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12/14/2019

Bolsonaro nega demissão de Weintraub e acha a gestão dele excelente


O presidente na Praça dos Três Poderes   (foto: Marcelo Brandão/Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro negou que vá trocar de ministros no começo de 2020. A jornalistas, ele afirmou que não há nada que o leve a tirar alguém do primeiro escalão. “Não está prevista [mudança em ministérios]. Não tem nada que me leve a trocar um ministro que seja”, disse em Brasília, neste sábado (14/12) ao passear pela Praça dos Três Poderes, no centro da capital.
Ele também elogiou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Considerou o trabalho dele “excelente” à frente do Ministério da Educação (MEC) e acusou as gestões anteriores de conduzirem a educação “por um mau caminho”. Como justificativa, citou o desempenho do Brasil no rograma Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). “Olha a prova do Pisa. Foi feita em abril do ano passado, uma das piores notas do mundo todo”, disse.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o resultado do Pisa no começo de dezembro. O relatório mostra que, em 2018, o Brasil teve leve melhora nas pontuações de leitura, matemática e ciências, mas nada que seja considerado um avanço substancial. Só dois em cada 100 estudantes atingiram os melhores desempenhos em pelo menos uma das disciplinas.
Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada no início da tarde, em direção à festa de confraternização do gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Em seguida, foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) visitar um funcionário do Alvorada, que está internado em virtude de um acidente de trânsito.

Antes de retornar à residência oficial, Bolsonaro fez duas paradas. A primeira delas na Esplanada dos Ministérios para cumprimentar policiais militares que davam plantão no local. Logo depois seguiu para a Praça dos Três Poderes. Lá, desceu do carro e tirou fotos com várias pessoas, entre turistas e vendedores de picolés. Em seguida, voltou para o Alvorada.

Fonte: Agência Brasil 


5/22/2019

MEC abre consulta para vagas no Sisu nesta quinta-feira


A partir de amanhã (23), os estudantes já poderão consultar as vagas disponíveis nas instituições e cursos oferecidos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre, na pagina do Sisu na internet.
Podem participar do Sisu, os estudantes que fizeram prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018 e obtiveram nota na redação acima de zero.
As inscrições do Sisu poderão ser feitas de 4 a 7 de junho. Durante esse período, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte, que é a menor nota para o candidato ficar entre os potencialmente selecionados.
O resultado será divulgado no dia 10 de junho. Os participantes poderão ainda integrar a lista de espera entre 11 e 17 de junho.
Simulador
Para evitar sobrecarga do sistema, segundo o Ministério da Educação, o simulador do Sisu, que mostra informações dos últimos processos seletivos, vai ficar temporariamente fora do ar a partir desta quinta-feira.
A previsão é que volte ao ar no dia 10 de junho. "A medida, preventiva, foi necessária para evitar que o sistema fique sobrecarregado", disse a pasta.
O Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior a estudantes que fizeram o Enem.
* Com informações da Agência Brasil



2/25/2019

MEC pede que alunos cantem o Hino Nacional nas escolas do país


Por: Jornal Nacional
MEC pede que alunos cantem o Hino Nacional nas escolas do país


Uma publicação do Ministério da Educação pediu que escolas do país inteiro, públicas e privadas, filmem os alunos cantando o Hino Nacional e que leiam para eles uma carta com slogan da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro.
A carta assinada pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, chegou por e-mail a escolas de todo o país. A informação foi publicada no site do jornal “O Estado de S.Paulo” e confirmada pelo Jornal Nacional.
O ministro pede que a mensagem seja lida no primeiro dia de aula para todas as crianças. Diz assim: “Brasileiros! Vamos saudar o Brasil dos novos tempos e celebrar a educação responsável e de qualidade a ser desenvolvida na nossa escola pelos professores, em benefício de você, alunos, que constituem a nova geração”.
E repete o lema da campanha de Bolsonaro: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”.
Segundo o próprio MEC, “no e-mail em que a carta foi enviada, pede-se ainda que, após a sua leitura, professores, alunos e demais funcionários da escola fiquem perfilados diante da bandeira do Brasil, se houver na unidade de ensino, e que seja executado o Hino Nacional”.
E que “para os diretores que desejarem atender voluntariamente o pedido do ministro, um representante da escola filme (com aparelho celular) trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino. E que, em seguida, os vídeos sejam encaminhados por e-mail ao MEC e à Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República”.
O MEC disse que “a atividade faz parte da política de incentivo à valorização dos símbolos nacionais”.
Mas a mensagem causou indignação em educadores. Uma das principais críticas é o pedido para filmar as crianças em ambiente escolar sem explicar o que será feito das filmagens e sem a autorização dos pais.
O diretor de Políticas Educacionais do Todos pela Educação, Olavo Nogueira Filho, criticou a iniciativa.
“Qualquer filmagem que lance mão de cenas de alunos, estudantes, obrigatoriamente precisam de autorização prévia por parte dos pais, inclusive quando se trata de menores de idade. É de fato um pedido que o Ministério da Educação faz que, de novo, não tem precedentes no passado recente do Brasil e que traz consigo uma série de questionamentos a respeito da sua legalidade e, mais do que isso, da sua pertinência, enquanto, de novo, aquilo que deve ser foco de atuação do Ministério da Educação num contexto de país onde o cenário da educação básica é extremamente grave”.
Em outra polêmica, no início de fevereiro, Vélez Rodriguez afirmou em entrevista que "o brasileiro viajando é um canibal; rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”.
Na época, a assessoria do ministro afirmou que ele estava se referindo a casos específicos de determinados jovens e não quis generalizar.
Ele também repetiu que a universidade não é para todos, que ela "representa uma elite intelectual para a qual nem todo mundo está preparado ou para a qual nem todo mundo tem disposição ou capacidade".
A assessoria explicou que, para o ministro, "o ensino superior está aberto a todos os estudantes que quiserem ingressar por livre escolha e não por imposição do mercado".
No fim do dia, o Ministério da Educação modificou a publicação. Acrescentou que fará uma seleção das imagens enviadas e que, antes de qualquer divulgação, o ministério vai solicitar autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável.