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12/30/2019

Lula processa dono da Havan por faixa que chama petista de 'cachaceiro'

(foto: Leo Malafaia/Folha de Pernambuco/AFP)


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com uma ação na Justiça contra o dono das lojas Havan, Luciano Hang, por calúnia e difamação. O empresário afirmou que patrocinaria aviões para sobrevoar praias de Santa Catarina levando faixas com dizeres contra o petista - no sábado, 28, Hang publicou um vídeo em que uma aeronave mostra a frase "Lula cachaceiro devolve meu dinheiro". 
A defesa de Lula pede a proibição das mensagens contra o ex-presidente e o pagamento de indenização de R$ 100 mil por danos morais.
A petição encaminhada à 2ª Vara Cível de Navegantes, em Santa Catarina, alega que a circulação das frases contra Lula fere gravemente a imagem e a honra do ex-presidente. "Com sua conduta, (Hang) desbordou injustamente do direito ao antagonismo político e livre opinião, ofendendo até mesmo qualquer senso de civilidade no debate político em plena ebulição no País", afirmou a defesa do petista. 
No dia 1º de dezembro, Hang anunciou em seu Twitter que custearia a exibição de "mensagens patriotas" por um avião que sobrevoaria o litoral catarinense. Entre as frases, sugeridas por seus seguidores, estavam "Lula na cadeia, eu com o pé na areia"; "Melhor que o verão, é o Lula na prisão" e "Lula enjaulado é o Brasil acordado". No sábado, o empresário divulgou um vídeo que mostra uma aeronave carregando uma faixa com a frase "Lula cachaceiro devolve meu dinheiro"


Fonte: Correio brasiliense

11/08/2019

Bolsonaro cancela entrevista coletiva após libertação de Lula

Presidente Jair Bolsonaro durante evento para entrega de ônibus escolares, em Goiás(foto: Isac Nóbrega/PR)

Goiânia (GO) — O presidente Jair Bolsonaro cancelou uma entrevista coletiva que daria depois da entrega de ônibus escolares em Goiás. Tudo para não comentar sobre a libertação do ex-presidente Lula. A equipe de Bolsonaro havia levado os repórteres para uma sala no estádio Serra Dourada, onde ocorreu a entrega dos veículos, mas, minutos depois, todos foram avisados de que o presidente não falaria mais. 

Durante a cerimônia em que entregou 214 ônibus em Goiânia, no Estádio Serra Dourada, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tentou disfarçar o semblante ao saber da notícia de que o ex-presidente Lula havia sido solto. No minuto em que um dos assessores apresentou a ele a informação, ele falou ao ouvido do ministro da Educação, Abraham Weintraub.
Ao discursar na solenidade, Bolsonaro não tocou no assunto. Mas suas ações demonstraram a contrariedade do peselista. Uma coletiva de imprensa que estava prevista para acontecer após a entrega dos ônibus, foi cancelada no último minuto. Os órgãos de imprensa já estavam posicionados e mesmo funcionários da comunicação do governo foram pegos de surpresa com a atitude do presidente, que tiveram que sair correndo atrás do chefe do Executivo.

Em seguida, Bolsonaro compareceu a uma outra agenda, de inauguração do escritório político do deputado Major Vitor Hugo, líder do PSL na Câmara. Bolsonaro fez um rápido discurso onde elogiou o deputado. Depois, Bolsonaro fugiu novamente das perguntas da imprensa, embarcando em seguida para Brasília.

Na entrega de ônibus, Bolsonaro falou sobre o horário de verão, afirmando que a ‘grande maioria gostou da ideia’ e ‘vamos seguir assim’. O presidente ainda sinalizou uma mudança nos livros didáticos para 2021.

“A garotada, a partir de 2021, terá uma nova maneira de se educar. Tivemos há pouco a primeira parte do Enem. Ninguém foi deseducado nas questões apresentadas e ninguém será deseducado nesta segunda parte, no domingo. Queremos colocar matérias onde a grande maioria reconheça a família, o valor do estado brasileiro e respeite as crianças em sala de aula, sem ideologia. Queremos que estude sim, sabendo que o que lhes será cobrado será aquilo que seus pais querem e aquilo que interessa ao nosso Brasil. Vamos ensinar sem ideologia”, concluiu Bolsonaro.

Weintraub, que discursou antes, afirmou que ‘a escola ensina a ler, ensina a escrever, ensina a fazer conta, ensina uma profissão. Quem educa é a família’. “Esse negócio de Ministério da Educação começou com Getúlio Vargas e caiu como uma luva para os vermelhinhos. Os vermelhinhos querem dizer como a gente educa os nossos filhos. Não é o Estado que tem que dizer como a gente educa”, apontou.

O ministro da Educação aproveitou para alfinetar Lula. “A gente batalha pela educação, batalha pela liberdade. Quem não sabe ler é escravo, quem não lê a bíblia não consegue contestar com seu pregador. Não consegue se livrar do ‘bolsa esmola’. Fica refém daquele que diz: ou vota em mim ou eu corto a bolsa”, atacou.


Fonte: Correio brasiliense

11/07/2019

Defesa de Lula vai pedir sua soltura após decisão do STF


Lula está preso desde abril de 2018 na sede da PF em Curitiba, no Paraná

Folha de Pernambuco


Advogados do ex-presidente vão pedir sua soltura com base na decisão que assegura a prisão somente após o trânsito em julgado 
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram que vão pedir a sua imediata soltura com base no resultado do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) na noite desta quinta-feira (7).

"Após conversa com Lula nesta sexta-feira levaremos ao juízo da execução um pedido para que haja sua imediata soltura com base no resultado desse julgamento do STF", diz o comunicado assinado pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska T. Martins.
Na nota eles afirmam ainda que "Lula está preso há 579 dias injustamente e de forma incompatível com a lei e com a Constituição da República" e que o ex-presidente "não praticou qualquer ato ilícito e é vítima de “lawfare”, que, no caso do ex-presidente, consiste no uso estratégico do Direito para fins de perseguição política".Na nota eles afirmam ainda que "Lula está preso há 579 dias injustamente e de forma incompatível com a lei e com a Constituição da República" e que o ex-presidente "não praticou qualquer ato ilícito e é vítima de “lawfare”, que, no caso do ex-presidente, consiste no uso estratégico do Direito para fins de perseguição política".Na nota eles afirmam ainda que "Lula está preso há 579 dias injustamente e de forma incompatível com a lei e com a Constituição da República" e que o ex-presidente "não praticou qualquer ato ilícito e é vítima de “lawfare”, que, no caso do ex-presidente, consiste no uso estratégico do Direito para fins de perseguição política".


Fonte R7

10/10/2019

Com ‘não’ a semiaberto, ‘Lula Livre’ vira ‘Justiça para Lula’ em ato do PT



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Ricardo Stuckert/.)
Enquanto a Justiça Federal do Paraná não decide se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve passar a cumprir pena no regime semiaberto, o PT convocou uma manifestação em defesa da liberdade dele para o próximo domingo, 13.
Depois de o petista rechaçar publicamente a progressão de regime carcerário, contudo, o partido modulou o mote da manifestação, que será centrado em “Justiça para Lula”, e não no tradicional “Lula Livre”. O ato está marcado para as 14h na Avenida Paulista, em São Paulo, e tem a adesão das frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, que reúnem movimentos sociais aliados do PT.
O protesto ecoará o discurso de Lula de que não aceitará o regime semiaberto, proposto pelos procuradores da Operação Lava Jato no Paraná, e defenderá a anulação dos processos nos quais ele foi condenado.
“Todo mundo sabe que estamos em uma luta para que o processo contra o Lula seja definitivamente anulado”, diz o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad em um vídeo que convoca militantes para o ato. “Lula tomou uma decisão importante, de não receber nenhum benefício do Judiciário que não o seu direito a ter um julgamento justo e uma liberdade plena”, afirma a presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR).
O protesto ecoará o discurso de Lula de que não aceitará o regime semiaberto, proposto pelos procuradores da Operação Lava Jato no Paraná, e defenderá a anulação dos processos nos quais ele foi condenado.
“Todo mundo sabe que estamos em uma luta para que o processo contra o Lula seja definitivamente anulado”, diz o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad em um vídeo que convoca militantes para o ato. “Lula tomou uma decisão importante, de não receber nenhum benefício do Judiciário que não o seu direito a ter um julgamento justo e uma liberdade plena”, afirma a presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR).
Preso desde abril de 2018 na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente cumpre uma pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, imposta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no caso do tríplex do Guarujá. Ele também foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão no processo sobre o sítio de Atibaia, ainda não analisado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de segunda instância.
No final de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que conceda o regime semiaberto a Lula, alegando que o petista tem bom comportamento e já cumpriu um sexto de sua pena no caso do imóvel no litoral paulista. Caso a juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do ex-presidente na 12ª Vara Federal de Curitiba, atenda à solicitação da força-tarefa da Lava Jato, Lula será obrigado a trabalhar durante o dia e voltar à prisão à noite.
Em decisão assinada no dia 30 de setembro, a magistrada abriu prazo de até dez dias para manifestações da defesa do petista e do MPF e determinou que a Polícia Federal apresentasse no processo um relatório sobre a conduta de Lula no cárcere, o que já foi feito.
Três dias depois do pedido dos procuradores da Lava Jato, o petista informou aos seus advogados que não aceitaria a progressão de seu regime. Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, Lula quer que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise os pedidos de suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro e dos integrantes da força-tarefa, “para que haja justiça independente e imparcial”.
“Ele não aceita qualquer condição imposta pelo Estado, porque não reconhece a legitimidade do processo que o condenou e que o trouxe ao cárcere, onde ele está neste momento”, disse o advogado.




Por Redação
O Globo

6/10/2019

Gilmar Mendes libera pedido de liberdade de Lula para julgamento

O ex-presidente Lula — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta segunda-feira (10) para julgamento pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que questiona a atuação de Sérgio Moro como juiz da Lava Jato. A expectativa é de que o habeas corpus seja analisado nesta terça-feira (11) ou próximo dia 25 de junho pela Segunda Turma.
Condenado em janeiro do ano passado em um processo da Lava Jato, Lula está preso desde abril de 2018 na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).
No caso, Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para analisar o caso), depois que os ministros Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia votaram contra a liberdade de Lula por conta de Moro, que havia acabado de virar ministro da Justiça do governo Bolsonaro.
A divulgação de conversas de Moro pelo site "Intercept", nas quais ele supostamente orienta investigações da Lava Jato, pesou para que o processo fosse liberado neste momento, segundo interlocutores do STF.
Um outro pedido de liberdade de Lula, que questiona a atuação do relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Felix Fischer, em relação ao processo do triplex do Guarujá, também entrou na pauta de julgamentos do Supremo desta terça (11). Esse processo começou a ser julgado no plenário virtual, mas o ministro Gilmar Mendes pediu julgamento no plenário presencial.
No ano passado, o ministro Felix Fischer rejeitou absolver o ex-presidente em decisão individual. A defesa de Lula, então, recorreu por entender que o ministro não deveria ter decidido sobre o caso sozinho, mas, sim, deixado a decisão para a Quinta Turma do STJ. Depois, a turma acabou julgando o caso e reduziu a pena de Lula de 12 anos e um mês para oito anos e 10 meses de prisão.


Fonte: G1

5/29/2019

Papa Francisco envia carta a ex-presidente Lula pedindo para ele não desanimar



Foto: Getty Images  
O Papa Francisco enviou uma carta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril do ano passado, na qual manifesta sua "proximidade espiritual" e pede ao ex-presidente que não desanime, nem deixe de confiar em Deus. A mensagem do papa é uma resposta a uma carta que Lula havia enviado no início de abril, agradecendo ao apoio que o sumo pontífice "tem demonstrado ao povo brasileiro pela justiça e pelos mais pobres".  
No texto, o Papa afirma que "a responsabilidade política constitui um desafio permanente para todos aqueles que recebem o mandato de servir ao seu país" e agradece Lula pela mensagem anterior. O líder da igreja católica também manifesta seu pesar pelas "duras provas" que Lula viveu recentemente, numa referência às perdas familiares do ex-presidente, especialmente a de seu neto Arthur, de 7 anos.
O pontífice afirma ainda que uma das lições importantes que o período de Páscoa ensina é que "podemos passar da escuridão para a Luz; do pecado que separa Deus para a amizade que nos une a Ele; o bem vencerá o mal; e a verdade vencerá a mentira". Nas redes sociais, a frase está sendo utilizada pelos parlamentares da oposição para exaltar o ex-presidente e sua relação com o papa Francisco. 
* Com informações do Estadão Conteúdo


3/02/2019

No velório do neto, Lula promete provar que não é ladrão



Lula e o neto

Neste sábado (02), o deputado Ivan Valente (Psol-SP) disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou entre quatro e cinco minutos durante o velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu aos 7 anos de meningite meningocócica.
De acordo com o parlamentar que participou do velório, Lula prometeu ao neto que iria provar que “os ladrões chegaram ao poder e que ele não é ladrão”.
Valente disse ainda Lula ficou todo o período ao lado dos familiares e disse também que o neto iria encontrar no céu a avó e ex-primeira-dama Marisa, mulher de Lula, que morreu em 2017. Preso desde abril de 2018 por condenação em 2ª instância na Lava Jato por corrupção, o ex-presidente recebeu autorização da Justiça Federal para ir ao velório do neto.

2/07/2019

Defesa de Lula pede para tirar caso Atibaia da Justiça do Paraná






Poucas horas antes de ser condenado  a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro  no processo do sítio de Atibaia , a defesa do ex-presidente Luiz Inácio  Lula  da Silva recorreu ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) para retirar o processo da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Lava-Jato. A relatora, ministra Cármen Lúcia , ainda não tomou uma decisão. O pedido da defesa foi apresentado ao STF às 11h06min22 da quarta-feira. Já a sentença da juíza Gabriela Hardt foi assinada eletronicamente às 16h20min57.
No pedido ao STF, a defesa anotou: "considerando que os autos da ação penal originária encontram-se conclusos para sentença, requer-se sejam conferidas urgência e prioridade na tramitação da presente reclamação". Na linguagem jurídica, "conclusos para setença" significa que o juiz responsável já está com o processo e pode tomar uma decisão.  
Os advogados pedem que o caso seja transferido para a Justiça Federal de Brasília, " anulando-se todos os atos decisórios praticados" da 13ª Vara Federal. Alternativamente, solicitam o envio para a Justiça Federal de Sâo Paulo. A defesa alega que o próprio STF já tinha mandado para essas duas unidades processos relacionados ao sítio de Atibaia. 
A 13ª Vara Federal era comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça no governo do presidente Jair Bolsonaro. A juíza Gabriela Hardt passou a tocar a processo. Na quarta-feira, ela condenou Lula. Ele tinha sido acusado de aceitar reformas no sítio de Atibaia feitas pela Odebrecht e OAS, com dinheiro de propina decorrente de contratos da Petrobras , no valor de R$ 1 milhão. 




4/12/2018

Estação Cocal

Familiares de Lula visitam ex-presidente na Superintendência da PF, em Curitiba

Filhos e neto do ex-presidente permaneceram no local por cerca de três horas; visitas a Lula foram adiadas para esta quinta-feira por motivos de segurança.

Por G1 PR, Curitiba

Familiares do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o visitaram pela primeira vez na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, nesta quinta-feira (12).
Estiveram na sede da corporação os filhos Luís Cláudio da Silva, Fábio Luís da Silva e Lurian Cordeiro da Silva e um neto do ex-presidente. Eles compareceram ao local acompanhados pelo advogado Cristiano Zanin Martins por volta das 10h e deixaram o prédio por volta das 13h.
Por questões de segurança, segundo a PF, as visitas a Lula foram transferidas para esta quinta-feira (12), diferente dos outros presos da Polícia Federal, que recebem visitas às quartas-feiras.
Lula está preso na sede da corporação desde a noite de sábado (7), e está cumprindo a pena de 12 anos e um mês de prisão pela condenação no caso do triplex em Guarujá (SP)
.O ex-presidente está preso em uma sala especial de 15 metros quadrados, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na 1ª instância.
A sala, localizada no 4º andar do prédio, tem uma cama, duas mesas, uma televisão e um banheiro de uso pessoal.

3/14/2016

Estação Cocal

Defesa de Lula vai recorrer da decisão de TJ-SP que repassou caso a Moro

Juíza encaminhou denúncia para o juiz que investiga a Lava Jato.
'A competência para analisar o caso é da Justiça de SP, dizem advogados.

Do G1 São Paulo

A defesa do ex-presidente diz que apresentará recurso contra a decisão da Justiça de São Paulo, que repassou a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Luiz Inácio Lula da Silva, à Justiça Federal, informou o Instituto Lula em nota publicada em seu site. Os advogados de Lula entendem que a competência para analisar o caso é da Justiça de São Paulo.
A juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga de Oliveira, de 4ª Vara Criminal de São Paulo encaminhou adenúncia do Ministério Público do estado contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvapara a Justiça Federal do Paraná, mais precisamente para as mãos do juiz Sérgio Moro.
A denúncia contra Lula e mais 15 pessoas pede a prisão preventiva do ex-presidente, que será analisada agora pelo juiz da Lava Jato na primeira instância.
Na nota, os advogados do Lula afirmam que vão enviar recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo solicitando a impugnação da decisão proferida pela juíza.
"A competência para analisar o caso é da Justiça Estadual de São Paulo e não da 13ª. Vara Federal do Paraná, o que deverá ser reconhecido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, no julgamento do recurso que será interposto pelos advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares", diz a nota.
Os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins afirmam que:
- Lula e seus familiares não são proprietários do triplex do Edifício Solaris, em Guarujá (SP);
- Não há qualquer elemento que possa vincular o triplex ou a suposta reforma no imóvel a 'desvios da Petrobrás';
- Mesmo que fosse possível cogitar-se de qualquer vínculo com “desvios da Petrobras”, isso não deslocaria o caso para a competência da Justiça Federal;
- O imóvel está localizado no Estado de São Paulo e nenhum ato foi praticado no Paraná.

"Além disso, os advogados do ex-Presidente Lula também confiam que o Supremo Tribunal Federal irá decidir pela atribuição do Ministério Público do Estado de São Paulo, através de um promotor natural, escolhido por livre distribuição, para conduzir o caso, conforme recurso já interposto na ACO 2.833/SP", diz a nota.
"A defesa do ex-Presidente Lula busca que os fatos sejam analisados pelas instâncias corretas, de acordo com a Constituição Federal e a Lei. Não se pretende evitar qualquer investigação. Ao contrário, o que se busca é evitar que alguns vícios evidentes no processo venham a motivar, no futuro, a sua nulidade, como já ocorreu em outros casos de grande repercussão", completa a nota assinada pelos advogados.
A juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga de Oliveira entendeu que:
– os crimes denunciados são federais, e não estaduais;
– já há uma investigação em curso sobre esses crimes na Justiça Federal;
– toda a denúncia vai para a análise do juiz Sérgio Moro, incluindo as denúncias contra outras 15 pessoas, entre elas a ex-primeira-dama Marisa Letícia e o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, além do pedido de prisão de Lula e mais seis envolvidos;
– caso Moro entenda que a denúncia é de âmbito estadual, ele pode desmembrar o processo e devolver o que achar pertinente;
– o caso deixa de estar em segredo de Justiça em São Paulo.

Com a decisão da juíza, a denúncia e o pedido de prisão contra Lula agora serão encaminhadas da 4ª Vara Criminal da Justiça de São Paulo para a 13ª Vara Federal deCuritiba, onde Moro atua.
A assessoria da Justiça Federal do Paraná informa que o processo ainda não chegou ao Paraná e que não tem data para que isso ocorra. Que, no momento em que chegar ao juiz Sérgio Moro, a praxe é ele abrir vista para o MPF se posicionar sobre o caso.
Investigação
A juíza argumenta na decisão que os crimes denunciados pelo MP-SP têm caracteristicas de esfera federal e já são objetos de apuração da Justiça Federal.

A magistrada diz que “o pretendido nestes autos, no que tange às acusações de prática de delitos chamados de ‘lavagem de dinheiro’, é trazer para o âmbito estadual algo que já é objeto de apuração e processamento pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) e pelo MPF, pelo que é inegável a conexão, com interesse probatório entre ambas as demandas, havendo vínculo dos delitos por sua estreita relação”.
“Como consequência lógica pela declinação da competência, absoluta, deixo de analisar os pedidos de cautelares formulados na denúncia, bem como o pedido de prisão preventiva, entendendo que não há urgência que justifique a análise por este Juízo, até porque os requerimentos já foram todos divulgados publicamente pelo próprio MP-SP, sendo de conhecimento inclusive dos indiciados”, escreveu a juíza.
'Prejuízo à União'
Segundo a juíza, a denúncia do MP-SP não narra a origem do suposto favorecimento de Lula, Marisa Letícia e do filho Fábio por empreiteiras, mas a Lava Jato, sim. “[...] Não houve demonstração, nem mesmo menção na peça acusatória inicial, de que o ex-presidente tinha ciência dos estelionatos perpetrados pelos denunciados no chamado ‘Núcleo Bancoop’ pelos promotores denunciantes e que daí decorreria a lavagem de dinheiro”, afirmou a juíza Maria Priscilla na decisão.

Para a magistrada, está “demonstrado” que a suspeita é de que houve “prejuízo à União”.

Ainda de acordo com a magistrada, mesmo que se conclua que as benesses sejam decorrentes do esquema na Bancoop, a competência é da Justiça Federal. Isso porque a falsidade ideológica atribuída a Lula se deve por declaração falsa ao Fisco Federal, sendo este crime absorvido pelo delito de ordem tributária, que é de competência federal.

“Considerando que a declaração falsa foi prestada à Receita Federal, na declaração anual de imposto de renda, a competência para processamento é da Justiça Federal”, concluiu.

A juíza declinou de sua competência absoluta do caso, por isso, não vai analisar os pedidos de cautelares e prisão preventiva, “entendendo que não há urgência que justifique a análise”. Ela também decretou o fim do sigilo sobre o processo em São Paulo.

'Ainda bem que é o Moro', diz promotor
Os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, que fizeram a denúncia contra Lula e mais 15 pessoas à Justiça de São Paulo, estão reunidos na tarde desta segunda-feira no Ministério Público de São Paulo.

"Agora vamos nos reunir para saber o que vamos fazer", disse Blat ao G1. "Mais tarde a gente vai falar por meio de nota. Agora tem outro juiz no meio. Ainda bem que é o Moro. Ela [a juíza] levou tudo embora. Vamos avaliar o recurso direitinho."
Denúncia
O ex-presidente, a mulher dele, Marisa Letícia, e o filho foram denunciados pelo Ministério Público Estadual na quarta-feira (9) junto com outras 13 pessoas. O inquérito, que corre em São Paulo, não tem relação com as investigações da Operação Lava Jato.

O ex-presidente foi denunciado pelos promotores por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro – por supostamente ter ocultado a propriedade de um triplex em Guarujá. Marisa Letícia foi denunciada por lavagem de dinheiro. O filho deles, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi denunciado por participação em lavagem de dinheiro.
Na quinta-feira (10), ao detalharem a denúncia em entrevista coletiva, os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo afirmaram que, no entendimento do MP-SP, os crimes denunciados são de esfera estadual.
As outras 13 pessoas foram denunciadas pelos crimes de estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Entre elas estão: o ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop, João Vaccari Neto e o ex-presidente da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro.
Leia a íntegra da nota a defesa de Lula
"A decisão proferida nesta data (14/03/2016) pela Juíza MARIA PRISCILLA ERNANDES VEIGA OLIVEIRA, da 4ª. Vara Criminal de São Paulo, declinando a competência para a 13ª. Vara Federal de Curitiba (PR), será impugnada pelos advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares por meio de  recurso dirigido ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Os fundamentos utilizados pela Juíza foram os seguintes:
(a) “não houve demonstração, nem mesmo menção na peça acusatória inicial, de que o ex-Presidente tinha ciência dos estelionatos perpetrados pelos denunciados no chamado ‘NúcleoBancoop’ pelos promotores denunciantes e que daí decorreria a lavagem de dinheiro”;
(b) “nos processos da ‘Operação Lava Jato’ são investigadas tanto a cessão do triplex no Guarujá ao ex-Presidente e sua família, como as reformas de tal imóvel”;
(c) “a suspeita de acordo com o MPF nos processos daquela operação, é que tal benesse derive dos supostos benefícios obtidos pelas empreiteiras no esquema que vitimou a Petrobrás, que é da competência do Juízo da 13ª. Vara Federal de Curitiba/PR”.
A realidade, todavia, é que:
(a) o ex-Presidente Lula e seus familiares não são proprietários e não têm qualquer relação com o triplex do Edifício Solaris, do Guarujá (SP);
(b) os depoimentos opinativos colhidos pelos três promotores de justiça do Ministério Público de São Paulo que assinaram a denúncia contra o ex-Presidente Lula e seus familiares não podem se sobrepor ao título de propriedade, que goza de fé pública, e indica a empresa OAS como proprietária do imóvel;
(c) não há qualquer elemento concreto que possa vincular o triplex ou a suposta reforma realizada nesse imóvel a “desvios da Petrobras”, como afirma a decisão; o que existe é imputação de uma hipótese, insuficiente para motivar uma acusação criminal;
(d) mesmo que fosse possível cogitar-se de qualquer vínculo com “desvios da Petrobras”, isso não deslocaria o caso para a competência da Justiça Federal; a Petrobras é sociedade de economia mista e há posição pacífica dos Tribunais de que nessa hipótese a competência é da justiça estadual;
(e) mesmo que fosse possível cogitar-se, por absurdo, de qualquer tema da competência da Justiça Federal, não seria do Paraná (PR), pois o imóvel está localizado no Estado de São Paulo (SP) e nenhum ato foi praticado naquele outro Estado.
Assim, a competência para analisar o caso é da Justiça Estadual de São Paulo e não da 13ª. Vara Federal do Paraná, o que deverá ser reconhecido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, no julgamento do recurso que será interposto pelos advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares.
Além disso, os advogados do ex-Presidente Lula também confiam que o Supremo Tribunal Federal irá decidir pela atribuição do Ministério Público do Estado de São Paulo, através de um promotor natural,  escolhido por livre distribuição, para conduzir o caso, conforme recurso já interposto na ACO 2.833/SP.
Com essas medidas, a defesa do ex-Presidente Lula busca que os fatos sejam analisados pelas instâncias corretas, de acordo com a Constituição Federal e a Lei. Não se pretende evitar qualquer investigação. Ao contrário, o que se busca é evitar que alguns vícios evidentes no processo venham a motivar, no futuro, a sua nulidade, como já ocorreu em outros casos de grande repercussão.
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins"
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