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11/21/2019

'É um inferno', diz Bolsonaro sobre investigação do filho no caso Marielle



Segundo testemunha, acusado de matar a vereadora teria se reunido com outro suspeito no condomínio onde morava presidente dizendo, na portaria, que iria até a casa de Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta quinta-feira (21/11), a revelação de que a polícia trabalha com a hipótese de participação do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) no assassinato da vereadora Marielle Franco. A afirmação é do jornalista Kennedy Alencar. 
 Durante live, transmitida no Facebook, o presidente disse que "é um inferno estar vivendo uma situação como essa". Bolsonaro lembrou que a primeira suspeita era de que ele próprio estaria envolvido no crime. "A polícia do Rio de Janeiro vem colhendo depoimentos, eu lamento, mas, no mínimo, equivocadas. Obedecem ordens do governador. Resolveram mirar em mim como possível mandante do crime, mas foi comprovado que no dia do crime eu estava em Brasília", explicou. 
 Bolsonaro, então, classificou como desvio de atenção a investigação sobre o filho dele. "São pessoas inescrupulosas que tentam de qualquer maneira desviar a atenção de fatos mais graves e tentar colocar no meu calo essa questão da Marielle. Está de bom tamanho esse caso já", concluiu. 
 De  acordo com o jornalista, a hipótese de envolvimento de Carlos Bolsonaro é tratada com cautela. Mas a linha de investigação é de que o vereador teria uma relação próxima com Ronnie Lessa, apontado como a pessoa que disparou em Marielle. A polícia ainda teria resgatado uma discussão forte que os dois vereadores teriam tido na Câmara Municipal. 


Fonte: Correio Brasiliense

10/17/2019

Delegado Waldir recua e diz que irá ''pacificar'' a bancada do PSL



(foto: Sérgio Lima/AFP)
Horas depois do vazamento de um áudio em que o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), ameaça “implodir” o presidente Jair Bolsonaro com a divulgação de informações comprometedoras, o parlamentar voltou atrás e tentou atenuar a situação. Em uma entrevista publicada nesta quinta-feira (17/10) pelo G1, Waldir assegurou não saber de nada que desabone a conduta de Bolsonaro e que deseja pacificar a bancada do partido na Câmara.
"É só questão de... É uma fala de emoção, né? Um momento de sentimento", disse o deputado. “É uma fala num momento de emoção, né? É uma fala quando você percebe a ingratidão. Tenho que buscar as palavras. Tenho que buscar as palavras", continuou. "Nós somos Bolsonaro. Nós somos que nem mulher traída. Apanha, não é? Mas mesmo assim ela volta ao aconchego".
Posteriormente, o parlamentar declarou ser possível “pacificar” a bancada do PSL. Segundo ele, os 53 deputados da legenda votarão “integralmente” conforme os interesses do governo.
No áudio em que fez ameaças a Bolsonaro, Waldir afirmou, entre palavrões e ofensas ao presidente: “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo”.
O parlamentar de Goiás, nessa crise que foi impulsionada pelo escândalo das candidaturas laranjas do PSL, é um dos mais fiéis aliados do presidente da sigla, o deputado Luciano Bivar (PE). Ambos têm protagonizado embates públicos contra Bolsonaro, a quem acusam de querer usurpar o controle da legenda.
Waldir fez as ameaças depois que as revistas "Época" e "Crusoé" divulgaram áudio de uma gravação com o presidente Bolsonaro pedindo assinatura, possivelmente a um deputado do PSL não identificado, na tentativa de conseguir apoios para tirá-lo da liderança do partido na Câmara. 
Fonte: Correio brasiliense

2/15/2019

Embate entre Bebianno e Carlos Bolsonaro gera expectativa no Palácio do Planalto



A crise no Palácio do Planalto, envolvendo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, ganhou novos contornos nesta quinta-feira (14).
Mais um dia de agenda sem compromissos oficiais. Nem onde estava prevista, a presença de Gustavo Bebianno se confirmou. A assessoria chegou a dizer que ele participaria de manhã de uma reunião na Casa Civil, mas depois informou que foi um erro da agenda. O ministro da Secretaria-Geral encarna a primeira grande crise no núcleo do governo.
O estopim foi a reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” sobre suspeita de candidatura laranja no PSL, partido de Jair Bolsonaro. De acordo com a reportagem, o grupo do atual presidente da legenda, Luciano Bivar, deu R$ 400 mil para uma candidata laranja em Pernambuco na eleição passada.
Essa denúncia fez surgir rumores de que Gustavo Bebianno, que presidia o PSL na época, poderia ser demitido do cargo. O ministro negou desgaste. Chegou a dizer, em entrevista ao jornal “O Globo”, que falou com o presidente três vezes, após rumores de crise no governo. Bebbiano disse que a conversa foi por aplicativo de mensagem.
O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, rebateu. Disse que esteve 24 horas ao lado do pai e que Bebianno mentiu, não falou com o presidente.
Horas depois, o próprio Bolsonaro endossou, publicamente, a tese da mentira. Em entrevista à TV Record, nesta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro disse que é mentira que ele tenha conversado com o ministro Bebianno. Ele disse que já mandou a Polícia Federal investigar o caso e, se ficar comprovado o envolvimento do ministro, “lamentavelmente o destino não pode ser outro, a não ser voltar aí, às suas origens”.
Nesta quinta-feira (14), o ministro da Justiça, Sérgio Moro, confirmou que a Polícia Federal vai apurar as suspeitas de candidaturas laranjas do PSL: “O senhor presidente Jair Bolsonaro proferiu uma determinação, a determinação está sendo cumprida. Os fatos vão ser apurados e eventuais responsabilidades, após as investigações, vão ser definidas”.
Uma suspeita semelhante de irregularidade com verba do PSL já havia sido apontada, pelo mesmo jornal “Folha de S.Paulo”, contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. No dia 4 de fevereiro, a reportagem mostrou que o ministro direcionou verba pública de campanha para empresas ligadas a seu gabinete na Câmara, a partir de quatro candidaturas do partido em Minas Gerais, onde era presidente da legenda.
Mas essa denúncia não teve o mesmo efeito bomba como agora, com Bebianno. A crise de agora atingiu em cheio o Palácio do Planalto.
O entorno do presidente não esconde o incômodo com o acirramento do conflito, mas entre apoiar o ministro ou o filho do presidente, os aliados mais próximos preferem dar apoio a Bebianno. E é aí que entram os bombeiros de plantão, sugerindo calma.
A deputada do PSL, Joice Hasselman, disse que Bebianno deve ser investigado, mas não pode ser descartado somente pelas suspeitas. E disse que há uma preocupação com o reflexo desse desgaste no Congresso: “Os líderes estão um pouco preocupados, né? Com esse ruído todo que está se criando. Nós temos um Brasil para tocar, uma reforma da Previdência para aprovar. Nós temos uma base para consolidar. Nós temos um país para levar para a frente; a gente não pode ficar parando ou tropeçando”.
O líder do PSL no Senado, Major Olímpio, minimizou o fato de Bolsonaro não ter saído em defesa de Gustavo Bebianno, mas reconheceu que declarações de interlocutores informais estão conturbando o ambiente dentro do governo - numa referência a Carlos Bolsonaro, filho do presidente.
“Isso está passando por um processo de adequação, porque ele agora é o presidente da República, ele agora tem porta-voz, ele agora tem ministros que são da sua confiança, tem uma estrutura hierárquica do país; e aos poucos isso vai se adequar entre o seu perfil da comunicação direta com as pessoas e a comunicação do presidente da República”, opinou Olímpio.
O que dizem os citados:
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse que repudia, veementemente, todas as acusações e que não tem qualquer vínculo pessoal com as candidatas citadas na denúncia. Disse ainda que encara com tranquilidade eventuais investigações que, segundo ele, vão provar que sempre agiu dentro da lei.
A assessoria do deputado Luciano Bivar, presidente do PSL, declarou que as contas do partido foram aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal Superior Eleitoral e que não há nenhuma ilicitude.
Em Pernambuco, Maria de Lourdes Paixão, acusada de ser candidata laranja do PSL, não compareceu ao depoimento marcado pela Polícia Federal. A PF informou que ela seria ouvida como colaboradora, já que não existe um inquérito sobre o caso.


Fonte: JN