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2/12/2019

Pesquisadores encontram dois mil itens em escombros do Museu Nacional


Cinco meses depois de ser destruído por um incêndio, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, recebeu, nesta terça-feira (12), pessoas que não trabalham na instituição. Foi possível ver o que restou das instalações e acompanhar o trabalho minucioso de recuperação do acervo que sobrou, peça por peça.
O resgate começou pelo alto. Os pesquisadores do Museu Nacional tiveram que aprender a trabalhar pendurados.
“Um guindaste pegava esses pesquisadores, levantava eles numa espécie de gaiola e levava para as partes altas do museu. Minha sala ficava naquelas duas janelas lá. Eu descia de guindaste e ficava lá em cima procurando alguma coisa que pudesse... Isso foi feito em várias áreas do museu”, contou Sérgio Alex Azevedo, professor de paleontologia da UFRJ e pesquisador do Museu Nacional.
Algumas paredes ficaram em pé, mas, atrás delas, só entulho. Bem diferente de como era antes. “É bem difícil voltar aqui, subir por essa entrada principal por onde passavam cerca de 300 mil visitantes por ano em busca de encontrar a história do Brasil, e encontrar isso aqui”, fala a repórter Mônica Sanches.
Vigas retorcidas, fios derretidos. Num canto, um velho extintor; em outra parede, a caixa de luz queimada. A causa do incêndio ainda é um mistério. A Polícia Federal espera a conclusão de um laudo técnico.
Por todo o lado, dá para ver as marcas do fogo e os pedaços do passado que teimam em resistir. A homenagem ao botânico alemão, os símbolos da monarquia. Num espaço, o que sobrou do acervo da mineralogia.
Armários de ferro - resistentes, antigos, encontrados com as gavetas fechadas, - renderam boas surpresas para os pesquisadores. Nesta parte do acervo, já foram encontradas mil peças.
“Só que aqui tinha 70 mil exemplares, né? Então, vamos ver o que a gente vai conseguir retirar. A gente tem esperança que esse material esteja em boas condições”, disse a pesquisadora Luciana Carvalho.
O museu virou um campo de pesquisa arqueológica, um garimpo. Das ruínas, surgem ossos, conchas, pedras, pedaços de vasos feitos por índios. Em cinco meses de buscas, os pesquisadores já encontraram 2 mil itens.
Esse trabalho vai continuar até o fim de 2019. Ainda não há prazo para a restauração total do prédio.
“Tem nos surpreendido de uma forma extremamente positiva, e que nos dá um problema. Precisamos de mais espaço, de mais contêineres e mais infraestrutura para continuar este trabalho. Ou seja, nós estamos agora conseguindo, felizmente, recuperar parte da história brasileira, graças a este grupo de pessoas que está se dedicando todos os dias para fazer essa atividade”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.

Fonte: Jornal Nacional

4/16/2018

Estação Cocal

TJ-RJ nega primeiros 22 habeas corpus analisados no caso dos suspeitos de integrar milícia presos

Ao todo, 161 pedidos serão analisados. Operação de combate à milícia aconteceu no último dia 7, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio.


Por G1 Rio
Mais de 100 suspeitos de integrar grupo de milicianos são presos em operação na Zona Oeste do Rio. (Foto: Divulgação)
A desembargadora Gizelda Leitão, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, negou seguimento aos primeiros 22 habeas corpus examinados de um total de 161 pedidos impetrados em favor dos homens detidos em uma operação policial de combate à milícia realizada no último dia 7, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Em razão do elevado número de presos, os demais casos ainda serão analisados.
Nos habeas corpus em que já houve decisão, a desembargadora afastou a existência de qualquer ilegalidade ou constrangimento ilegal nas prisões. Segundo a magistrada, a tese sustentada pela defesa dessas pessoas é de que elas participavam de uma festa paga num sítio. Mas os relatos dos policiais apontam para a inexistência de bilheterias ou de qualquer profissional ligado à realização de eventos.
"Os participantes da festa eram sim 'recepcionados' e tinham o acesso autorizado por homens fortemente armados (armas de guerra - fuzis), mas nem isso causou estranheza ou temor aos participantes da 'festa'", destaca a decisão.
O motivo da "festa" seria uma homenagem a Wellington da Silva Braga, o "Ecko", investigado por integrar organização criminosa armada com atuação na prática de milícia privada. Durante a operação, quatro homens armados com fuzis foram mortos após troca de tiros com a polícia.
No local houve a apreensão de 24 armas de fogo, dentre elas fuzis, pistolas, revólveres, granada, 76 carregadores, 1.265 munições de calibres variados, coletes balísticos, fardamentos e toucas ninja. Também foram apreendidos nada menos que 11 veículos.

Videoconferência

Segundo a desembargadora, a realização das audiências de custódia dos presos exigiu esforço inegável da administração do Tribunal de Justiça, através do recurso de videoconferência. E não se pode invocar qualquer lesão a direito, porque as pessoas foram ouvidas por magistrado, tiveram acompanhamento de profissional habilitado a defender seus direitos e responderam às perguntas a elas formuladas.
Ainda de acordo com a desembargadora, somente os autos do inquérito policial poderão esclarecer melhor os fatos e a participação de cada um dos presos. E caberá ao Ministério Público se manifestar quanto às condutas individuais, oferecendo a denúncia e opinando sobre a revogação ou a manutenção de cada prisão.

2/07/2017

Estação Cocal

Eike Batista prestará novo depoimento na PF nesta quarta-feira (8)

Investigadores solicitaram retorno do empresário para esclarecer dúvidas. Pelo menos, outros 5 investigados por corrupção no governo de Sérgio Cabral voltam a depor.

O empresário Eike Batista chega à sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 2017 (Foto: Felipe Dana/AP)O empresário Eike Batista chega à sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 2017 (Foto: Felipe Dana/AP)
O empresário Eike Batista chega à sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 2017 (Foto: Felipe Dana/AP)
O empresário Eike Batista volta nesta quarta-feira (8) à Polícia Federal, no Centro do Rio. Os investigadores que apuram pagamento de propina do empresário ao ex-governador Sérgio Cabral querem ouvi-lo novamente. O novo depoimento foi autorizado pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
Além de Eike, pelo menos, outros cinco suspeitos de envolvimento com o esquema de corrupção durante o governo Cabral e presos nas operações Calicute, em novembro, e Eficiência, em janeiro, prestarão depoimento. Serão levados a depor o ex-secretário estadual de Obras do Rio, Hudson Braga; o doleiro Álvaro Novis; Ary Ferreira Filho, apontado como operador do ex-governador; o publicitário Francisco de Assis, o Kiko, e o empresário Flávio Godinho, braço-direito de Eike Batista na EBX, holding, e ex-vice-presidente do Flamengo.
Cabral e Eike Batista são alvos de operação da PF
De Eike, os investigadores entendem que ainda falta esclarecer alguns pontos da investigação. Há uma semana, no dia 31 de janeiro, o empresário esteve por mais de 4h prestando depoimento na PF. O seu advogado, Fernando Martins falou, na ocasião, que seu cliente não respondeu às perguntas e "que só falará diante do juiz".
Segundo Fernando Martins, Eike falou apenas que desconhecia a transferência de US$ 16,5 milhões a doleiros para serem repassados ao ex-governador Cabral.
Em depoimento, os irmãos Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, operadores financeiros, desmentiram declaração dada por Eike Batista no ano passado de que jamais pagou propina ao ex-governador Sérgio Cabral.
Segundo os delatores, em 2010 Renato foi orientado a viabilizar o pagamento dos US$ 16,5 milhões a Cabral. Flávio Godinho, advogado considerado o braço direito de Eike, orientou Renato a fazer um fazer contrato de fachada entre as empresas Arcádia Asociados S.A., de propriedade de Renato, e a Centennial Asset Mining Fund LLC, de Eike Batista. Para justificar o repasse, os operadores disseram que mediaram a compra de uma mina de ouro pelo Grupo X.
Mina de Eike Batista na Colômbia não chegou a produzir ouro
"Para esse contrato fictício, foi usada uma transação real e verdadeira. A Centennial Mining Fund realmente comprou uma minha de ouro da Ventana Gold Corp, no valor de US$ 1,2 bi. O contrato foi forjado para que os doleiros do Cabral figurassem nesse contrato como se tivessem sido seus intermediários. E que esse valor de US$ 16,5 milhões teria sido como um valor de intermediação desse contrato", explicou Eduardo Ribeiro Gomes El Hage, procurador da República, em entrevista à imprensa quando foi deflagrada a Operação Eficiência, em 26 de janeiro. Segundo ele, a mediação para essa compra nunca existiu.
O falso contrato foi firmado em 2011. De acordo com os delatores, os pagamentos foram feitos através de transferência de títulos acionários e dinheiro da conta Golden Rock Foundation (empresa de Eike) no Tag Bang. O procurador El Hage disse que a força-tarefa da Lava Jato tem toda a documentação da transação e a maior parte do dinheiro já foi repatriado.
Dos cerca de R$ 340 milhões que a quadrilha teria no exterior, o MPF informa que já repatriou cerca de R$ 250 milhões.
Justiça nega pedido de liberdade e Eike Batista continua preso em Bangu 9

4/19/2016

Estação Cocal

OAB-RJ vai ao STF pedir a cassação do mandato de Jair Bolsonaro

Para o presidente do órgão, deputado fez apologia à tortura na Câmara.
Parlamentar homenageou Brilhante Ustra ao votar pelo impeachment.

Daniel SilveiraDo G1 Rio:
Em seu perfil pessoal no Facebook, presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, de supostas vítimas de torturas cometidas pelo coronel Brilhante Ustra, que foi exaltado pelo deputado Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Facebook)Em seu perfil pessoal no Facebook, presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, postou foto de supostas vítimas de torturas cometidas pelo coronel Brilhante Ustra, que foi exaltado pelo deputado Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Facebook)
A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ) informou nesta terça-feira (19) que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC).
Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado e ex-comandante do DOI-Codi-SP entre 1970 e 1974, comparece à Comissão Nacional da Verdade, em Brasília (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado e
ex-comandante do DOI-Codi-SP entre 1970 e 1974,
depôs à Comissão Nacional da Verdade
(Foto: Sérgio Lima/Folhapress)
As alegações principais contra o parlamentar serão baseadas nas declarações dele ao anunciar seu voto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, quando exaltou a memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura durante a ditadura (1964-1985).
"Perderam em 1964, perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, o que o PT nunca teve. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, o meu voto é sim”, declarou no domingo (17), durante a votação na Câmara dos Deputados.
O coronel Brilhante Ustra foi chefe, em São Paulo, do DOI-Codi do II Exército – órgão de repressão política tido como um dos mais cruéis durante a ditadura no Brasil. Ele morreu em outubro de 2015, vítima de um câncer.
'Apologia à tortura'
O presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, comparou o discurso a palavras nazistas contra judeus. "O que ele [Bolsonaro] fez ali [no plenário da Câmara] é como um deputado subir no parlamento alemão para exaltar Hitler e defender a morte dos judeus. A apologia à tortura, ao fascismo e a tudo que é antidemocratico é intolerável”, afirmou

Também na votação, Bolsonaro se envolveu em polêmcia com Jean Wyllys. O deputado do PSOL-RJ cuspiu em sua direção depois de anunciar o voto. Ao justificar a atitude, Wyllys chamou Bolsonaro de "canalha" e disse ter sido insultado.
“Qual é o limite efetivo dessa expressão de imunidade no parlamento? Eu posso defender o crime, a ilegalidade? Eu sempre achei o deputado Bolsonaro uma figura folclórica. Mas ele está virando um porta-voz do ódio”, afirmou Felipe Santa Cruz, que é filho do desaparecido político Fernando Santa Cruz.
Qual é o limite efetivo dessa expressão de imunidade no parlamento? Eu posso defender o crime, a ilegalidade? Eu sempre achei o deputado Bolsonaro uma figura folclórica. Mas ele está virando um porta-voz do ódio"
Felipe Santa Cruz, presidente da OAB
e filho de desaparecido político
O presidente da OAB-RJ diz evitar polêmicas com Jair Bolsonaro “porque é disso que ele se alimenta”. Felipe Santa Cruz afirma que o deputado já fez piadas com o nome de seu pai. “Ele disse que meu pai saiu no carnaval e não voltou mais. Meu pai é um desaparecido político”, enfatizou.
Além de encaminhar o caso ao STF, a OAB-RJ também irá contatar a Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica.
“O Brasil é signatário de convenções internacionais de direitos humanos. A corte fiscaliza o cumprimento dessas convenções. A utilização do espaço da imunidade parlamentar para afirmação contra a lei é inadmissível. Ele [Bolsonaro] está defendendo a tortura, que é um crime de lesa humanidade”, ressaltou Felipe Santa Cruz.
A OAB-RJ disse que irá levar o caso ao Supremo na próxima semana e espera contar com o apoio do Conselho Federal.
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2/29/2016

Estação Cocal


Chuva forte atrapalha operação nos aeroportos do Rio

Aeroporto Santos Dumont está fechado para pousos e decolagens.
Aeroporto Tom Jobim opera por instrumentos.

Do G1 Rio
Um carro caiu num buraco e ficou enguiçado durante a chuva forte na Estrada Lagoa-Barra, em São Conrado, na Zona Sul (Foto: Perla Rodrigues/ G1)Um carro caiu num buraco e ficou enguiçado durante a chuva forte na Estrada Lagoa-Barra, em São Conrado, na Zona Sul (Foto: Perla Rodrigues/ G1)
A chuva forte que cai no Rio de Janeiro na tarde desta segunda-feira (29) atrapalha os pousos e decolagens nos aeroportos da cidade. Desde às 15h54, o Aeroporto Santos Dumont está fechado para pousos e decolagens. O Aeroporto Tom Jobim opera por instrumentos para pousos e decolagens e não registros atrasos significativos até o momento.
A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 12h40 desta segunda-feira (29), de acordo com o Centro de Operações Rio. A causa foi a atuação de núcleos de chuva moderada a forte em vários pontos do Rio, principalmente na Zona Oeste.
Segundo o Sistema Alerta Rio, as áreas proximas à Barra da Tijuca, Jacarépagua, Baía de Guanabara e Zona Sul entraram em estágio de alerta para probabilidade de deslizamento de terra.
Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Guaratiba e Sepetiba estão entre os locais mais atingidos pela chuva. Um carro caiu num buraco e ficou enguiçado durante a chuva forte na Autoestrada Lagoa-Barra, em São Conrado, na Zona Sul. Copacabana, Jardim Botânico, São Conrado, Rocinha e Urca registraram altos índices de chuva. Niterói também está em estágio de atenção.
Em Ipanema, uma árvore caiu na Rua Visconde de Pirajá, deixando duas faixas ocupadas pouco antes das 17h.
A cidade teve dois dias de calor intenso no fim de semana. De acordo com o Alerta Rio, o Rio registrou 41,4ºC no sábado (27), com sensação térmica de 48ºC. No domingo (28), a cidade teve temperatura máxima de 41,1ºC na estação de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, às 11h45. A sensação térmica foi de 47ºC. As praias ficaram lotadas de banhistas.
Na última semana, de domingo (21) até quinta (25), caíram cerca de 500 raios na cidade, de acordo com o Centro de Operações Rio, que monitora as descargas elétricas.
O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.
Árvore chegou a cair na Rio-Santos (Foto: Arquivo Pessoal/Jaime dos Santos Silva)Árvore chegou a cair na Rio-Santos (Foto: Arquivo Pessoal/Jaime dos Santos Silva)
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