorizou a entrada do dele foi Ronnie Lessa.

No entanto, de acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a Polícia Civil sabe que o porteiro que realizou a ligação para a casa de Lessa não é o mesmo que afirmou em depoimento ter obtido autorização de "Seu Jair" para liberar a entrada de Élcio. Durante as diligências, a PF vai investigar se o funcionário do local mentiu, e quais foram os motivos dele ter eventualmente prestado informações falsas.

Além disso, os investigadores também querem saber como funciona o sistema de ligação do condomínio e se as chamadas podem ser efetuadas automaticamente para o celular dos moradores, como ocorre em alguns sistemas de comunicação instalados nesses empreendimentos. A depender do resultado das investigações, um trecho das investigações pode ser enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise. 


10/30/2019

MP: áudio contradiz porteiro e mostra que Ronnie Lessa liberou entrada de Élcio Queiroz no condomínio de Bolsonaro


Segundo promotora, porteiro pode ser processado por falso testemunho se for comprovado que mentiu em depoimento
RIO — O Ministério Público do Rio (MP-RJ) informou nesta quarta-feira que o depoimento do porteiro do condomínio do presidente Jair Bolsonaro sobre a liberação da entrada do ex-PM Élcio Queiroz não é compatível com a gravação da chamada feita pelo interfone da portaria.
Em coletiva de imprensa, o MP afirmou que o áudio confirma que quem autorizou a entrada de Élcio no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, foi o sargento aposentado da Polícia Militar Ronnie Lessa. A gravação confirma que os dois acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes se encontraram horas antes do crime no dia 14 de março de 2018.
Cronologia : Relembre os principais fatos da investigação
Segundo o MP-RJ, embora a planilha de controle de entradas e saídas no condomínio indique que Élcio teria informado que iria à casa 58, a gravação mostra que houve contato da portaria com a casa 65. A voz do homem que atendeu o porteiro foi identificada pelos peritos do MP como sendo de Lessa, a partir de uma comparação com a voz dele registrada em depoimentos à Polícia Civil do Rio.
A promotora Simone Sibilio, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Autorizado (GAECO), ainda não é possível dizer o motivo pelo qual o porteiro do condomínio disse à polícia, em dois depoimentos diferentes, que a voz responsável por autorizar a entrada de Élcio era a de “Seu Jair”, em referência ao presidente Jair Bolsonaro.
As informações relativas aos dois depoimentos do porteiro, que ocorreram sem a presença do MP-RJ, ainda serão apuradas. O processo ao qual ele pertence está sob sigilo e foi levado pela promotoria ao Supremo Tribunal Federal (STF), dada as menções à casa de Bolsonaro na planilha e ao nome dele no depoimento. As condições das afirmações do porteiro estão sob apuração, de acordo com a promotora Sibilio.
— O porteiro pode ter lançado o número 58 (na planilha) por vários motivos. Esses motivos serão apurados — explicou a promotora.
Caso seja comprovado que o profissional mentiu nos depoimentos prestados em 7 e 9 de outubro, ele pode ser processado por falso testemunho. Em um primeiro momento, a hipótese de que isso tenha acontecido foi confirmada pela promotora Sibilio. Questionada se o porteiro havia mentido, ela chegou a confirmar:
—  (O porteiro) Mentiu. Isso está provado por uma prova técnica. As testemunhas prestam depoimento, todos os elementos precisam ser checados. Todos os elementos o GAECO checa. Nada passa sem ser checado — disse Sibilio.
Quando questionada novamente se poderia dizer categoricamente que o porteiro mentiu, Sibilio evitou retomar a afirmação.
— A prova técnica juntada aos autos mostra que no dia 14 de março de 2018 às 17h07, quem autoriza a entrada de Élcio Queiroz no condomínio é Ronnie Lessa.
Ao ser questionada se o porteiro pode ser processado, ela responde:
— Qualquer testemunha que mente, seja o porteiro ou qualquer outro, podem ser processados. Ele e todos os demais que mentem — afirmou Sibilio.
Em depoimento à Polícia Civil, encaminhado ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), o porteiro disse que a entrada de Élcio foi autorizada por uma pessoa cuja voz ele identificou como a de "seu Jair". Após constatar, através das câmeras de segurança, que o visitante se dirigia para outra casa, o porteiro informou ter ligado novamente para a residência 58 , e que "seu Jair" informou pelo inteforne que "sabia para onde Élcio estava indo". Registros de presença na Câmara dos Deputados mostram, no entanto, que Bolsonaro estava em Brasília no dia 14 de março do ano passado.
Sibilio também explicou que, devido ao registro relativo à casa do presidente Jair Bolsonaro e a menção a ele no depoimento do porteiro, o presidente do Supremo Tribubal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, foi procurado, conforme estabelece a lei. Isso ocorreu em 10 de outubro. Ela disse ainda que essa parcela da investigação, incluindo o depoimento do porteiro, permanecem com a Corte por tratar de uma autoridade com foro por prerrogativa de função.
Tanto a planilha que registrou as visitas no condomínio entre janeiro e março de 2018, como as gravações desse mesmo período, foram entregues ao Supremo. A remessa incluiu outras informações, como o registro de presença de Bolsonaro na Câmara. Segundo a procuradora Sibilio, o Procurador-geral da República Augusto Aras também tomou ciência do caso.
O Jornal Nacional, da TV Globo, noticiou na noite de terça-feira a existência da anotação e o depoimento do porteiro, assim como a existência do registro de presença na Câmara e a possibilidade de a investigação chegar ao STF por ter passado a envolver o presidente. Bolsonaro classificou a reportagem como "patifaria" e a defesa dele chamou o depoimento do porteiro de mentiroso.
Atenção recente às planilhas
Ainda de acordo com o MP-RJ, as planilhas que registram as presenças do condomínio foram apreendidas em 5 de outubro deste ano. Quando recolhido, o material mostrou a existência de uma anotação referente às 17h10 do dia 14 de março de 2018, com o campo referente à autorização em branco.
Somente a partir da apreensão e da menção à casa 58 foi que a investigação passou a envolver o nome do presidente da República. Naquele momento, estava sob apuração o encontro de Lessa e Élcio na data do crime, o que ambos negavam desde março, quando foram presos na Operação Lume.
O interesse pelos registros de entrada e saída surgiu porque em outubro, após a perícia dos celulares apreendidos com Lessa, foi encontrada uma imagem da planilha enviada a ele por sua mulher, Elaine Lessa, em 22 de janeiro deste ano. O envio ocorreu quando ambos ainda estavam em liberdade.
Elaine enviou o conteúdo a Lessa dois dias antes do depoimento dele à Polícia. Junto com a imagem que mostrava o pedido de Élcio para acessar o condomínio, Elaine escreveu: “Liga para o Élcio” e Lessa respondeu: “Ok”.
Na manhã do dia em que as mensagens foram tocadas por Elaine e Lessa, o MP-RJ e a Polícia Civil prenderam cinco suspeitos de integrar uma milícia em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Entre os alvos da operação batizada de "Os Intocáveis" estava o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, do qual Lessa faria parte.
A perícia no celular de Lessa demorou quase oito meses porque, segundo o MP-RJ, os aparelhos dele foram encontrados bloqueados com senha e em modo avião. Como Lessa se recusou a conceder o código de acesso, a promotoria precisou acessar os dados com autorização judicial. A perícia só foi concluída em outubro.
Quando o MP recebeu o resultado da perícia, em outubro, foi pedida apreensão da planilha, a partir do conteúdo das mensagens de Elaine. Só então foi constatado que havia anotação referente à casa 58, onde vivia Bolsonaro.
Cerca de dois dias depois, segundo o MP-RJ, os áudios que registraram os contatos entre a portaria e a casa foram entregues à polícia voluntariamente pelo síndico do condomínio. As gravações foram periciadas pelo MP-RJ, que atestou a autenticidade de seu conteúdo.
— A questão da autenticidade do equipamento ou das gravações, isso tem que ter feito por perito técnico. Foi confirmada a ausência de adulterações naquelas gravações — garantiu a promotora Letícia Emily, uma das responsáveis pelo caso.
'Erro de análise'
Questionada se as planilhas deveriam ter sido recolhidas ainda em março deste ano, quando Lessa e Élcio foram presos, a promotora a apreensão poderia ter ocorrido antes, em março, quando Lessa e Élcio foi preso. Naquela ocasião, no entanto, as diligiências no condomínio contemplaram apenas a casa 65, onde vivia o sargento aposentado da PM.
—  Foi um erro de análise — classificou Letícia Emily, quando questionada sobre a demora para a apreensão.
Durante a coletiva, a coordenadora do GAECO, Simone Sibilio, afirmou que o MP-RJ não compactua com o vazamento de informações sobre a investigação. Ela também disse que não sabe se o governador Wilson Witzel (PSC-RJ) soube do caso com antecedência, conforme afirmou Bolsonaro na terça-feira, após a divulgação das informações pela TV Globo. 
Cronologia da apreensão
22 de janeiro de 2019: O MP-RJ e a Polícia Civil do Rio prenderam integrantes de uma milícia em Rio das Pedras. Naquele dia, Ronnie Lessa recebeu de Elaine, sua mulher, uma foto da planilha de registro de visitantes do condomínio Vivendas da Barra com a frase "Liga para o Élcio".
24 de janeiro de 2019: Lessa e Élcio de Queiroz depõem e negam que estavam juntos no dia do assassinato de Marielle Franco.
12 de março de 2019: Lessa e Élcio são presos na Operação Lume, do MP-RJ e da Polícia Civil. Junto a outros itens, celulares de Lessa são apreendidos. Eles estavam em modo avião e tinham bloqueio de segurança. O sargento aposentado da PM não entregou os códigos de desbloqueio.
4 de outubro de 2019: Em posse do resultado da perícia nos celulares de Lessa e da mensagem enviada por Elaine em janeiro, o MP-RJ requer à Justiça a busca e apreensão das planilhas de registro de entrada e saída do condomínio.
5 de outubro de 2019: A busca e apreensão coloca a Polícia Civil e o MP-RJ em posse dos registros referentes a janeiro, fevereiro e março de 2018.
7 de outubro de 2019: O porteiro do condomínio responsável pela anotação do dia 14 de março de 2018, quando Marielle foi morta, é ouvido pela primeira vez pela Polícia Civil, sem a presença do MP-RJ. Ele afirma que Élcio informou na portaria que iria para a casa 58, onde "seu Jair" teria atendido o interfone e autorizado a entrada. Segundo o MP-RJ, houve menção específica ao nome do presidente Jair Bolsonaro.
9 de outubro de 2019: A Polícia Civil ouve o porteiro pela segunda vez. Ele reafirma o que já havia dito.
10 de outubro de 2019: O MP-RJ leva o caso ao STF diante da menção ao nome de Bolsonaro, que possui foro por prerrogativa de função. O ministro Dias Toffoli, presidente da Corte, é informado. O MP-RJ diz que Augusto Aras, chefe da PGR, também tomou ciência. O caso Marielle Franco em imagens Bolsonaro Marielle.




10/28/2019

Após postar vídeo que chama PSL e STF de inimigos, Bolsonaro apaga conteúdo




(foto: Reprodução/Twitter)

O perfil oficial do presidente Jair Bolsonaro exibiu durante cerca de duas horas, na tarde desta segunda-feira (28/10), um vídeo que retrata o chefe do Executivo como um leão sendo atacado por hienas na savana.
Cada hiena que cerca o leão ganha o logotipo de alguma empresa, movimento social ou instituição que, segundo os autores do vídeo (não identificados), estão contra Bolsonaro.
Entre esses inimigos, aparecem partidos políticos como o PT, o PCdoB e o próprio PSL, do qual Bolsonaro faz parte. Também aparecem sobre as hienas os logotipos do STF, da OAB e da ONU; de movimentos de espectro político bem variados, como MST e MBL; veículos de comunicação; e causas sociais, como o feminismo.
O vídeo, então, mostra um segundo leão, identificado como "conservador patriota", chegando para ajudar o leão alvo das hienas, que, nesse momento fogem. Surge, então a mensagem: "Vamos apoiar o presidente até o fim! E não atacá-lo. Já tem a oposição para fazer isso!"

O vídeo foi deletado por volta das 17h. Abaixo você vê um printscreen da postagem:
(foto: Reprodução/Twitter)


América do Sul
O vídeo foi postado com a seguinte mensagem:
"- Chile, Argentina, Bolívia, Peru, Equador..... 
- Mais que a vida, a nossa LIBERDADE. 
- Brasil acima de tudo! 
- Deus acima de todos!"

Nos países mencionados, ou a esquerda tem assumido ou se mantido no poder, ou governos à direita enfrentam sérias crises.



Fonte: Correeio brasiliense


10/17/2019

Delegado Waldir recua e diz que irá ''pacificar'' a bancada do PSL



(foto: Sérgio Lima/AFP)
Horas depois do vazamento de um áudio em que o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), ameaça “implodir” o presidente Jair Bolsonaro com a divulgação de informações comprometedoras, o parlamentar voltou atrás e tentou atenuar a situação. Em uma entrevista publicada nesta quinta-feira (17/10) pelo G1, Waldir assegurou não saber de nada que desabone a conduta de Bolsonaro e que deseja pacificar a bancada do partido na Câmara.
"É só questão de... É uma fala de emoção, né? Um momento de sentimento", disse o deputado. “É uma fala num momento de emoção, né? É uma fala quando você percebe a ingratidão. Tenho que buscar as palavras. Tenho que buscar as palavras", continuou. "Nós somos Bolsonaro. Nós somos que nem mulher traída. Apanha, não é? Mas mesmo assim ela volta ao aconchego".
Posteriormente, o parlamentar declarou ser possível “pacificar” a bancada do PSL. Segundo ele, os 53 deputados da legenda votarão “integralmente” conforme os interesses do governo.
No áudio em que fez ameaças a Bolsonaro, Waldir afirmou, entre palavrões e ofensas ao presidente: “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo”.
O parlamentar de Goiás, nessa crise que foi impulsionada pelo escândalo das candidaturas laranjas do PSL, é um dos mais fiéis aliados do presidente da sigla, o deputado Luciano Bivar (PE). Ambos têm protagonizado embates públicos contra Bolsonaro, a quem acusam de querer usurpar o controle da legenda.
Waldir fez as ameaças depois que as revistas "Época" e "Crusoé" divulgaram áudio de uma gravação com o presidente Bolsonaro pedindo assinatura, possivelmente a um deputado do PSL não identificado, na tentativa de conseguir apoios para tirá-lo da liderança do partido na Câmara. 
Fonte: Correio brasiliense

10/16/2019

Bolsonaro se reúne com Toffolli, Moraes e Mendes no Palácio do Planalto



Por:Ingrid Soares




(foto: Marcos Correa/PR)
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recebeu na manhã desta quarta-feira (16/10) no Palácio do Planalto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. O encontro ocorre um dia antes do julgamento final pela Corte sobre a validade da prisão após condenação em segunda instância. De acordo com a agenda presidencial, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes participaram juntos da reunião com Bolsonaro por cerca de 15 minutos. Já Gilmar Mendes foi recebido às 11h. O encontro durou 25 minutos.
 Á tarde, Bolsonaro participou da cerimônia de assinatura de decreto de concessão de documento de identificação militar para oficiais da Reserva. A solenidade foi transmitida por meio de uma live pelas redes sociais do chefe do Executivo.
Durante a cerimônia, Bolsonaro ressaltou a importância do simbolismo do documento, válido apenas em território nacional.

10/10/2019

Trump descumpre acordo com Bolsonaro e retira apoio ao Brasil na OCDE






Jair Bolsonaro presenteia Donald Trump com uma camisa da Seleção Brasileira, durante encontro na Casa Branca, em Washington - compromisso desfeito - 19/03/2019 (Kevin Lamarque/Reuters)



O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, informou o secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), José Ángel Gurría, que os Estados Unidos apoiarão apenas o ingresso da Argentina e da Romênia na instituição, o que significa a retirada de seu respaldo ao acesso do Brasil. A agência de notícias Bloomberg obteve a carta de Pompeu, enviada em 28 de agosto.
A decisão contradiz o anuncio público de apoio do presidente americano, Donald Trump, ao acesso do Brasil na OCDE durante a visita de Jair Bolsonaro a Washington, em março deste ano. O respaldo dos Estados Unidos fora endossado pelo secretário de Comércio, Wilbur Ross, durante uma visita em São Paulo.
O apoio americano ao acesso do Brasil na OCDE foi um dos principais resultados da visita do presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump, em Washington, em março passado, e selou o alinhamento da política externa brasileira à dos Estados Unidos. A medida teve como contrapartida o consentimento do governo brasileiro à sua retirada voluntária do sistema de preferências para economias em desenvolvimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Os Estados Unidos continuam a preferir a ampliação a um ritmo mais lento levando em consideração a necessidade de pressionar pelo planejamento de governança e sucessão”, afirmou Pompeu na carta.
Quase ao mesmo tempo em que a reportagem da Bloomberg ia para o ar nesta quinta-feira, 10, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, demonstrou desinformação ao afirmar que “estamos prontos para integrar na OCDE. Nós e o setor privado acreditamos que isso será chave para o desenvolvimento do Brasil”, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2019, em São Paulo.
O apoio dos Estados Unidos era considerado tão sólido pelo governo brasileiro que, em 1º de outubro, o deputado Eduardo Bolsonaro, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, postou no Twitter mensagem sobre a criação do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-OCDE, do qual tornou-se vice-presidente.
Um funcionário do alto escalão do governo americano disse à Bloomberg que os Estados Unidos apoiam a ampliação do bloco e um eventual convite para o Brasil. Porém, seu país está focado no ingresso da Argentina e da Romênia, devido aos “esforços de reforma econômica e o compromisso com o livre mercado”.
A decisão americana pode ter surpreendido a cúpula Itamaraty, mas alguns de seus segmentos jamais confiaram no apoio real dos Estados Unidos ao acesso do Brasil à OCDE neste momento. Em dezembro do ano passado, Washington já havia endossado o ingresso da Argentina – mesmo mergulhada em grave crise econômica – e da Romênia. Mas se contrapunha ao acesso dos demais países respaldados pela União Europeia – Bulgária e Croácia.
Para cumprir seu compromisso com Bolsonaro, Trump teria de ceder aos europeus. Outro país desconsiderado neste momento por Washington foi o Peru, ao qual a Casa Branca também prometera seu apoio. Segundo uma fonte do Ministério da Economia,  a rigor, os Estados Unidos não rejeitaram o Brasil, mas decidiram manter o processo de ampliação da OCDE bloqueado. “Na prática, tudo está parado”, afirmou.
Há anos, o Brasil faz parte oficialmente de 30 dos cerca de 300 comitês e grupos da OCDE. Como convidado, atua em outros órgãos da instituição. Desde que o governo brasileiro retomou sua intenção de ingressar na OCDE como membro, durante a gestão de Michel Temer, o Brasil enviou a Paris um representante exclusivamente para tratar desse tema, o embaixador Carlos Márcio Cozendey.


Por Denise Chrispim Marin e Vinícius Novelli

9/17/2019

Viagem de Bolsonaro a ONU ainda está sob avaliação médica, diz porta-voz

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Ingrid Soares

Durante coletiva na noite desta terça-feira (17/9), o porta-voz da República Otávio Rêgo Barros, afirmou que a viagem do presidente Jair Bolsonaro à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) depende de avaliação médica. Ele passará por uma reavaliação liderada pelo médico António Macedo na sexta-feira (20/9), no Hospital DF Star em Brasília, pela manhã. A previsão é de que a equipe médica se desloque de São Paulo às 7h.
"A viagem do presidente está praticamente definida, mas ainda sob análise da avaliação médica, que ocorrerá na próxima sexta-feira pela equipe do doutor Macedo. A recuperação do presidente é muito positiva, tudo indica que ele dará a confirmação e nós embarcaremos no dia 23 para Nova York", afirmou Rêgo Barros.
O porta-voz destacou ainda que o presidente apresenta melhora clínica progressiva e segue as orientações médicas quanto à alimentação, fisioterapia, ao descanso e a restrição de visitas e eventualmente, de despachos. 
Para a reunião na ONU, a previsão é de que a comitiva de Bolsonaro saia de Brasília às 8h do dia 23 de setembro com chegada prevista para as 16h em Nova York. No dia 24, antes do pronunciamento, haverá encontro do presidente Bolsonaro com António Guterres, secretário geral da ONU. Segundo Rêgo Barros, não estão previstos outros encontros bilaterais.
A partida para Brasília ooorrerá no dia 25 com escala em Dallas, no Texas, onde o presidente encontrará com representante de empresas de tecnologia. A agenda, no entanto, informa, poderá sofrer alterações.
Crise do petróleo
 Segundo o porta-voz, o presidente Bolsonaro criou um gabinete no Ministério de Minas e Energia (MME) para acompanhar as oscilações internacionais do preço do petróleo. 
“O governo instalou no Ministério de Minas e Energia um gabinete de acompanhamento da situação para manter o presidente informado e para discussão de planos de ação para conter eventuais consequências e reflexos que possam impactar no nosso país”, concluiu.