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11/20/2019

Toffoli vota por restrições no compartilhamento de dados financeiros



(foto: AFP / Sergio LIMA)
Em um julgamento que durou mais de oito horas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, votou pela restrição no compartilhamento de dados financeiros. Ele entendeu que órgãos de fiscalização, como a Unidade de Inteligência Financeira (UIF), antigo Coaf, e Receita Federal, podem enviar dados para entidades como o Ministério Público e a Polícia Federal.
 No entanto, o ministro entende que em relação a UIF, esses dados nunca podem ser repassados sobre requisição. Ou seja, o órgão investigador não pode solicitar a informação para um pessoa específica, mas apenas investigar quando recebe uma comunicação de movimentação suspeita. A visão do ministro sobre o caso deixou lacunas sobre como a decisão pode afetar a troca de informações entre os órgãos públicos.
Até mesmo colegas de plenário ficaram confusos. Nos bastidores, os demais ministros avaliam que até o final do julgamento, se o voto do ministro Toffoli prevalecer, diversos marcos devem ser criados para evitar confusão nas instâncias inferiores. O julgamento do assunto continua nesta quinta-feira (21). Ainda faltam os votos de dez ministros.  De acordo com informações obtidas pela reportagem,  Toffoli deve abrir a sessão explicando seu voto.
 De acordo com a manifestação do ministro, em plenário, a UIF pode repassar apenas dados globais, ou seja, de movimentações mensais, por exemplo, e não de transações detalhadas. Além disso, os dados podem embasar a abertura de investigações, mas não podem ser utilizados como prova em um processo. “O Coaf pode sim compartilhar informações. Mas ele é uma unidade de inteligência, o que ele compartilha não pode ser usado como prova. É um meio de obtenção de prova, assim como a colaboração premiada. A colaboração premiada por si só não prova nada", declarou.
Receita Federal
No caso da Receita Federal, o ministro entende que não se pode repassar documentos completos sem decisão judicial. Ficam vetados, por exemplo, o repasse da declaração do imposto de renda e extratos bancários. No entanto, dados cadastrais, como nome, CPF e renda podem ser compartilhados sem a necessidade de aval da Justiça.
 O entendimento dele vai em desacordo com a manifestação do Ministério Público. O procurador-geral da República, Augusto Aras, avalia que restrições no intercâmbio das informações pode gerar graves danos a investigação criminal pelo país. 



Fonte: Correio brasiliense

11/07/2019

Toffoli e Lewandowski discutem sobre fechamento da Esplanada para o Brics



(foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)


 Por:Renato Souza,
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, informou, no plenário, durante a sessão desta quinta-feira (7/11) na Corte, que discute a constitucionalidade da prisão em segunda instância, que a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, será fechada nos dias 13 e 14 deste mês em razão da reunião da cúpula do Brics.
No entanto, o que devia ser um informativo comum, se tornou uma acalorada discussão entre ele e o ministro Ricardo Lewandowski. Toffoli anunciou que o acesso a Esplanada será interditado pelas Forças Armadas, que estão autorizadas a atuar por um decreto do presidente Jair Bolsonaro.

Lewandowski acusou o Executivo de interferir no funcionamento do Judiciário. “Isso me parece estranho. Um decreto do presidente da República impedir o funcionamento do Supremo, da cúpula do Poder Judiciário?”, disse Lewandowski.
O ministro Marco Aurélio chegou a questionar se a exigência da apresentação de documentos para acessar o prédio da Corte também seria exigido aos ministros, ouvindo uma resposta negativa do presidente do Tribunal. Toffoli respondeu dizendo que apenas estava comunicando servidores e advogados em razão de eventual dificuldade em acessas às dependências do Supremo. O decreto não está em votação", afirmou Toffoli.

Lewandowski afirmou que já participou de outras reuniões com chefes de Estado e não havia tais exigências. Para por fim a discussão, Toffoli anunciou que publicaria uma portaria decretando ponto facultativo no Supremo. "Vou dar ponto facultativo e suspendendo os prazos processuais, para que os advogados que não conseguirem acesso não sejam prejudicados".

Após os debates, a sessão foi suspensa por 10 minutos. O placar do julgamento está empatado em 5 a 5