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2/15/2019

Embate entre Bebianno e Carlos Bolsonaro gera expectativa no Palácio do Planalto



A crise no Palácio do Planalto, envolvendo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, ganhou novos contornos nesta quinta-feira (14).
Mais um dia de agenda sem compromissos oficiais. Nem onde estava prevista, a presença de Gustavo Bebianno se confirmou. A assessoria chegou a dizer que ele participaria de manhã de uma reunião na Casa Civil, mas depois informou que foi um erro da agenda. O ministro da Secretaria-Geral encarna a primeira grande crise no núcleo do governo.
O estopim foi a reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” sobre suspeita de candidatura laranja no PSL, partido de Jair Bolsonaro. De acordo com a reportagem, o grupo do atual presidente da legenda, Luciano Bivar, deu R$ 400 mil para uma candidata laranja em Pernambuco na eleição passada.
Essa denúncia fez surgir rumores de que Gustavo Bebianno, que presidia o PSL na época, poderia ser demitido do cargo. O ministro negou desgaste. Chegou a dizer, em entrevista ao jornal “O Globo”, que falou com o presidente três vezes, após rumores de crise no governo. Bebbiano disse que a conversa foi por aplicativo de mensagem.
O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, rebateu. Disse que esteve 24 horas ao lado do pai e que Bebianno mentiu, não falou com o presidente.
Horas depois, o próprio Bolsonaro endossou, publicamente, a tese da mentira. Em entrevista à TV Record, nesta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro disse que é mentira que ele tenha conversado com o ministro Bebianno. Ele disse que já mandou a Polícia Federal investigar o caso e, se ficar comprovado o envolvimento do ministro, “lamentavelmente o destino não pode ser outro, a não ser voltar aí, às suas origens”.
Nesta quinta-feira (14), o ministro da Justiça, Sérgio Moro, confirmou que a Polícia Federal vai apurar as suspeitas de candidaturas laranjas do PSL: “O senhor presidente Jair Bolsonaro proferiu uma determinação, a determinação está sendo cumprida. Os fatos vão ser apurados e eventuais responsabilidades, após as investigações, vão ser definidas”.
Uma suspeita semelhante de irregularidade com verba do PSL já havia sido apontada, pelo mesmo jornal “Folha de S.Paulo”, contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. No dia 4 de fevereiro, a reportagem mostrou que o ministro direcionou verba pública de campanha para empresas ligadas a seu gabinete na Câmara, a partir de quatro candidaturas do partido em Minas Gerais, onde era presidente da legenda.
Mas essa denúncia não teve o mesmo efeito bomba como agora, com Bebianno. A crise de agora atingiu em cheio o Palácio do Planalto.
O entorno do presidente não esconde o incômodo com o acirramento do conflito, mas entre apoiar o ministro ou o filho do presidente, os aliados mais próximos preferem dar apoio a Bebianno. E é aí que entram os bombeiros de plantão, sugerindo calma.
A deputada do PSL, Joice Hasselman, disse que Bebianno deve ser investigado, mas não pode ser descartado somente pelas suspeitas. E disse que há uma preocupação com o reflexo desse desgaste no Congresso: “Os líderes estão um pouco preocupados, né? Com esse ruído todo que está se criando. Nós temos um Brasil para tocar, uma reforma da Previdência para aprovar. Nós temos uma base para consolidar. Nós temos um país para levar para a frente; a gente não pode ficar parando ou tropeçando”.
O líder do PSL no Senado, Major Olímpio, minimizou o fato de Bolsonaro não ter saído em defesa de Gustavo Bebianno, mas reconheceu que declarações de interlocutores informais estão conturbando o ambiente dentro do governo - numa referência a Carlos Bolsonaro, filho do presidente.
“Isso está passando por um processo de adequação, porque ele agora é o presidente da República, ele agora tem porta-voz, ele agora tem ministros que são da sua confiança, tem uma estrutura hierárquica do país; e aos poucos isso vai se adequar entre o seu perfil da comunicação direta com as pessoas e a comunicação do presidente da República”, opinou Olímpio.
O que dizem os citados:
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse que repudia, veementemente, todas as acusações e que não tem qualquer vínculo pessoal com as candidatas citadas na denúncia. Disse ainda que encara com tranquilidade eventuais investigações que, segundo ele, vão provar que sempre agiu dentro da lei.
A assessoria do deputado Luciano Bivar, presidente do PSL, declarou que as contas do partido foram aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal Superior Eleitoral e que não há nenhuma ilicitude.
Em Pernambuco, Maria de Lourdes Paixão, acusada de ser candidata laranja do PSL, não compareceu ao depoimento marcado pela Polícia Federal. A PF informou que ela seria ouvida como colaboradora, já que não existe um inquérito sobre o caso.


Fonte: JN


8/25/2015

Estação Cocal

Wellington diz que Piauí não está livre de uma crise como a do RS

"Nós estamos torcendo para que o Brasil possa retomar o crescimento, não podemos imaginar que somos uma ilha dentro do Brasil."

LUIZ CARLOS JÚNIOR, DO GP1
O Rio Grande do Sul está passando por uma grave crise financeira que obrigou o Estado a tentar pagar o último salário do funcionalismo em três parcelas, fato que gerou greves e protestos que obrigaram o governador Ivo Sartori (PMDB) a recuar da decisão, levando a União a bloquear as contas do Estado. A estimativa é de que o Rio Grande do Sul terminará o ano de 2015 com um rombo nos cofres de R$ 5,4 bilhões, somente no mês passado a dívida do Estado chegou a R$ 61 bilhões. 

A crise no Rio Grande do Sul é oriunda de 37 anos de gastos superiores à arrecadação e foi potencializada pela atual crise que o Brasil enfrenta. 

No Piauí, o governador Wellington Dias já afirmou que, desde que assumiu o cargo, os esforços da gestão estão voltados para manter a folha de pagamentos dos servidores em dia, para isso já houve cortes de despesas em secretarias e as despesas oriundas da gestão passada, que não foram empenhadas, não estão sendo pagas. 
Imagem: Lucas Dias/GP1Wellington Dias(Imagem:Lucas Dias/GP1)Wellington Dias
Apesar destas medidas, o governador Wellington Dias afirmou, em entrevista ao GP1, nesta segunda-feira (24), que o Piauí não está totalmente livre de enfrentar uma situação parecida com a do Rio Grande do Sul e ressaltou as medidas que tem tomado para evitar essa situação.

“Nós estamos torcendo para que o Brasil possa retomar o crescimento, não podemos imaginar que somos uma ilha dentro do Brasil. Há um esforço na contenção de gastos, eu posso dizer até apertando inclusive o custeio e até mesmo investimentos, especialmente em julho, agosto e setembro. Nós estamos buscando alternativas para focar principalmente em honrar o pagamento de salários e ter pelo menos a contrapartida desses investimentos que temos em parcerias com a União, contratos de empréstimos e a relação também com os municípios”, destacou. 

Dentre as saídas para evitar que o que ocorre no Rio Grande do Sul venha a ocorrer no Piauí, o governador destacou a necessidade da aprovação, pela Assembleia Legislativa, da lei que regulamenta a regularização fundiária das terras do Piauí, além da lei dos depósitos judiciais, que consistem em pagamentos feitos em juízo até a conclusão de disputas judiciais. 

“Estive com o presidente do Tribunal de Justiça e com a Assembleia Legislativa tratando da necessidade da aprovação da lei que regulamenta a regularização fundiária do Piauí que é importante para ter crédito para o Estado e da a lei que trata de depósitos judiciais que também viabiliza crédito para o Estado, tudo isso sendo concretizado nos dá a segurança de enfrentar a crise e manter as condições de honrar nossos compromissos, especialmente com os servidores”, pontuou. 

Estação Cocal

Antes de sabatina de Janot, Collor se torna membro suplente da CCJ l

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na última semana, o senador Fernando Collor (PTB-AL) passou a fazer parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antes da sabatina de Rodrigo Janot para mais um mandato à frente do Ministério Público Federal.

Janot foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para cumprir mais um mandato de dois anos como procurador-geral da República. Para assumir o posto, ele precisa passar por sabatina na CCJ, marcada para quarta (26), e ter seu nome aprovado pelo plenário do Senado.

Na última terça (18), Collor passou a ser suplente da comissão, no lugar do senador Douglas Cintra (PTB-PE). No dia seguinte, logo após o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) apresentar o relatório da indicação de Janot, Collor disse que apresentaria um "voto em separado” e argumento que Janot omitiu informações necessárias para a avaliação da CCJ e disse que "há uma infindável lista de condutas ilícitas e abusivas praticadas pela PGR".

Nesta segunda, Collor subiu à tribuna do Senado pela primeira vez após ser denunciado e chamou Janot de “figura tosca” e “fascista”. Na semana passada, Janot denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Collor e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção.

Voto
Ao se tornar suplente da CCJ, Collor adquire chance de votar o parecer da comissão em relação à indicação de Janot, que será encaminhado ao plenário da Casa. Isso só ocorrerá, entretanto, se um dos três membros titulares do bloco do qual ele faz parte estiver ausente, já que ele ocupa a posição de suplente. São eles: Eduardo Amorim(PSC), Marcelo Crivella(PRB) e Magno Malta(PR). Collor é líder do Bloco Parlamentar União e Força, que tem 9 membros e integra os partidos PTB, PR, PSC, PRB.

G1