3/15/2019

Relator no TSE vota por cassação de vereadores do Piauí coligados a candidatas laranjas


O ministro Jorge Mussi, do TSE, votou hoje pela cassação de seis vereadores de Valença do Piauí (PI), cujas coligações usaram candidaturas fictícias de mulheres para preencher a cota feminina de 30%.
Relator do processo de cassação, o ministro ainda recomendou a inelegibilidade de alguns políticos que registraram mãe e esposa como candidatas, mas que não tiveram qualquer apoio para a campanha.
O julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Edson Fachin. O resultado depende da maioria dos votos entre os 7 ministros da Corte.
O relator do Tribunal Superior Eleitoral decidiu manter a cassação das chapas proporcionais “Compromisso Com Valença I” e ”Compromisso com Valença II” após constatar que a coligações fraudaram as eleições do município em 2016, seguindo a decisão do pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). 


A fraude nas eleições da cidade de Valença, distante 200 quilômetros de Teresina, de acordo com a acusação, se deu no preenchimento da Lei de Cotas de Gênero. Mulheres se candidataram apenas como “laranjas” e não chegaram sequer a fazer campanha eleitoral.
Os parlamentares cassados são: Raimundo Nonato, Leonardo Nogueira, Fátima Caetano, Benoni Sousa, Ariana Sousa e Stênio Romel. 
Entenda o caso:
Com a decisão da Corte, mais da metade dos vereadores da cidade perdem o mandato, já que a Câmara Municipal de Valença é composta por 11 parlamentares.
As candidaturas consideradas “laranjas” foram de Geórgia Lima Verde Brito, Magally da Silva Costa, Maria Neide da Silva Rosa, Ivaltânia Vieira Nogueira Pereira da Silva e Maria Eugênia de Sousa Martins Gomes. As candidatas tiveram baixa quantidade de votos, inexistência de atos eleitorais e movimentação financeira e, com a decisão, se tornam inelegíveis por oito anos. 
As coligações cassadas foram formadas pelos partidos PTC / PPS / PRB / PROS / PSC [Compromisso com Valença I]  e PMN/ PSB / PDT / PSL / PR / PSDB[Compromisso com Valença II].


Fonte: Carta Piaui

Urgente: Fachin libera para julgamento denúncia da PGR contra Ciro Nogueira


O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra políticos do PP pelo crime de organização criminosa, nesta quinta-feira (14).
A Segunda Turma da Corte analisará os fatos em relação a quatro parlamentares reeleitos em 2018 e que, por isso, continuam com direito ao foro privilegiado:
Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB);
Deputado Arthur Lira (AL);
Deputado Eduardo da Fonte (PE);
Senador Ciro Nogueira (PI).
Os quatro políticos negam as acusações. Saiba mais abaixo as versões de cada um deles sobre o caso.
Os políticos do PP foram denunciados em setembro de 2017. À época, 12 pessoas do partido foram acusadas no mesmo inquérito. Fachin, porém, enviou à primeira instância da Justiça Federal em Brasília as apurações em relação a quem não tem direito a foro privilegiado.

Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal — Foto: REUTERS/Adriano Machado

Não há data para o julgamento. Compõem a Segunda Turma do Supremo: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia.
Caso a maioria dos ministros resolva receber a denúncia, os investigados passarão à condição de réus e responderão a uma ação penal. O eventual recebimento da denúncia não significa que os políticos são culpados.
Denúncia
Segundo a PGR, desde 2004, os políticos filiados ao PP voltaram-se à arrecadação de propina de diversos órgãos públicos, como a Petrobras, Caixa Econômica Federal, Ministérios das Cidades entre outros.
“O esquema desenvolvido no âmbito desses órgãos permitiu que os ora denunciados recebessem, a título de propina, pelo menos R$ 380,9 milhões”, sustenta a denúncia de setembro de 2017, apresentada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Senador do Piauí, Ciro Nogueira  - Foto: Reprodução

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Além disso, os crimes praticados pela organização geraram prejuízo também aos cofres públicos. Nesse sentido, em acórdão lavrado pelo TCU, estimou-se que a atuação cartelizada perante a Petrobras implicou prejuízos à Estatal que podem chegar aos R$ 29 bilhões”, afirmou Janot. Conforme a PGR, a organização criminosa adquiriu “caráter transacional”. 
Versões
Eduardo da Fonte nega as acusações. Afirma que se trata de denúncia "manifestamente abusiva" que não descreve os elementos que levariam à ocorrência do crime de organização criminosa.
Aguinaldo Ribeiro também argumenta que não há provas na denúncia. O deputado diz que a acusação busca “criminalizar o ato político e o partido político”.
Arthur Lira também afirma que não há na denúncia descrição de como funcionaria tal organização criminosa e sustenta que a acusação é baseada apenas na palavra de delatores "as quais, de modo solitário, não são suficientes para conferir validade às proposições acusatórias”.
Ciro Nogueira diz que não há indícios que justifiquem a continuidade das apurações sobre o crime organização criminosa. O senador sustenta que não há "relação de causalidade de tal atividade política com algum ato ilícito (...) motivo pelo qualquer se impõe a consideração de tal teoria acusatória para o fim tão somente de reforçar a inexistência de justa causa para o recebimento da denúncia”.
*Com informações adicionais do G1


3/13/2019

Justiça Eleitoral não está apta a julgar crime de corrupção, diz Moro





Por Alex Rodrigues
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse hoje (13) que a Justiça Eleitoral não tem condições de julgar os processos envolvendo suspeita de corrupção e de lavagem de dinheiro, mesmo quando associados a crimes eleitorais.
“A posição do ministério, já externada publicamente, é de que a Justiça Eleitoral, embora faça um trabalho excelente na organização das eleições e na resolução de questões pontuais eleitorais, não está bem estruturada para julgar crimes mais complexos, como lavagem de dinheiro e corrupção”, afirmou o ministro.
Para Moro, o ideal é separar a competência para julgar os crimes eleitorais dos de maior complexidade. “O ideal é que haja uma separação. Esperamos respeitosamente que o STF profira a melhor decisão”, disse o ministro, ao participar, em Brasília, de uma reunião promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com a presença de comandantes das polícias militares (PMs) e dos bombeiros dos estados e do Distrito Federal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a examinar, às 14h, se o julgamento dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, quando envolverem crimes eleitorais, devem ser de competência da Justiça Federal ou da Justiça Eleitoral.
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STF decide se Justiça Eleitoral pode julgar crimes da Lava Jato




Por André Richter
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar às 14h de hoje (12) a competência da Justiça Eleitoral para conduzir inquéritos de investigados na Operação Lava Jato. Na sessão, a Corte vai definir se a competência para julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais é da Justiça Eleitoral ou Federal.
De acordo com procuradores da força-tarefa do Ministério Púbico Federal (MPF), o julgamento poderá ter efeito nas investigações e nos processos que estão em andamento no âmbito da operação em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná. A punição prevista para crimes eleitorais é mais branda em relação aos crimes comuns.
De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, um eventual resultado negativo para o MPF poderá “acabar com as investigações”. Segundo o procurador Deltan Dallagnol, o julgamento afetará o futuro dos processos da operação.
No entanto, ministros do STF consideram que os argumentos dos procuradores são extremados. Para o ministro Marco Aurélio, a decisão não terá grande impacto na investigação. “Não esvazia em nada a Lava Jato, é argumento extremado, que não cabe.”
O plenário da Corte vai se manifestar sobre a questão diante do impasse que o assunto tem provocado nas duas turmas do tribunal.
Dilema
No início das investigações da Lava Jato, na primeira instância da Justiça no Paraná, a maioria dos investigados foi processada pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, ao ser acusada de receber recursos em forma de propina e usar o dinheiro para custear suas campanhas políticas, sem declarar os valores à Justiça Eleitoral.
Na medida em que os recursos dos acusados foram chegando ao STF, a Segunda Turma da Corte passou a ter o entendimento de que, em alguns casos, as acusações deveriam ser remetidas à Justiça Eleitoral, porque as imputações de corrupção e lavagem de dinheiro devem ser tratadas como crime de caixa 2, cuja competência é daquela Justiça especializada.
Com base no entendimento, investigações contra o senador José Serra (PSDB-SP) e outros políticos já foram remetidas para a primeira instância da Justiça Eleitoral. O colegiado é composto pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Edson Fachin.
Na Primeira Turma, o entendimento de alguns ministros é de que as acusações devem ser julgadas pela Justiça Federal, cujas sentenças por crimes comuns resultam em penas mais altas. A turma é formada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber, Marco Aurélio e Alexandre de Moraes.
A questão será decidida com base no inquérito que investiga o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes e o deputado federal Pedro Paulo Carvalho Teixeira (DEM-RJ) pelo suposto recebimento de R$ 18 milhões da empreiteira Odebrecht para as campanhas eleitorais.
Segundo as investigações, Paes teria recebido R$ 15 milhões em doações ilegais no pleito de 2012. Em 2010, Pedro Paulo teria recebido R$ 3 milhões para campanha e mais R$ 300 mil na campanha à reeleição, em 2014.
Os ministros vão julgar um recurso protocolado pela defesa dos acusados contra decisão individual do ministro Marco Aurélio, que enviou as investigações para a Justiça do Rio. Os advogados sustentam que o caso deve permanecer na Corte, mesmo após a decisão que limitou o foro privilegiado para as infrações penais que ocorreram em razão da função e cometidas durante o mandato.


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Nenhum senador do Piauí assinou lista para propor CPI da Lava Toga


O senador Alessandro Vieira começou a colher as 27 assinaturas necessárias para apresentar a proposta de criação da comissão da CPI da Lava Toga, que tem o objetivo de investigar possíveis excessos cometidos por cortes superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF).
Na primeira tentativa, três senadores — Tasso Jereissati, Kátia Abreu e Eduardo Gomes — retiraram o apoio e o pedido acabou sendo arquivado.
Até o momento, nenhum dos três parlamentes piauienses assinaram a lista. Ciro Nogueira (Progressista), Marcelo Castro (MDB) e Elmano Férrer (Podemos) ainda não se manifestaram. 
Eis os 21 senadores que já assinaram o novo requerimento da CPI da Lava Toga (são necessárias 27 assinaturas):

1. Alessandro Vieira
2. Jorge Kajuru
3. Selma Arruda
4. Eduardo Girão
5. Leila Barros
6. Fabiano Contarato
7. Rodrigo Cunha
8. Marcos do Val
9. Randolfe Rodrigues
10. Plínio Valério
11. Lasier Martins
12. Styverson Valentim
13. Alvaro Dias
14. Reguffe
15. Oriovisto Guimarães
16. Cid Gomes
17. Eliziane Gama
18. Major Olímpio
19. Izalci Lucas
20. Carlos Viana
21. Luiz Carlos Heinze




Fonte: Carta Piauí

'Monstruosidade e covardia' diz Bolsonaro sobre massacre em escola




 Foto: Isac Nóbrega/PR
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota lamentando o massacre ocorrido em uma escola estadual em Suzano, na Grande São Paulo. O governo federal se colocou à disposição para auxiliar na apuração do crime.
“Mais uma vez, nosso país é abalado por uma grande tragédia. O Governo Federal manifesta seu profundo pesar com os fatos ocorridos na cidade de Suzano, em São Paulo, apresentando suas condolências e sinceros sentimentos às famílias das vítimas de tão desumana ação. Ao Estado de São Paulo, colocamos nosso total apoio para auxiliar na apuração dos fatos”, diz a nota.
Mais cedo, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também lamentou o ocorrido e apontou os jogos violentos de videogame como influências negativas para os jovens.
Há pouco, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou pelo Twitter: Presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atendado ocorrido hoje na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos!
A Polícia Militar informou que dois jovens armados e encapuzados invadiram a Escola Estadual Raul Brasil e dispararam contra os alunos. De acordo com último balanço divulgado pela polícia, dez pessoas ficaram feridas e dez morreram, sendo cinco alunos, dois funcionários, os dois atiradores e o dono de uma locadora de carros que ficava perto da escola.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, os autores do crime são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, ex-alunos. A motivação para o crime ainda está sob investigação. Guilherme estudou no colégio até o ano passado. 
*Com informações da Agência Brasil.


Urgente: Ex-prefeita e empresários são presos em operação da Gaeco no Piauí


A ex-prefeita de Brejo do Piauí, Márcia Aparecida Pereira da Cruz, foi presa na manhã desta quarta-feira(13) durante a “Operação Poço Fundo”, deflagrada pelo Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Piauí. Ela administrou o município entre os anos de 2013 e 2016
Ex-prefeita e mais cinco foram presos em Operação Poço sem Fundo — Foto: Divulgação/Gaeco

A operação visa desarticular uma organização criminosa que era voltada para a prática de crimes contra a administração pública, incluindo fraudes em licitações. As ações policiais estão se concentrando nos municípios de Canto do Buriti, Brejo do Piauí e Teresina. A ex-gestora foi capturada na cidade de Picos e está sendo acusada de desviar recursos para a perfuração e manutenção de poços artesanais.
Márcia Cruz  - Imagem: Reprodução/Facebook

Ao todo, seis pessoas foram presas, dentre elas, Adcarliton Valente e Valdirene da Silva, proprietários da VSP Construtora. Eles eram responsáveis por fornecer notas fiscais para a realização do esquema criminoso.Além do Gaeco, estão participando também da ação a Delegacia de Polícia Civil de Canto do Buriti e a Polícia Militar do Estado.



*Com informações adicionais do GP1